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      Início Desporto “Para o ano tenho esperança que tudo voltará à normalidade”

      “Para o ano tenho esperança que tudo voltará à normalidade”

      Em entrevista ao PONTO FINAL, Isaías do Rosário lamenta que o Grande Prémio de Macau continua a sofrer com algumas limitações devido às restrições de Covid-19 estabelecidas em Macau, considerando, porém, que o importante é que se continue a realizar este evento. O antigo piloto não veio a Macau acompanhar as corridas, onde habitualmente faz também comentários televisivos, mas tem esperança que para o ano “tudo voltará à normalidade”. Em relação aos participantes, Isaías do Rosário acredita que o piloto luso Sheridan Morais poderá vir a dominar a prova de motas.

      Como vê o elenco deste ano do Grande Prémio de Macau?

      Acho que é um pequeno salto, mas significativo, conseguiram atrair alguns pilotos. O ideal seria não haver esta política da Covid-zero tão exigente como eles estão a fazer, permitindo que mais pessoas possam participar.

      Este ano vamos ter o regresso das corridas de motos. Será um aliciante extra?

      Sim, será interessante. Há um piloto que poderá ser capaz de dominar as coisas se se adaptar ao circuito, porque é a sua primeira vez, que é o Sheridan Morais, um português nascido na África do Sul. De resto penso que será bastante equilibrado, não há aqueles pilotos britânicos que costumavam dominar o Circuito da Guia. O André Pires, se a mota corresponder às expectativas, penso que poderá andar bem em Macau.

      O André Pires fez um grande resultado na estreia em Macau, mas depois sentiu algumas dificuldades noutros anos. Este ano terá condições para mais?

      A questão não é apenas a experiência, tem também a ver com o tipo de mota. Em Portugal, o regulamento do campeonato nacional de velocidade não permite uma preparação tão intensa da mota, ele não vai preparar uma mota especificamente só para Macau porque isso tem custos avultados. No passado levava motas com uma preparação muito inferior em comparação com as que os britânicos traziam do campeonato de ‘Road Racing’, ou mesmo de ‘Superbikes’, e isso cria logo uma série de limitações. A preparação não significa só que o motor ande mais, basta que a suspensão varie de umas dezenas de milhares de euros para umas centenas de milhares de euros, e isso faz logo toda a diferença.

      Esta prova de duas rodas gera sempre alguma polémica devido aos riscos que acarreta, sobretudo num circuito como o de Macau. Como antigo piloto, como é que vê essa situação?

      Quem anda lá conhece os riscos, até porque a maior parte destes pilotos estão habituados a circuitos bem piores. Já nem falo na Ilha de Man, que é um circuito assustador, e, em comparação, o circuito de Macau não é nada. E há outros circuitos no Reino Unido que também são circuitos perigosos. Penso que é apenas mais um circuito que tem as suas perigosidades. Na Ilha de Man, se uma pessoa se despista vai contra uma árvore, penso que é bem mais perigosa.

      O Grande Prémio tem outro encanto com a corrida de motas...

      Completamente. É a atmosfera, o próprio circuito. É aliciante porque é um circuito muito variado em termos de curvas e velocidade.

      Quem são os grandes favoritos para as provas principais?

      Nas motas queria ainda salientar que é a primeira vez que vamos ter um piloto feminino. Espero que tudo lhe corra bem e que até faça um bom resultado, será muito interessante para atrair outras pilotos no futuro. Relativamente às motos, o favorito será o Sheridan Morais, o que para nós portugueses será excelente, espero que assim seja. Nos GTs penso que vai ser uma corrida bastante interessante, com o Edoardo Mortara a ser o grande favorito, e depois o Alexandre Imperatori, o Maro Engel e o Raffaele Marciello. Na Fórmula 4 penso que poderá haver alguma surpresa, mas aposto em Charles Leong, Andy Chang Wing Chung e até o Henry Lee  Jr. Na Taça dos Carros de Turismo, os tries pilotos da MG, Rodolfo Ávila, se o carro não acusar problemas de juventude, bem como o Robert Huff  e Cao Hong Wei, e também os pilotos da Lync & Co., David Zhu.

      O Rodolfo Ávila tem feito bons resultados na China. Poderá ser também um dos favoritos em Macau?

      O Rodolfo tem tudo para que as coisas corram bem em Macau, é preciso é que haja um aspecto que funcione, que é o carro, que é ainda um bocado novo em termos de preparação. Vão partir de uma afinação de base, se conseguirem encontrar as afinações rapidamente para fazer bons tempos, tanto para a qualificação como para a prova, penso que os três MG e os Lync & Co. farão um bom espectáculo.

      O Grande Prémio de Macau volta a realizar-se, ainda que com algumas restrições devido à Covid-19. Acha que vão causar grande impacto nesta edição?

      É interessante que se continue. Pessoalmente não vejo a questão da Covid-19 como um entrave tão grande como Macau tem mantido, penso que será por outras razões que não as sanitárias, mas isso eles é que saberão. No entanto,acho que deve-se continuar a organizar o Grande Prémio, foi bom não terem interrompido em nenhum dos anos, apesar das limitações nos dois anos anteriores, este ano, já com um bocado mais de abertura, será interessante ver, e penso que para o ano tenho esperança que tudo voltará à normalidade.

      Criou uma página no Facebook intitulada ‘Memórias do Grande Prémio’, em 2012. No ano passado contava com quase dois mil membros, como está neste momento a página?

      Vamos com mais de 2.200 membros, tem havido uma grande adesão de novos membros ultimamente, o que é normal quando se aproxima o Grande Prémio.

      Não estando actualmente em Macau, e mesmo com a diferença horária, vai continuar a acompanhar?

      Vou assistir, até já tirei dois dias de férias para poder descansar. É à noite, vou ter que fazer directas para assistir ao Grande Prémio.p