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      InícioEconomiaConcessionárias actuais garantem novas licenças de jogo

      Concessionárias actuais garantem novas licenças de jogo

      As actuais seis concessionárias de jogo a operar em Macau asseguraram uma licença de jogo. Depois de meses de negociações entre as sete sociedades interessadas e o Governo, a decisão da comissão do concurso público para a atribuição de concessões para a exploração de jogos de fortuna ou azar foi anunciada no sábado. Mantêm-se, assim, em operações a MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM. A GMM, que tentava intrometer-se na corrida a uma concessão de jogo, acabou por ser preterida.

      MGM Grand Paradise, Galaxy Casino, Venetian Macau, Melco Resorts Macau, Wynn Resorts Macau e SJM Resorts. As seis actuais operadoras de jogo em Macau deverão continuar a ser detentoras de uma licença para a exploração de casinos na RAEM ao longo dos próximos dez anos. Concluídas as negociações, a comissão do concurso público para a atribuição de concessões para a exploração de jogos de fortuna ou azar anunciou a decisão no passado sábado. Decisão essa que deixa a GMM, empresa sem presença em Macau e que tentava intrometer-se na corrida, de fora.

      Em conferência de imprensa, André Cheong, presidente da comissão do concurso e também secretário para a Administração e Justiça, justificou a escolha com as garantias que, no entender das autoridades, as seis incumbentes apresentam, ao nível do emprego local, da expansão para mercados estrangeiros e da exploração do segmento não-jogo.

      “As concorrentes seleccionadas oferecem compromissos e condições mais vantajosas para assegurar o emprego local, para abrir mais fontes de clientes e visitantes, assim como permitirá a exploração de elementos não-jogo, correspondendo aos objectivos do Governo”, afirmou André Cheong.

      Assim, a GMM – empresa ligada ao grupo malaio Genting – ficou em sétimo lugar na corrida às seis licenças de jogo. André Cheong deixou em aberto a possibilidade de a GMM se aliar depois a uma das actuais concessionárias.

      Nas negociações, o Governo tinha exigido às sociedades interessadas uma forte aposta no segmento não-jogo, através de investimento em actividades culturais, artísticas e desportivas, por exemplo. No total, o Executivo terá pedido às operadoras um investimento total na ordem dos 100 mil milhões de patacas.

      Agora, as concorrentes seleccionadas deverão apresentar provas de que têm o capital social estabelecido, de cinco mil milhões de patacas. Só depois é que o Chefe do Executivo irá publicar a adjudicação definitiva das concessões e, finalmente, celebrados os contratos entre a RAEM e cada uma das operadoras. Isto deverá acontecer antes de 20 de Dezembro. A 1 de Janeiro entram em vigor as novas concessões.

      O secretário explicou: “De acordo com a lei, a comissão ainda vai continuar a encerrar o processo de concurso, discutindo os termos contratuais com as concorrentes para que, até ao final do ano, sejam celebrados os contratos e que as concessionárias possam começar a funcionar a partir do dia 1 de Janeiro do próximo ano”.

      A nova lei do jogo prevê que as concessionárias se empenhem para atrair visitantes do estrangeiro. Questionado novamente sobre o assunto, dado que as fronteiras para o exterior continuam com fortes restrições, André Cheong disse prever que a situação pandémica irá melhorar no próximo ano, permitindo maiores facilidades fronteiriças. No entanto, ressalvou que os contratos de concessão prevêem uma suspensão de cláusulas devido a “incidentes de força maior, ou alguma circunstância muito especial que não seja da responsabilidade das concessionárias, por causa da pandemia, por causa do controlo das fronteiras“.