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      Concurso de jogo: Governo quer museus, concertos, passeios marítimos e ringues de patinagem

      São vários os pedidos que o Governo fez às sociedades que se candidataram a uma licença de jogo em Macau neste concurso internacional. Segundo avança a TDM-Rádio Macau, o Executivo pede, por exemplo, a criação de um museu de arte, um plano para a realização de espectáculos e convenções, recintos para concertos, passeios marítimos e até ringues de patinagem no gelo.  

      Terminaram as negociações entre as sete sociedades candidatas a uma licença para operar casinos em Macau. As concorrentes já entregaram as suas propostas finais à comissão do concurso internacional de jogo e agora ficam a aguardar a decisão do Governo.

      Recorde-se que, todas as seis actuais concessionárias – Wynn Resorts (Macau), S.A.; Venetian Macau S.A.; Melco Resorts (Macau) S.A.; SJM Resorts, S.A.; MGM Grand Paradise S.A.; Galaxy Casino, S.A. – apresentaram as suas propostas ao concurso público internacional. A juntar-se às seis operadoras actuais surgiu a GMM. Apesar de haver sete concorrentes, a nova lei do jogo diz que só pode haver, no máximo, seis concessionárias de jogo a operar em Macau.

      Ao longo das negociações entre as sociedades interessadas e a comissão de jogo, segundo avançou ontem a TDM-Rádio Macau, as autoridades terão pedido uma aposta forte no segmento não-jogo. A Rádio Macau diz que o Governo pediu, na área cultural, um plano e calendário para a criação do principal museu de arte, recintos para música e respectivos programas.

      As autoridades querem também um recinto de patinagem do gelo, um ringue para a prática de skate ou patins em linha. De acordo com a emissora, durante as negociações, a Melco terá garantido que vai fazer regressar o espectáculo House of Dancing Water.

      O Governo pediu também um plano anual de convenções e de espectáculos com artistas internacionais. Obras de arte ao ar livre e espectáculos ao ar livre foram outras das exigências, assim como projectos de diversões temáticas a nível internacional. Às concorrentes foi também exigido um plano de passeios marítimos temáticos.

      O plano de investimentos das futuras concessionárias deve rondar os 100 mil milhões de patacas e é provável que possa até exceder essa verba, já que durante as negociações a comissão do jogo foi pedindo que o montante dos investimentos subisse, diz a emissora. A Galaxy e a Venetian chegaram a acordo com valores que devem ultrapassar os 50 mil milhões de patacas. Os outros concorrentes podem atingir valor idêntico ou até ultrapassá-lo.

      Depois de ouvir a comissão do concurso, o Chefe do Executivo deverá publicar um despacho para a atribuição da adjudicação provisória. Depois, as concorrentes selecionadas deverão apresentar provas de que têm o capital social estabelecido, de cinco mil milhões de patacas. Só depois é que o Chefe do Executivo irá publicar a adjudicação definitiva das concessões e, finalmente, celebrados os contratos entre a RAEM e cada uma das operadoras. Isto deverá acontecer antes de 20 de Dezembro. A 1 de Janeiro entram em vigor as novas concessões.