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      InícioSociedadeIAS planeia introduzir programa piloto para teste de novas drogas

      IAS planeia introduzir programa piloto para teste de novas drogas

      Para melhorar o combate à droga, o tratamento da toxicodependência e areabilitação, o Instituto de Acção Social está a estudar o lançamento de um plano pilotode teste de novas drogas e o estabelecimento de uma base de dados de casos relativos ao apoio de desintoxicação. O organismo, em resposta a uma interpelação do deputadoNgan Iek Hang, destacou que o número de toxicodependentes registado em 2021 baixou significativamente face à época antes da pandemia, e o número de pessoas sujeitas ao tratamento de desintoxicação tem-se mantido estável nos últimos cinco anos.

      O Instituto de Acção Social (IAS) admitiu que vai introduzir novos serviços e medidascom vista a aumentar a eficiência dos tratamentos de desintoxicação em Macau, entre os quais se destacam a criação de uma base de dados de utentes que recorrem ao apoio de desintoxicação, lançamento de um programa piloto sobre o teste de novas drogas e adoptar osmegadados na análise dos problemas dos jovens relacionados com a internet e as drogas.

      Estando a trabalhar na revisão e optimização das diversas medidas de desintoxicaçãolocais, o organismo revelou que esse estudo servirá “para melhor conhecer a situação relativa à população dos toxicodependentes de Macau”, nomeadamente após ter incumbido um grupo académico para conduzir o “Estudo sobre a Tendência de Abuso de Drogas, Procura e Planeamento para o Desenvolvimento do Serviço de Desintoxicação”. O respectivo estudo já foi concluído em 2021.

      O Governo, ao seguir as sugestões do estudo, irá implementar uma expansão dos tradicionais serviços de tratamento nos lares existentes no território, para criar uma série de serviços integrados, aumentando as acções de formação profissional e os meios de apoio para a reinserção social dos reabilitados.

      No futuro, serão elaboradas também novas estratégias para o trabalho de intervençãosocial no âmbito de combate à toxicodependência, particularmente para enfrentar os problemas decorrentes das novas drogas e responder à necessidade do correspondente tratamento.

      Numa resposta à interpelação escrita apresentada pelo deputado Ngan Iek Hang, o presidente do IAS, Hon Wai, salientou que o número de toxicodependentes em 2021 registou uma “queda óbvia” em comparação com o registado antes da pandemia. Num período de normalização da pandemia, “as acções de prevenção e de tratamento de dependência da droga devem ser mais flexíveis para fazer face às diferentes situações da pandemia”, notou, adiantando que o IAS conseguiu entrar em cooperação com mais instituições não-governamentais e o número de entidades participantes nos trabalhos de registo deverá aumentar para 24 no final deste ano.

      Existem actualmente em Macau 22 entidades participantes no Sistema do Registo Central dos Toxicodependentes, incluindo oito departamentos governamentais e 14 instituições de serviços comunitários. De acordo com os dados do ano passado, foram registados 231 toxicodependentes, enquanto em 2019, antes da pandemia, foram 346.

      É de salientar que o número de jovens toxicodependentes em 2021 fixou-se em 12 pessoas, cujas razões principais de consumo foram influência dos pares e curiosidade.

      “Em virtude de os jovens serem facilmente enganados e aliciados, e para os manter afastados da droga”, as autoridades têm lançado diversas iniciativas educacionais e promocionais destinadas a jovens, segundo o IAS, tendo organizadas palestras comunitáriasregulares para a alunos do 3.º ano de jardim de infância ao 9.º ano de ensino secundário, que envolvem anualmente 20 mil participações.

      No que diz respeito ao tratamento da toxicodependência, são disponibilizados na cidade serviços de reabilitação, como consultas externas para o tratamento da toxicodependência, tratamento de manutenção com metadona, aconselhamento para a desintoxicação. O IAS asseverou que o número de pedido de apoio para a desintoxicação “se tem mantido estável ao longo dos últimos cinco anos” e “a situação geral é semelhante à que existia antes do surto”, tendo cerca de 500 pessoas sujeitas ao tratamento de desintoxicação em média por ano.