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      Início Grande China Covid-19: Cantão coloca o maior distrito sob confinamento

      Covid-19: Cantão coloca o maior distrito sob confinamento

      A cidade de Cantão impôs ontem um confinamento no seu principal distrito. O bloqueio inclui a suspensão dos transportes públicos e a exigência de teste negativo à Covid-19 para quem sai de casa. Cantão, capital da província de Guangdong – junto a Macau – registou quase 9.000 casos no último dia.

      Cantão, uma das maiores cidades da China, impôs ontem um bloqueio no seuprincipal distrito, que inclui a suspensão dos transportes públicos e a exigência de teste negativo à Covid-19 aos residentes que quiserem sair de casa.

      O surto em Cantão é um teste à tentativa da China de adoptar uma abordagem mais “direccionada”, enquanto mantém a estratégia de ‘zero casos’ de Covid-19. A capital da província de Guangdong registou quase 9.000 casos nas últimas 24 horas, de longe o maior surto activo no país. As autoridades registaram mais de 24 mil novos casos positivos nos últimos dias em todo o país – a grande maioria assintomática.

      A China é o único grande país do mundo que continua a impor medidas altamente restritivas de prevenção epidémica, incluindo o bloqueio de distritos e cidades inteiras, a realização de testes em massa e o isolamento de todos os casos positivos e respectivos contactos directos.

      O distrito de Baiyun, em Cantão, também suspendeu as aulas presenciais nas escolas e bloqueou os espaços universitários. As medidas devem durar até sexta-feira, anunciou a cidade. “Está tudo em suspenso”, descreveu Alexandre Castro, treinador português de futebol radicado há três anos na cidade chinesa. “Já armazenámos comida para pelo menos duas semanas”, disse à agência Lusa.

      No domingo, Pequim registou duas mortes. Foram os primeiros óbitos em todo o país, em mais de seis meses, provocados pelo novo coronavírus. Na capital chinesa, as autoridades apelaram à população para evitar viagens “não obrigatórias” entre os diferentes bairros de Pequim, com o objectivo de evitar a propagação do vírus.

      Embora os críticos tenham questionado os dados da China e, especificamente, o número de mortos, a estratégia chinesa evitou surtos maciços e manteve os novos casos diários mais baixos do que no resto do mundo. Directrizesnacionais publicadas no início deste mês pediram aos governos locais que sigam uma abordagem científica e direccionada, e que evitem medidas desnecessárias.

      As autoridades querem evitar bloqueios de cidades inteiras, para tentar minimizar o impacto na actividade económica, mas sem abdicar da estratégia que visa eliminar surtos do novo coronavírus, tendo anunciado uma redução do período de quarentena para viajantes oriundos do exterior e contactos directosde casos positivos, e o fim da interrupção dos voos com casos a bordo, entre outras medidas.

      O relaxamento de algumas medidas é uma tentativa de tornar as políticas mais “científicas e precisas”, disse o vice-diretor da Comissão Nacional de Saúde, Lei Haichao.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau