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      Sociedade quer líderes do Governo com mais capacidade de atender opiniões públicas, diz inquérito

      Para desempenho de funções de chefias no Governo, além de experiência e conhecimentos profissionais suficientes, o público considera que os líderes governamentais devem ser politicamente perspicazes e ter uma compreensão completa sobre opiniões públicas e condições sociais. De acordo com o inquérito feito pela Federação das Associações dos Trabalhadores da Função Pública, mais de 10% dos entrevistados disseram que a capacidade de liderança do Governo é baixa.  

      A nomeação dos dirigentes do Governo não deve ser tomada apenas com base na experiência de trabalho e conhecimento profissional, e a sociedade local acredita que as chefias governamentais precisam de ter uma boa perspicácia política e serem capazes de acompanhar oportunamente as opiniões públicas.

      Esta é a conclusão de um inquérito realizado pela Federação das Associações dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, que revelou ainda que o público espera que os líderes do Executivo façam visitas na comunidade para compreender a vida da população e sejam altruístas em servir a sociedade.

      O inquérito recolheu opiniões dos residentes sobre requisitos para a capacidade e qualidade dos cargos de direcção do Governo da RAEM, conduzido entre Junho e Setembro, tendo recebido 1.838 respostas válidas, metade de cidadãos em geral e metade de trabalhadores da Função Pública.

      No que diz respeito à formulação e implementação de políticas dos líderes governamentais, segundo a emissora em língua chinesa da Rádio Macau, mais de 10% dos residentes inquiridos relataram que a capacidade de liderança da actual composição do Governo é “baixa”, e 34% consideram que é “média”. Cerca de 30% sentem que a eficiência é do nível “alto” e 20% disseram que é “muito alto”. Por volta de 40% das respostas afirmaram também que a confiança e transparência da informação do Governo são apenas de nível “médio”.

      De acordo com os resultados do inquérito, a “qualidade e consciência política”, a “capacidade de gestão e formulação das políticas” e os “deveres públicos” são os elementos mais importantes para a sociedade na avaliação da competência dos dirigentes do Governo.

      A Federação das Associações dos Trabalhadores da Função Pública destacou que o público atribui maior importância à consciência política das chefias do Governo, que devem “ter uma boa visão política, preocupar-se sempre e acompanhar as condições sociais e opinião pública”, bem como “visitar sempre a comunidade para compreender o sentimento do público”.

      A sociedade mostra também uma elevada expectativa sobre a capacidade de coordenação e concretização das políticas dos líderes do Executivo. De uma classificação até cinco pontos, a “mudança e inovação” e “gestão de crise” obtiveram 4,3 pontos na avaliação de importância, enquanto a “boa utilização de recursos públicos” teve 4,2 pontos.

      “As habilidades relevantes envolvem a capacidade de análise de questões sociais, equilíbrio de interesses, alocação de recursos, flexibilidade e interpretação interactiva. Os resultados apontam que os cidadãos valorizam a forma como os funcionários dos serviços públicos aplicam eficazmente os seus conhecimentos profissionais na tomada de decisões e na elaboração de políticas, de modo a responder praticamente às preocupações sociais”, asseverou a associação.

      Segundo o inquérito, além do cumprimento dos regulamentos da função pública, como as “obrigações de confidencialidade”, as características de “honestidade e integridade” e “simpatia”, tanto como a atitude de “construir uma cultura de trabalho harmoniosa”, são também requisitos para dirigentes qualificados no Governo. O público concordou que os líderes devem saber motivar os seus subordinados de forma humanística.

      A análise dos resultados do inquérito indicou que, ao contrastar com os cidadãos em geral, os funcionários públicos entrevistados prestam ainda mais atenção à competência e qualidade das chefias governamentais, ou seja, os seus superiores, frisando que melhorias das suas qualidades ajudarão a aumentar a confiança do público nos departamentos governamentais e nas equipas da função pública.

      A associação responsável realçou que, na selecção dos dirigentes, o Governo deve orientar-se na consideração da sua capacidade de liderança e de atendimento às opiniões sociais e, por outro lado, é preciso incentivar os funcionários públicos a opinar sobre políticas governamentais com um pensamento baseado nos cidadãos.