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      InícioSociedadeDeputado pede alternativas para a redução de resíduos sólidos

      Deputado pede alternativas para a redução de resíduos sólidos

      Leong Hong Sai mostra-se preocupado com o futuro da sustentabilidade do território, nomeadamente com o tratamento adequado que se deve dar aos resíduos sólidos que agora encontram um bloqueio devido às restrições impostas pelas autoridades da China continental em matéria de materiais residuais oriundos do exterior. O parlamentar insta ainda o Governo a tornar “mais transparente” as despesas anuais com as infra-estruturas ambientais relevantes para o tratamento de resíduos sólidos.

       

      O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Leong Hong Sai mostra-se apreensivo quanto ao futuro em matéria de redução de resíduos sólidos. Numa interpelação escrita ao Governo liderado por Ho Iat Seng, o parlamentar da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM) pretende saber quais os planos das autoridades para resolver os problemas relacionados com a impossibilidade de envio dos resíduos sólidos para a China continental.

      Admitindo que o Executivo local tenha vindo a fazer um “esforço” para resolver o problema dos resíduos sólidos em Macau, “introduzindo legislação e políticas de forma gradual, bem como lançando vários programas de reciclagem e criando vários pontos de reciclagem na comunidade para encorajar os residentes a desenvolver hábitos cívicos, tais como a redução de resíduos e a reciclagem de recursos”, é preciso que os resíduos sejam processados. “A implementação da proibição de resíduos criada pelas autoridades de Pequim, que proíbe a entrada de materiais residuais do exterior, e os limitados recursos terrestres em Macau tornaram muito difícil para as autoridades da RAEM o manuseamento de resíduos sólidos”, atirou Leong Hong Sai.

      A ideia de melhoria contínua das infra-estruturas relevantes em resposta ao problema, tais como a construção de aterros de cinzas volantes, a construção de novas estações de tratamento de resíduos especiais e perigosos, é um caminho, mas irá só isso criar as condições para a promoção de uma cidade verde?

      O parlamentar da UGAMM sugere que, para além de um projecto de alto nível e maior comunicação com as autoridades competentes do continente para se encontrar uma saída”, é igualmente necessário que por aqui “se continue a adoptar uma abordagem multifacetada para rectificar a situação através da educação e publicidade, aprovando leis e regulamentos, e mudando para materiais e processos amigos do ambiente”.

      Tendo em mente o Plano de Protecção Ambiental de Macau (2021-2025), Leong Hong Sai insta agora o Governo a tornar “mais transparente” as despesas anuais com as infra-estruturas ambientais relevantes para o tratamento de resíduos sólidos. Ao mesmo tempo, questiona se as autoridades passarão a “compilar dados relevantes, bem como a publicá-los, para que os residentes conheçam a parte do dinheiro público gasto por quilograma de resíduos sólidos eliminados”.

      Paralelamente, o deputado, que é engenheiro civil de formação, lembra as instruções do Chefe do Executivo relacionadas com o despejo de resíduos de construção em aterros “que está sujeito a uma taxa calculada de acordo com a natureza e peso dos resíduos de construção a serem despejados”. Leong Hong Sai pretende ainda que se tornem públicas as receitas provenientes da taxa”.