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      InícioCulturaIPOR promove extensão de Macau do DocLisboa 2021 este mês

      IPOR promove extensão de Macau do DocLisboa 2021 este mês

      Um total de dez filmes serão exibidos no auditório Dr. Stanley Ho do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, de 15 a 19 de Novembro. Também em cartaz estarão os vencedores dos concursos do Festival Internacional de Curtas de Macau organizado pelaCreative Macau e pelo Instituto de Estudos Europeus de Macau.

      O Instituto Português do Oriente (IPOR) apresenta mais uma edição do DocLisboa – Extensão a Macau que decorrerá entre os dias 15 e 19 de Novembro próximo no auditório Dr. Stanley Ho do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

      No evento, anunciado ontem em comunicado de imprensa pela organização, serão exibidas 10 obras de realizadores portugueses e estrangeiros apresentadas no âmbito do XIX Festival Internacional de Cinema Doclisboa, e ainda duas produções de realizadores locais. “O ano de 2022 assinala mais um ano de pandemia cujas limitações teimam em não nos deixar – isto apesar do desenvolvimento de vacinas, das novas abordagens profiláticas e terapêuticas conhecidas e de uma cada vez maior normalização da vida, reconhecidamente aceite a nível internacional. No contexto de apatia expectante em que, forçosamente, estamos plantados, a cultura e as artes são balões de oxigénio que vão permitindo uma respiração um pouco menos forçada, um pouco menos angustiante”, começa por referir o director do IPOR, citado no programa da mostra.

      Joaquim Coelho Ramos admite que “é neste panorama – e também com esta intencionalidade de serviço à comunidade – que emerge a edição 2022 do DocLisboa – extensão a Macau”. “A tela permite-nos viagens por histórias que, na edição de 2022, são também ‘revisitações’ (que não revisões!) da história, com títulos, subtítulos ou referências a filmes que marcam o percurso do cinema documental português. Há inferências a Carlos Paredes, a Eunice Muñoz… Outras vidas, algumas reais, em contraste com o modo de vida quase ficcional a que agora nos adaptamos. Há também a valiosíssima colaboração com o Festival Internacional de Curtas de Macau, cuja selecção nos mostra apontamentos do panorama criativo que Macau conserva, permitindo novas leituras da sua intricada dinâmica social e cultural”, concluiu.

      MARATONA DE CINCO DIAS

      A sessão inaugural da mostra, que contará com a presença de alguns realizadores dos filmes do dia, está marcada para 15 de Novembro, cabendo as honras de abertura ao filme “Meia-Luz”, de Maria Patrão, que conquistou o prémio “Melhor Filme Português” no Festival Internacional de Cinema Doclisboa. “O Resto”, de Pedro Gonçalves Ribeiro, e “O Alto do Mártir”, de Carolina Costa, são outros dos filmes que podem ser visualizados no primeiro dia.

      No mesmo dia, com carácter especial, serão exibidos os filmes “Empty Sky“, realizado por Chian Kun Ieong, vencedor do “Prémio do Público” no Festival Internacional de Curtas de Macau, e “Unsettled”, de Ho Cheok Pan, vencedor do prémio “Melhor Filme Local” também no Festival Internacional de Curtas de Macau, promovido pela Creative Macau e pelo Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM), e cujo IPOR se associa como parceiro.

      Pelo meio, o público cinéfilo podem ver “Alcindo”, de Miguel Dores, no dia 17 de Novembro; “Fora da Bouça”, de Mário Veloso, no dia 18 de Novembro, dia em que também serão transmitidos “Paz”, de José Oliveira e Marta Ramos, e “Eunice ou a Carta a uma Jovem Actriz”, de Tiago Durão.

      O encerramento do evento decorrerá a 19 de Novembro, pelas 17h, com a exibição de “Meio Ano-Luz”, um filme de Leonardo Mouramateus, vencedor do prémio “Sociedade Portuguesa de Autores do Júri”, e de “Arquitetura em Português – Diálogos Emergentes”, filme que conta com a organização do Conselho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa e coordenação de Rui Leão. Também para o último dia está reservada a sexta sessão com “Distopia”, de Tiago Afonso, a ter lugar às 19h.

      A extensão a Macau do DocLisboa é uma iniciativa do IPOR que tem contado com o apoio do Instituto Cultural (IC) e a colaboração da Associação pelo Documentário (APORDOC), tendo como objectivo proporcionar ao público um conhecimento dinâmico sobre as propostas e as linguagens mais recentes que marcam o cinema documental contemporâneo, em Portugal e em Macau, colocando em diálogo expressões artísticas oriundas destes dois contextos”.

      As sessões, com entrada livre, têm início às 19h. Na terça-feira, dia 15, serão feitas duas sessões, com início, respectivamente, às 19h e 21h, à semelhança do que acontece sábado, dia 19, em que as sessões estão marcadas para as 17h e 19h.