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      Governo quer resolver falta de tratamento de doenças complexas com Hospital das Ilhas

      Ho Iat Seng admitiu ontem na Assembleia Legislativa a carência de serviços médicos destinados a doenças raras e complexas no território e a frequente necessidade de recorrer a tratamentos no exterior, apesar de a população ter recebido “bons serviços nas instituições médicas existentes”. O Chefe do Executivo acredita que a inauguração do Hospital das Ilhas vai resolver esse problema, revelando que a maioria dos serviços não sobrepõe os do Centro Hospitalar Conde de São Januário e do Hospital Kiang Wu.

       

      O Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, que estáprevisto a entrar em funcionamento de forma parcial no próximo ano, vai servir para preencher a lacuna dos serviços de tratamentos médicos de doenças complexas e raras no território, afastando as inconveniências causadas pelas necessidades de deslocação para cuidados médicos no exterior. A garantia foi dada pelo Chefe do Executivo, na sessão de ontem de perguntas e respostas sobre o relatório das Linhas da Acção Governativa (LAG) 2023.

      “Os cidadãos de Macau receberam, ao longo do tempo, bons serviços médicos nas instituições médicas como no Centro Hospitalar Conde de São Januário e no Hospital Kiang Wu. No entanto, em casos graves, complexas e raras, a procura de tratamento nas zonas vizinhas ou no estrangeiro ainda é necessária”, apontou Ho Iat Seng, em resposta à questão levantada pela deputada Wong Kit Cheng acerca do desenvolvimento do sector médico local.

      O líder da RAEM considera que, através da construção da nova instalação e da cooperação com o Peking Union Medical College Hospital, “todas as doenças difíceis e graves possam ser resolvidas em Macau”, o que dará conveniência aos pacientes, bem como às suas famílias em termos de cuidados durante o período de recuperação. “Esta é a intenção original do Governo, e esperamos alcançá-la”, afirmou.

      De acordo com o relatório das LAG para o próximo ano, “as obras de construção da estrutura principal do Hospital Geral, do Edifício de Apoios Logísticos, do Edifício de Administração e Multi-serviços e do Edifício Residencial para Trabalhadores, todos do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, estarão concluídas, sucessivamente, durante o ano”. Recorde-se que o Governo vai colaborar com o Peking Union Medical CollegeHospital para operar, gerir e prestar serviços no Hospital das Ilhas, sendo que 95% dos serviços disponibilizados serão públicos.

      Ho Iat Seng referiu que, além de combinar com vantagens da política farmacêutica de Macau, a colaboração com o PekingUnion Medical College Hospital “vai melhorar a capacidade de Macau de diagnóstico e tratamento de doenças graves e de especialidades”. O governante adiantou ontem que está previsto que o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas venha a contar com um Centro de Tratamentos Oncológicos, Centro de Cardiologia, Centro de Saúde Cerebral, Centro de Transplantes, Centro de Doenças Digestivas, Centro de Ginecologia, Centro de Obstetrícia, Centro de Pediatria, Centro de Medicina Reprodutiva, Centro de Estética Médica, Centro de Estética Médica e Centro de Gestão da Saúde.

      Nesse sentido, o posicionamento do Hospital das Ilhas não se sobrepõe às instituições médicas existentes, segundo Ho. “É de frisar que, para aproveitar o Hospital das Ilhas como parte do desenvolvimento da indústria Big Health, espero que existamais cooperação com as instituições médicas privadas na comunidade”, disse o Chefe do Executivo, acrescentando que o Governo também está a negociar com grupos médicos inovadores para fornecer serviços, como o pós-tratamento.

      Ho Iat Seng considera que muitos pacientes podem passar o período de recuperação fora do hospital após a operação cirúrgica. “Por exemplo, na medicina estética o paciente não precisa de ficar no hospital quando completa a operação, pode ir para um hotel para se recuperar de forma confortável, acelerando assim a desocupação das camas no hospital. É esse o caminho do desenvolvimento no futuro”, afirmou. O governante sugeriu ainda a cooperação com as empresas de seguro transfronteiriço para atrair utentes provenientes das zonas vizinhas e do estrangeiro para receberem serviço médico no Hospital das Ilhas, mostrando-se assim optimista quanto ao desenvolvimento da indústria de saúde em Macau.