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      InícioCulturaCCM promove património da Humanidade em espectáculo ao vivo

      CCM promove património da Humanidade em espectáculo ao vivo

      Durante dois dias, o Centro Cultural de Macau apresenta o trabalho da Companhia Nacional de Ópera de Pequim, que um ano depois da sua última vinda ao território volta ao palco com dois contos históricos e amplamente interpretados do seu repertório.

      O Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China e a secretaria dos Assuntos Sociais e Cultura da RAEM co-organizam e apresentam a Companhia Nacional de Ópera de Pequim em dois espectáculos a realizar no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) nos dias 16 e 17 de Dezembro, anunciou ontem o Instituto Cultural (IC) em nota de imprensa.

      Um ano depois da sua última turné na cidade, a trupe emblemática chinesa volta aos palcos locais com dois contos históricos e amplamente interpretados do seu repertório. O programa começa com “O Cavalo Vermelho de Fogo”, uma ópera que leva o público de volta à dinastia Tang. O conto baseado em lendas foi apresentado em salas por toda a China, mas também recebeu elogios em cidades como Londres, no Reino Unido, ou Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.

      Já o segundo espectáculo encena a trágica história “Adeus, minha concubina”, um drama clássico da autoria da famosa escritora de Hong Kong Lilian Lee, que se tornou mundialmente conhecido quando foi usado como pano de fundo para um filme premiado em 1993 tendo como protagonistas o malogrado actor de Hong Kong Leslie Cheung e a beldade chinesa Gong Li.

      Alimentando activamente uma longa linha de artistas talentosos desde a sua fundação, em 1955, que incluem actores, dramaturgos, directores e compositores, a Ópera Nacional de Pequim tem sido consistentemente reconhecida tanto no país quanto no exterior. Ao longo dos últimos anos, Macau tem desfrutado regularmente da diversidade da ópera tradicional chinesa apresentada numa série de contos encenados, oferecendo aos amantes das artes do espectáculo oportunidades renovadas de mergulhar numa vasta gama de formas teatrais”, escreve o IC na mesma nota, acrescentando que esta tão preciosa herança cultural vai, mais uma vez, trazer ao público a sua combinação característica de recitação, dança-actuação e artes marciais, adornando o virtuosismo vocal com impressionantes figurinos, maquilhagem e adereços.

      Os bilhetes estarão à venda a partir do próximo domingo, dia 13 de Novembro, nas bilheteiras do Centro Cultural de Macau e nas bilheteiras da Rede de Bilheteira de Macau, ao preço de 100, 150 e 200 patacas, disponíveis com vários descontos. Recorde-se que, de acordo com as últimas directrizes anti-epidémicas, o local funcionará com 75% da capacidade, exigindo que os clientes apresentem prova de um curso de vacinação primária Covid-19 concluído pelo menos 14 dias antes do espectáculo, ou um teste nucleico negativo emitido nas últimas 48 horas.

      A Ópera de Pequim é uma forma de teatro chinês tradicional que combina música, performance vocal, mímica, dança e acrobacia. Surgiu nos anos finais do século XVIII e tornou-se reconhecida em meados do século XIX. O formato ficou extremamente popular na corte da Dinastia Qing e passou a ser considerado um dos tesouros culturais da China. O seu repertório inclui mais de 1.400 obras, as quais são baseadas na história da China, folclore e, cada vez mais, na vida contemporânea do país. A UNESCO integrou a Ópera de Pequim na lista representativa de Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2010.