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      Operadoras destacam intenção de diversificação e de aposta no não-jogo

      Como é que Macau pode atrair mais visitantes do estrangeiro? Diversificação da economia, foco no património e gastronomia e aposta no desenvolvimento de infra-estruturas, respondem as concessionárias de jogo no território. Os representantes das operadoras estiveram ontem numa sessão da 2022 MGS Online Summit. Nenhum dos representantes falou sobre asrestrições fronteiriças impostas a quem chega do estrangeiro.

      Realizou-se ontem a conferência 2022 MGS Online Summit, organizada pela Macau Gaming Equipment Manufacturers Association (MGEMA) e pelo portal Inside Asian Gaming. O evento teve uma sessão, intitulada “A NEW E.R.A – Entertainment, Renovation, Alignment”, que contou com a presença de representantes de cinco das operadoras de jogo no território.

      Fizeram parte do painel Raymond Lo, vice-presidente sénior da Melco Resorts & Entertainment Limited; Olinda Leung, vice-presidente de ‘slot operations’ da Venetian Macau; Jasmine Cheong, vice-presidente assistente para a comunidade e relações governamentais da Wynn Macau; Eric Chen, vice-presidente de operações e desenvolvimento da MGM; e Benjamin Toh, director de operações da SJM Resorts. Também estava prevista a presença de Buddy Lam, vice-presidente da Galaxy Entertainment, mas o responsável acabou por não poder participar no painel. A sessão foi moderada por Wang Changbin, director e professor do Centro de Estudos de Turismo e Jogo da Universidade Politécnica de Macau.

      Uma das questões lançadas no debate teve a ver com a pretensão do Governo de fazer com que as operadoras de jogo atraiam mais jogadores estrangeiros. Esse é, recorde-se, um dos principais requisitos para a atribuição de uma licença de jogo no concurso público que decorre agora.

      Raymond Lo começou por dizer que uma das vantagens que Macau dispõe para atrair mais turistas estrangeiros tem a ver com a estratégia nacional de desenvolver o território como um centro mundial de turismo e lazer. “Macau é muito atractivo para os visitantes internacionais”, salientou, dando exemplos relacionados com património e gastronomia. “Macau tem esses elementos que podem atrair mais visitantes do exterior”, referiu. Além do património histórico de Macau, o representante da Melco sugeriu que os turistas internacionais têm interesse em ver “as propriedades magníficas” de que a operadora dispõe.

      Benjamin Toh, da SJM, indicou que “os resorts integrados têm um grande potencial para desenvolvimento”, no entanto, “muitos turistas internacionais ainda consideram Macau como uma cidade só de jogo, uma cidade de casinos”. “Temos de promover mais Macau como uma cidade mais diversificada, mostrar que Macau não são só casinos. Temos outros eventos de cultura, desporto, etc”, exemplificou. Para atrair os turistas de fora, Macau deve também “apostar na construção de uma melhor rede de transportes”, propôs.

      Eric Chen destacou “o apoio do Governo Central” como uma das vantagens de Macau em relação a Las Vegas, por exemplo. O representante da MGM assinalou também que, para chamar visitantes do estrangeiro, a expansão do Aeroporto Internacional de Macau “será muito importante”. “É muito difícil atrair turistas internacionais – os turistas de Macau são maioritariamente da China e de Hong Kong. Se cooperarmos com Hengqin, isso pode ser benéfico para Macau, permitindo atrair turistas internacionais”. Olinda Leung, da Venetian, destacou elementos como a formação de quadros locais e a cooperação com a Grande Baía.

      Raymond Lo frisou que Macau “tem de ter um sistema de infra-estruturas para facilitar o movimento e transporte de todos os nossos visitantes”. O responsável da Melco sublinhou que “temos de estar ligados às várias partes do mundo para podermos atrair mais clientes do estrangeiro”.

      Actualmente, quem chega a Macau vindo do estrangeiro tem de ficar cinco dias em observação médica centralizada mais três dias em isolamento domiciliário. Os representantes das operadoras, no entanto, não sugeriram um relaxamento da medida nem sequer abordaram a questão das restrições fronteiriças.

      A diversificação da economia local foi, ao longo da sessão, um tema recorrente. Olinda Leung lembrou que este é um tema que tem sido discutido frequentemente e garantiu que é uma questão a que “as operadoras prestam muita atenção”. A responsável da Venetian comentou que, numa economia próspera, a diversificação não é vista como sendo urgente, no entanto, numa economia abalada pela pandemia e pelas restrições a si associadas, “é um problema mais urgente”. “Se queremos ter uma diversificação, temos de ter uma cooperação entre toda a indústria”, apontou, indicando que a Venetian tem feito “grandes investimentos” no sector não-jogo ao longo dos últimos 20 anos.