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      China estuda forma de aliviar restrições após morte de menino de três anos

      As autoridades chinesas estão a estudar formas de aliviar as medidas de prevenção epidémica, no âmbito da política ‘zero covid’, numa altura de crescente descontentamento popular, agravado pela morte de um menino de três anos.

      O menino morreu num hospital, na cidade de Lanzhou, por envenenamento por monóxido de carbono, atribuído a uma fuga de gás. O pai acusou os funcionários encarregues do bloqueio do seu complexo residencial de se recusarem a ajudá-lo e de o tentarem travar quando ele levava o filho para o hospital.

      O relato, difundido nas redes sociais, provocou indignação pública sobre o custo humano da estratégia “zero covid”, que inclui o bloqueio rigoroso de bairros e cidades inteiras e o isolamento dos casos positivos e respetivos contactos directos em instalações designadas.

      O sistema de quarentena “visa proteger a vida e a saúde das [pessoas], não colocar obstáculos a quem precisa de ser ajudado”, apontou um internauta na rede social Weibo, o equivalente ao Twitter na China.

      Moradores de muitas partes da região de Xinjiang, no noroeste da China, estão impedidos de deixar as suas casas desde agosto passado. Pessoas em Urumqi e outras cidades da região difundiram pedidos de ajuda nas redes sociais, face à falta de alimentos e outros bens de primeira necessidade.

      Em comunicado, o governo da cidade de Lanzhou expressou “profundo pesar e arrependimento” pela morte do menino e culpou “a fraca resposta de emergência”, garantindo que os funcionários responsáveis vão ser “punidos com seriedade”.

      O pai do menino escreveu que tentou chamar uma ambulância depois de o seu filho ter desmaiado, na segunda-feira, após uma possível fuga de gás na sua casa. Pediu ajuda aos profissionais de saúde que guardavam o portão do complexo, mas eles disseram-lhe que pedisse a outra pessoa e exigiram-lhe que mostrasse um teste negativo para o vírus. O pai escreveu que acabou por levar o filho de táxi para um hospital, onde os médicos não conseguiram reanimá-lo. O público, empresas e investidores estrangeiros estão atentos a sinais de alívio das restrições, que incluem o encerramento praticamente total das fronteiras do país.

      A Comissão Nacional de Saúde disse que o país precisa de controlar os surtos “no menor tempo e com o menor custo possível”, segundo o jornal oficial Global Times. Isto visa “corrigir erros de medidas excessivamente rígidas que causaram danos às propriedades e vidas das pessoas”, apontou a mesma publicação. Um jornal oficial informou também que o Ministério da Saúde quer tornar as medidas menos dispendiosas.

      O preço das acções de empresas chinesas dispararam na Bolsa de Valores de Hong Kong, esta semana, depois de rumores terem circulado nas redes sociais de que Pequim criou um “comité de reabertura” para definir uma estratégia de alívio das restrições. Especialistas em saúde e economistas prevêem, no entanto, que a política de tolerância zero ao vírus permanecerá em vigor até ao final de 2023, devido, em parte, à necessidade de vacinar milhões de idosos.

       

      China concorda em aprovar vacina da BioNTech para residentes estrangeiros

      A China vai aprovar a vacina da BioNTech contra a covid-19 para uso entre os residentes estrangeiros no país, revelou o chanceler alemão Olaf Scholz, após reunir-se com o líder chinês, Xi Jinping. A confirmar-se, trata-se da primeira inoculação de RNA mensageiro contra o novo coronavírus aprovada pelo país asiático, se bem que apenas para uso exclusivo dos residentes estrangeiros. Em conferência de imprensa, Scholz disse, no entanto, ter discutido com Xi Jinping a melhor forma de aprovar a vacina para uso de toda a população na China, e sugeriu uma colaboração entre as autoridades de saúde chinesas e os reguladores da Agência Europeia de Medicamentos. “Trata-se de um primeiro passo”, afirmou Scholz. “Vai haver uma aceleração do processo de aprovação. Isso foi-me assegurado”, acrescentou. A China mantém uma estratégia de ‘zero casos’ de covid-19, que inclui o bloqueio de bairros e cidades inteiras e o isolamento de todos os casos positivos e respetivos contactos diretos, visando suprimir surtos do novo coronavírus. Pequim não aprovou vacinas desenvolvidas no exterior, utilizando apenas inoculações domésticas, que utilizam a tecnologia tradicional de vírus inactivados, mas que são consideradas menos eficazes, sobretudo contra as novas variantes da covid-19.Em Dezembro de 2020, a BioNTech concordou em cooperar com a Shanghai Fosun Pharmaceutical Group Co. para entregar 100 milhões de doses à China, em 2021, pendente

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      Redacção do Ponto Final Macau