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      InícioPolíticaGoverno insiste na política de zero casos

      Governo insiste na política de zero casos

      O Executivo não abre mão da política de zero casos. Na conferência de imprensa que se seguiu à apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2023, Ho Iat Seng disse que a política é para manter. Ao mesmo tempo, o Chefe do Executivo disse que tinha “toda a confiança” na retoma económica de Macau.

      O Chefe do Executivo não desiste da política de zero casos, manifestando ao mesmo tempo confiança na recuperação económica da região. Ho Iat Seng também assinalou que as autoridades têm gradualmente diminuído as restrições pandémicas e disse acreditar que no próximo ano “a situação irá melhorar”.

      “Temos de insistir na política dinâmica de zero casos”, frisou o Chefe do Executivo na conferência de imprensa, notando que “em nenhum local há medidas ou políticas que resolvam totalmente o surto epidémico; mesmo que haja locais em que tomem medidas menos rigorosas, o número de turistas continua a não subir”. Ho Iat Seng disse mesmo que “os visitantes estrangeiros são sempre bem-vindos”. “Espero que, daqui para a frente, possam vir mais amigos do estrangeiro”, disse.

      O Chefe do Executivo sublinhou que o foco dos trabalhos para 2023 é a recuperação da economia da região, dadas as dificuldades dos últimos três anos. Para fomentar a recuperação da economia, terá de haver um alívio nas restrições. Ho Iat Seng afirmou: “Com o aumento da taxa de vacinação, vamos tentar aliviar as nossas políticas. Estamos,passo a passo, a aliviar. Acredito que no próximo ano a situação irá melhorar e isso irá contribuir para a recuperação económica de Macau. Temos de tomar medidas a longo prazo para apoiar empresas.

      Questionado sobre uma eventual abertura ao mercado de Hong Kong, Ho Iat Seng sublinhou que continua a ser “especialmente importante” e ressalvou que Macau não fechou as portas para a região vizinha – apesar de quem vem de Hong Kong ter de se sujeitar a quarentena. O Chefe do Executivo rejeitou uma abertura total com Hong Kong, onde se registam milhares de casos positivos por dia. “Isso representaria uma certa pressão para Macau”, disse, acrescentando: “Esperamos que, o mais rápido possível, possamos suavizar as medidas”.

      Perante a insistência dos jornalistas sobre a recuperação económica do território, o Chefe do Executivo acabou por afirmar: “Eu tenho toda a confiança na economia de Macau, eu tenho confiança na recuperação da economia”.

      Questionado sobre os efeitos nocivos das restrições nas empresas, nomeadamente nas operadoras de jogo, Ho desvalorizou e apontou os “grandes resultados” obtidos pelas concessionárias nos últimos 20 anos. “Se forem verificar, vão ver que “as receitas são muito abundantes”. “Há informações a circular na net que podem difamar Macau, mas temos um sector do jogo muito saudável que pode contribuir para desenvolvimento sustentável”, salientou.

      Ho Iat Seng assumiu que o desemprego, cuja taxa está agora nos 5,2%, “é uma dificuldade” com que o Governo se depara. Por isso, o líder do Executivo aproveitou para agradecer aos mais de 40 mil residentes que assumiram empregos deixados vagos pelos trabalhadores não-residentes que deixaram o território. O Chefe do Executivo apontou que existem mais de quatro mil postos de trabalho “à espera dos cidadãos”.