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      InícioSociedadeNick Lei preocupado com evolução da educação inclusiva

      Nick Lei preocupado com evolução da educação inclusiva

      O deputado pediu ao Governo mais apoio ao desenvolvimento da educação adaptada à realidade de Macau. Para o parlamentar, os professores precisam de “adoptar estratégias de ensino apropriadas e medidas de apoio para atender às necessidades específicas” dos estudantes necessitados, a fim de facilitar a sua aprendizagem.

      A educação inclusiva é uma preocupação para o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Nick Lei que, numa interpelação escrita ao Governo da RAEM, pediu mais apoio ao desenvolvimento da educação adaptada à realidade de Macau.

      O parlamentar, que é igualmente presidente da Aliança de Povo de Instituição de Macau, admite que tem havido avanços nas políticas do Governo nessas matérias, mas no ensino propriamente dito “é muitas vezes necessário lidar com estudantes com diferentes necessidades especiais, pelo que as estratégias de ensino e as medidas de apoio têm de ser feitas à medida”. “Creio que um melhor apoio aos professores é um factor-chave para o desenvolvimento futuro da educação integrada”, sugeriu.

      De acordo com dados oficiais, no ano lectivo de 2021/2022, existiam em Macau 48 escolas que implementaramo ensino inclusivo, com um total de 387 professores de recurso a fornecer o apoio pedagógico e de aprendizagem necessário para cerca de 2.200 estudantes com necessidades especiais, incluindo cerca de 1.500 estudantes ao nível pré-escolar e primário e mais de 700 a nível secundário. “Espera-se que no futuro haja uma maior procura de educação inclusiva a nível secundário. Por conseguinte, o Governo deve planear com antecedência e avaliar a procura de mais educação e professores para satisfazer as necessidades de desenvolvimento da educação integrada”, referiu também NickLei, acrescentando que desse número, 16 fornecem ensino inclusivo em todos os níveis de aprendizagem, desde a primeira infância até ao secundário.

      O deputado sublinha que o processo não é fácil, até porque, refere, os estudantes com necessidades especiais podem ter uma ou mais deficiências físicas e psicológicas, o que pode tornar psicologicamente difícil a sua adaptação a uma mudança no ambiente de aprendizagem devido a estudos posteriores, afectando assim os seus resultados”. “Além disso, os professores precisam de adoptar estratégias de ensino apropriadas e medidas de apoio para atender às necessidades específicas dos estudantes com necessidades especiais, a fim de facilitar a sua aprendizagem”, enfatizou.

      Nick Lei sugere ainda que se continue a apostar fortemente e continuamente em cursos de formação relacionados com o ensino inclusivo. “A Universidade de Macau incluiu a “Introdução ao Ensino Especial” como disciplina obrigatória numa série de programas da licenciatura em Educação, para que mais professores possam adquirir os conhecimentos e competências básicas para ensinar estudantes com diferentes necessidades”, lembrou o parlamentar.

      Em jeito de conclusão, o deputado pretende ainda saber se o Executivo liderado por Ho Iat Seng tem planos para apoiar as escolas que já têm experiência no ensino inclusivo a nível primário e secundário e que pretendem expandir o seu âmbito de ensino para proporcionar o ensino secundário. Ao mesmo tempo, escreve ainda, lembrando o planeamento a médio e longo prazo do ensino não superior (2021-2030), no qual o Governo irá apoiar as escolas na criação de equipas de educação integrada, aumentar os recursos para serviços terapêuticos e de formação, e fornecer formação contínua de professores sobre educação integrada para facilitar aos estudantes a recepção de serviços relevantes nas suas escolas”, faltando apenas saber “que programas mais sistemáticos e faseados de formação de professores serão oferecidos pelas autoridades no futuro para melhorar a qualidade do ensino inclusivo em Macau”.