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      Wong Kit Cheng quer saber que avanços foram feitos na construção da nova Biblioteca Central

      Numa interpelação escrita apresentada ao Governo, a deputada Wong Kit Cheng pede explicações sobre o planeamento concreto e os progressos da construção da nova Biblioteca Central de Macau. Após mais de uma década de planeamento, as autoridades anunciaram em Março a escolha da proposta da equipa holandesa Mecanoo e disseram que as obras deveriam estar concluídas em dois anos.

      O andamento do projecto de construção da nova Biblioteca Central de Macau está a preocupar Wong Kit Cheng. Numa interpelação apresentada à Assembleia Legislativa, a deputada lembrou que faltam apenas dois anos para a inauguração prevista da biblioteca e solicita assim às autoridades, sobretudo ao Instituto Cultural (IC), que esclareçam a data prevista para a conclusão do projecto geral e de concepção detalhada da instalação, bem como a calendarização concreta para o concurso público e início das obras.

      No documento, a deputada começou por salientar que o projecto da nova Biblioteca Central de Macau, que se localizará no lote de terreno do antigo Hotel Estoril, é sem dúvida “o renascer do desenvolvimento das bibliotecas públicas de Macau, visto que a biblioteca central original, com as limitações de espaço, já não é suficiente para o rápido crescimento populacional e o desenvolvimento das áreas culturais e educacionais.

      “Com um processo de planeamento de mais de dez anos, as autoridades anunciaram a proposta de design em Março do ano passado. Sendo uma das principais construções culturais emblemáticas da cidade, a nova Biblioteca Central de Macau situa-se numa importante zona histórica, cultural e turística, a sociedade tem grande expectativa quanto à biblioteca e ao planeamento das áreas afins”, enfatizou.

      Segundo citou Wong Kit Cheng, o IC avançou em Junho que o organismo tinha constituído um consórcio com a empresa de design seleccionada para a execução das Obras de Construção da Nova Biblioteca Central de Macau, que inclui a prestação de serviços de elaboração do projecto, tal como a concepção do projecto aprofundado, com o objectivo de “planear a distribuição espacial da biblioteca e a sua função de criar uma conexão com a cidade”.

      A também vice-presidente da direcção da Associação Geral das Mulhereschamou a atenção pelo facto de o Governo não ter dado mais informações relevantes ao público sobre o projecto, no entanto, tinha afirmado que esperava que a instalação fosse inaugurada em dois anos.

      “Importa notar que as autoridades revelaram a intenção de ter a biblioteca concluída no final de 2024, com uma estimativa inicial das obras de 500 milhões de patacas. Contudo o custo de construção apenas pode ser fixado após a saída do projecto conceptual final, com cálculo da área de construção e o número de andares concretos. E nenhum pormenor específico foi anunciado”, lamentou a deputada.

      Recorde-se que, já no relatório das Linhas de Acção Governativa para 2006, o antigo Chefe do Executivo Edmund Ho revelou que o Governo decidiu construir uma biblioteca geral de grandes dimensões, de forma a responder às necessidades crescentes dos cidadãos no âmbito de autovalorização, aquisição de cultura geral e ocupação dos tempos livres. Após as polémicas levantadas com a localização no Edifício do Antigo Tribunal, o IC acabou por adoptar como localização o antigo Hotel Estoril, em 2020.

      Quatro equipas de design arquitectónico, dos Países Baixos, Finlândia, Irlanda e Suíça, foram convidadas a apresentar propostas de design conceptual sobre a nova biblioteca, sendo a proposta da equipa holandesa Mecanoo seleccionada pelo IC, após avaliação de especialistas.

      De acordo com o organismo, a nova Biblioteca Central contará com um espaçoprincipal para a biblioteca, salas de reuniões, zonas de estudo e áreas comuns de leitura, entre outros. “O design‘ da grelha da fachada inspira-se na estética das estantes, servindo como elemento de sombra e filtrando a luz para o edifício. O painel de mosaicos do antigo Hotel Estoril será reintegrado no novo edifício”, descreve o IC.

      Nesse sentido, a deputada Wong Kit Cheng questionou também as autoridades sobre como é que o projecto se vai articular com a paisagem patrimonial de Macau, para criar um espaço cultural, artístico, educacional na comunidade.