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      Brasil é um dos favoritos à vitória, mas outros podem ter uma palavra a dizer

      Os adeptos do desporto-rei em Macau vaticinam que a selecção canarinha é uma das grandes candidatas a erguer o troféu, mas não excluem a possibilidade da campeã em título França também o poder fazer. Argentina, Alemanha, Bélgica, Espanha e até Portugal são os outros nomes avançados. Contudo, sendo um mundial, surpresas podem ser esperadas.

      O Brasil aparece em quase todas as escolhas como favorito à vitória no Mundial de futebol que começa este fim-de-semana no Qatar, com um jogo de abertura entre a selecção anfitriã e o Equador, a contar para o Grupo A.

      A selecção canarinha de Neymar e companheiros vê, como há muito não via, uma maior probabilidade de voltar a ser campeã mundial de futebol, algo que não sucede desde há 20 anos, quando o Brasil, comandado por Luiz Felipe Scolari e com craques como Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho ou Roberto Carlos, derrotou na final a não menos poderosa Alemanha, tendo conquistado o seu quinto título mundial.

      E quais são as expectativas para este ano? Ao PONTO FINAL, o brasileiro e futebolista do Chao Pak Kei (CPK), Diego Patriota, considerou “ser difícil” dizer quem pode ser campeão “numa competição curta e com várias selecções com qualidade. “Penso que na primeira prateleira estão Brasil, Argentina e França, mas, ao mesmo tempo, vejo Bélgica, Holanda, Alemanha ou Portugal com grande possibilidade de ganhar”, notou.

      O futebolista pernambucano admite que o Brasil “chega forte” ao Qatar. “Existe uma geração talentosa mesclada com experientes noutros mundiais. A própria comissão técnica está mais experiente, pois será o segundo mundial do Tite. Penso que esse equilíbrio entre a juventude que tem brilhado na Europa recentemente (Vinícius Jr, Rodrygo, Anthony, Raphinhaou Martinelli) e atletas com dois ou três mundiais disputadospode resultar em título. Vamos ver, mas particularmente estou confiante”, referiu Diego Patriota.

      PORTUGAL OUTSIDER

      A portuguesa Diana Massada, presidente da Casa do FC Porto em Macau, sugere que Portugal, mesmo podendo almejar a vitória, será sempre um outsider. Para a economista, os grandes favoritos são os brasileiros, os argentinos, os espanhóis e os alemães. “Vamos ter nas semi-finais o Brasil, a Argentina, a Espanha e a Alemanha. Acho que estes são os quatro principais candidatos ao título. É interessante vermos que a Espanha e a Alemanha estão no mesmo grupo e, portanto, vai ser um duelo interessante. Nesse grupo estão ainda o Japão e a Costa Rica, por isso será natural que passem Espanha e Alemanha”, começou por dizer ao nosso jornal.

      Diana Massada lembra ainda o grupo F, onde estão a Bélgica e a Croácia, selecções muito fortes na sua óptica. “No grupo F temos a Bélgica, que foi semi-finalista em 2018, e a Croácia, finalista em 2018, que podem ser equipas que venham a surpreender neste mundial”, notou

      A campeã em título surge desfalcada neste Mundial com dois titulares fora dos planos do seleccionador Didier Deschamps. Os médios Paul Pogba e N’Golo Kante estão lesionados e não seguiram viagem para o Qatar. “A França, que costuma ser considerada uma das favoritas e foi vencedora em 2018, tem duas baixas de peso na sua equipa e pode não conseguir vir a concretizar este seu potencial”, referiu Diana Massada.

      Em relação a Portugal, a presidente da Casa do FC Porto em Macau diz que tem “boas expectativas”, mas ainda assim lembra que o melhor que a selecção das quinas conseguiu na sua história em Mundiais foi um terceiro lugar em 1966 com Eusébio e companhia. Por isso, desde os Magriços, só mesmo na Alemanha, em 2006, chegou a disputar o terceiro e quarto lugares, tendo perdido contra a Alemanha por 3-1. “Quais são as minhas expectativas para Portugal? Portugal nunca chegou a uma final num Mundial. O melhor que se conseguiu foi um terceiro lugar em 1966. Penso que Portugal pode conseguir chegar aos quartos-de-final, embora para isso tenha que vencer a fase de grupos, que acho que é perfeitamente possível, senão defronta o vencedor do grupo G que inclui o Brasil. Por isso, para nós é importante, na nossa caminhada, tentar acabar o grupo em primeiro lugar, pressupondo que o Brasil também termina em primeiro lugar no seu grupo. Será um bom resultado chegar aos quartos-de-final”, afirmou.

      Mas Diana Massada, tal como todos os portugueses, tem esperanças. “Temos sempre esperança de ganhar. A esperança está sempre com os portugueses para ganhar. Será, muito provavelmente, o último Mundial do Cristiano Ronaldo e, portanto, vai ser interessante. Temos uma equipa boa. Percorremos um caminho que não foi muito fácil. Não conseguimos o apuramento directo, tendo de disputar um play-off com a Turquia e a Macedónia do Norte, mas temos uma boa equipa. Aliás, quero notar que desde que temos Ronaldo na Selecção que temos disputado todas as edições dos mundiais. Temos o Pepe ou até o Bruno Fernandes, por isso temos boas expectativas para Portugal. Os grupos estão razoavelmente equilibrados. Não há um grupo daqueles muito fortes como costuma haver, mas, claro, nos mundiais há sempre surpresas e vamos ver que surpresas nos reserva este mundial do Qatar”, rematou.

      O norte-americano Tim Simpson gosta de futebol q.b..Contrariamente ao que sucede com a maioria das crianças e jovens norte-americanos, que preferem beisebol, futebol americano ou basquetebol, Tim chegou a jogar, diversas vezes, no seu país natal enquanto criança. Apesar de gostar da modalidade, não demonstra muito apreço pelo futebol profissional. “Gosto de futebol, sim. Costumava jogar quando era criança, mas não dou muita atenção ao futebol profissional, por assim dizer, mas certamente não tenho nada contra”, admitiu ao PONTO FINAL.

      O professor universitário garantiu que “provavelmente” vai assistir a alguns jogos, mas não deposita quaisquer esperanças na selecção do seu país. “Lamento, mas não tenho qualquer ideia sobre a equipa dos Estados Unidos da América. Aliás, por norma, não costuma ser muito bom”, admitiu.

      ALEMANHA, CLARO, MAS TAMBÉM BRASIL E PORTUGAL

      O jornalista e director do Macau Post Daily, Harald Brüning, deseja o melhor para a sua Alemanha, mas admite que o Brasil ou até mesmo Portugal possam ser, igualmente, favoritos. “Espero, naturalmente, que a Alemanha ganhe, mais uma vez, o Campeonato do Mundo. No entanto, esperança é uma coisa, futebol é outra. O problema é que a bola é bastante redonda e a fortuna e o azar são elementos essenciais do jogo bonito, independentemente da capacidade técnica das equipas”, analisou friamente.

      Considerando que futebol é “entretenimento puro com uma boa pitada de paixão”, o alemão espera que não aconteçam no Qatar “nacionalismos idiotas”. “O Brasil, certamente, é, mais uma vez, um dos favoritos. Bom, e a equipa de Portugal, oxalá, possa ganhar o Mundial pela primeira vez, se os alemães e os brasileiros desiludirem os seus fãs desta vez. O futebol é como a vida em geral, quase tudo é possível e, portanto, é imprevisível. O mais importante é que vamos ter jogos (mais ou menos) limpos com muitos golos. De qualquer modo, o futebol deveria sempre ser entretenimento puro com uma boa pitada de paixão. Nada mais, nada menos. E sem nacionalismos idiotas”, atirou Harald Brüning.