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      Governo estuda substituição parcial de testes de ácido nucleico por testes rápidos  

      As autoridades estão a estudar o uso mais frequente de testes rápidos de antigénio para substituir a realização de testes de ácido nucleico, afastando, no entanto, a possibilidade de uma substituição total. Com esta medida e um trabalho antiepidémico “mais preciso”, Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, espera reduzir o cargo financeiro dos cidadãos devido à eventual obrigação de submeter-se a testes.

       

      A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, avançou que o Governo está a estudar a adopção mais frequente de testes rápidos de antigénio para substituir o teste de ácido nucleico, com vista à optimização das medidas de prevenção epidémica e a reduzir a pressão financeira dos teste na população.

      “Sobre o teste de ácido nucleico, esperamos que haja alterações, por exemplo estamos a ver se é possível usar os testes rápidos de antigénio para substituir os testes de ácido nucleico, mas a medida será apenas para determinadas ocasiões, sendo que a substituição completa é impossível”, salientou a secretária, na reunião plenária ontem na Assembleia Legislativa (AL).

      Elsie Ao Ieong defendeu ainda que as autoridades têm vindo a esforçar-se para reduzir o preço da realização dos testes, negociando com as instituições de testagem, acrescentando que a prevenção de epidemia está a ser implementada “de forma mais precisa”, levando menos pessoas a serem sujeitas a testes de ácido nucleico.

      Por ocasião do debate das Linhas de Acção Governativa, o deputado Leong Sun Iok levantou uma questão sobre o custo elevado da realização de testes. O deputado lamentou ainda “a alta ocorrência” de avarias no sistema do Código de Saúde e do não atendimento da linha verde do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus.

      Reagindo à questão, a secretária indicou que existem agora mais de 220 funcionários dos Serviços de Saúde, do Instituto Cultural e das três instituições de ensino superior, que trabalham por turnos, para ajudar a atender as chamadas, mas é às vezes difícil lidar com milhares de consultas ao mesmo tempo.

      A secretária admitiu, por outro lado, que o Código de Saúde “tem espaço para melhorias”, mas acabou por destacar que o sistema é actualmente o mais utilizado e complexo em Macau e “é algo de que nos podemos orgulhar pelo facto de o sistema ter sido concebido e desenvolvido localmente”.

      Segundo a responsável, o Governo não esperava que o uso fosse tão frequente durante um período tão longo no início de uso do sistema do Código de Saúde em 2020. “Uma empresa local é responsável pelo desenvolvimento. É um grande passo para promover a capacidade de gestão de sistema técnico no território, tanto como da prevenção dos ataques cibernéticos da fora”, assinalou.

      Elsie Ao Ieong assumiu que existem alguns problemas em cada mudança de sistema, e a razão é que as equipas locais carecem da experiência, formação e conhecimento da matéria. Neste caso, o Governo vai cooperar com a Universidade de Macau para abrir cursos de engenheira informática e segurança cibernética.

      A governante referiu que o sistema tinha sido premiado pelas Nações Unidas como caso de referência de resposta inovadora à Covid-19, o que reflecte “o reconhecimento das UN ao sistema de Código de Saúde Macau”.

      A secretária revelou ainda que foi criada, já antes do surto em Junho, uma plataforma interna sobre os dados epidémicos, incluindo estudo epidemiológico dos casos infectados, frequência de teste, registo de viagem para o exterior e o registo de infecção para ajudar nos trabalhos antiepidémicos.

      Durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa da área dos Assuntos Sociais e Cultura 2023, em matéria de prevenção e controlo da pandemia, Elsie Ao Ieong enfatizou que vai manter “um elevado grau de coerência com a estratégia e política nacionais” e prosseguir o princípio de “supremacia do povo, supremacia da vida”. O Executivo vai ainda promover o trabalho de vacinação, com especial ênfase nos idosos, nas crianças e nas vacinas de reforço.

      Apesar de reiterar a insistência na política de zero casos, imposta pelo Governo Central, a secretária admitiu ontem que a população sofre “pressão” devido à pandemia, com preocupações devido à economia e à consequente situação de desemprego. “Os casos de problemas de saúde mental na comunidade precisam de cooperação dos indivíduos, associações e entidades médicas para lidar, e o mais importante é o apoio da família”, notou a secretária, que fez um apelo para os deputados e cidadãos a ajudar em encaminhar os casos ocultos para os serviços.