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      InícioPolíticaCombater "forças hostis" e "indivíduos anti-China" entre prioridades do Governo para 2023

      Combater “forças hostis” e “indivíduos anti-China” entre prioridades do Governo para 2023

      A segurança do Estado e o combate contra “forças hostis” e “indivíduos anti-China” estão entre as prioridades anunciadas na sext-feira pelo Governo nas Linhas de Ação Governativa (LAG) para 2023 para a área da Segurança.

      “A área da Segurança continuará a empenhar-se na implementação de medidas para a defesa da segurança do Estado (…) assim como a prevenir e combater com toda a firmeza as forças hostis exteriores, os indivíduos anti-China e perturbadores de Macau e o terrorismo transfronteiriço”, disse o secretário para a Segurança durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG).

      Na Assembleia Legislativa (AL), Wong Sio Chak referiu ainda que o Governo espera “concluir, com a brevidade possível”, os trabalhos de revisão da lei relativa à defesa da segurança do Estado. “De acordo com a planificação geral do Governo da RAEM, será promovida de forma ordenada a nova fase de elaboração de diplomas complementares e de revisão da lei, com vista a proporcionar ao Governo da RAEM uma governação facilitada no que respeita aos trabalhos relativos à defesa da segurança do Estado nos termos legais”, acrescentou.

      No debate, vários deputados quiseram saber como anda a educação patriótica entre os jovens. “Obtiveram-se resultados satisfatórios?”, questionou Ip Sio Kai, que sugeriu ainda a Wong Sio Chak que o território organize cerimónias de içar a bandeira chinesa diariamente. “Trata-se de um trabalho de amor à pátria (…) se conseguirem um local sem afectar as pessoas, então podemos organizar actividades de içar as bandeiras”, disse.

      Também o deputado e docente Iau Teng Pio perguntou aos membros do Governo, presentes na AL, quais os planos governativos para a educação na área da segurança nacional para o ano que vem, lembrando que, em 2022, além da “exposição sobre a educação da segurança nacional”, realizou-se um “concurso de composição com o tema ‘Perspectiva geral da segurança nacional do meu ponto de vista’, que contou com a participação de oito escolas, num total de 9.500 participantes”.

      Além do reforço da segurança nacional, Wong Sio Chak estabeleceu como uma das metas do Executivo a “melhoria do trabalho policial com recurso à tecnologia”. Neste sentido, Macau vai estudar, em 2023, a introdução de “pequenos aeroportos automatizados de ‘drones‘ [veículos aéreos não tripulados]” para reforçar a “monitorização inteligente” das áreas marítimas e melhor combater a migração clandestina no território.

      Wong Sio Chak referiu que as autoridades planeiam aperfeiçoar o “equipamento de visão noturna dos ‘drones‘ para melhorar as capacidades de detecção noturna” e “actualizar o sistema de controlo de drones para realizar uma gestão inteligente”.

      A segunda fase do sistema de monitorização inteligente das áreas marítimas, realçou o secretário, deverá entrar em funcionamento até ao final de 2023, “para fortalecer as capacidades fiscalizadoras nos locais de alto risco de migração clandestina”.

      Nas LAG da área, o Governo sublinhou que as autoridades vão continuar a “promover activamente a construção de vários serviços policiais inteligentes”, prevendo-se a instalação de mais 300 câmaras no âmbito do projecto “Olhos no céu”.

      O Governo tem justificado a instalação de milhares de câmaras de videovigilância num território de 30 quilómetros quadrados, com perto de 700 mil residentes e que antes da pandemia recebia quase 40 milhões de visitantes, pelo efeito dissuasor no combate à criminalidade.

      ALUNOS ESTRANGEIROS SERÃO “ALVO DE SENSIBILIZAÇÃO” PATRIÓTICA

      O Governo adiantou também durante a apresentação das LAG para a área da Segurança, para 2023, que a educação sobre a segurança do Estado vai ser alargada aos alunos estrangeiros. “Os alunos estrangeiros vão ser o nosso alvo de sensibilização e divulgação [da educação da segurança nacional]”, assumiu Wong Sio Chak, na Assembleia Legislativa.

      O responsável pela tutela da Segurança respondia a uma pergunta do deputado Pang Chuan sobre os planos do Governo relativamente à “educação do patriotismo”. Pang Chuan – do grupo de deputados nomeados pelo Chefe do Executivo – referiu que, no território, existem escolas “cujas aulas são leccionadas em língua portuguesa e chinesa” e que “essa razão não pode impedir a promoção do amor à pátria”. “Independentemente da língua adoptada nas escolas e os recursos humanos e docentes, qual o plano do Governo em relação a esta matéria?”, questionou.

      Wong Sio Chak notou que a introdução de matéria relativa à segurança nacional nestas escolas “tem de ser feita através da legislação”. E concretizou: “Há que ter em conta o pessoal docente, [que deve] conhecer bem a nossa pátria. Se os professores não conhecerem e ensinarem segurança nacional, provavelmente os efeitos não serão satisfatórios nem notórios”. Numa reação às palavras do secretário, Pang Chuan sugeriu ainda que, “se no futuro, estas escolas quiserem trabalhar nestas matérias”, devem também “divulgar a lei básica”.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau