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      InícioSociedadeInspectores da DICJ dizem que nunca encontraram actividades suspeitas na Suncity

      Inspectores da DICJ dizem que nunca encontraram actividades suspeitas na Suncity

      Três funcionários da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) foram chamados a testemunhar na sessão de terça-feira do julgamento do caso Suncity. Os três disseram que nunca se depararam com actividades suspeitas por parte do grupo que era liderado por Alvin Chau.

      Na sessão de terça-feira do julgamento do caso Suncity, foram chamados a testemunhar três inspectores da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) – Alexandre Alves Rodrigues, Paulo Basaloco e Yau Chi Fai –, que indicaram nunca terem presenciado actividades suspeitas pelo grupo.

      Segundo o portal GGRAsia, as três testemunhas indicaram que nunca receberam queixas ou denúncias sobre eventuais actividades ilegais por parte da Suncity, nomeadamente apostas paralelas, apostas online ou apostas por procuração.

      Os três inspectores da DICJ chamados a depor têm vários anos de experiência e foram arrolados pela equipa de defesa de Alvin Chau. Cada um tinha tido como funções a fiscalização dos casinos do território, incluindo a supervisão das salas de jogo VIP dos promotores de jogo, bem como das salas VIP geridas directamente pelas concessionárias dos casinos. Esse trabalho incluía a verificação de eventuais actividades ilícitas dentro das áreas de jogo, e, se necessário, alertar a Polícia Judiciária em caso de suspeita de crimes.

      De acordo com a TDM-Canal Macau, Paulo Basaloco garantiu nunca ter recebido qualquer queixa, nem de clientes nem de funcionários. O inspector indicou também que nunca tinha ouvido falar de jogo paralelo em Macau até este caso da Suncity. Além disso, Basaloco referiu ainda que nunca foi dito aos promotores de jogo que estariam a violar a lei ao promover apostas fora de Macau.

      Por outro lado, Yau Chi Fai disse ter visto folhetos publicitários a casinos estrangeiros numa tesouraria da Suncity. Ainda que não tenha visto a promoção destes casinos estrangeiros junto de clientes, foi pedido que essas publicidades fossem eliminadas.

      Numa das sessões iniciais do julgamento, Alvin Chau admitiu que o jogo paralelo tem sido prática “comum” em Macau há muito tempo, sobretudo nas salas VIP dos casinos locais operados tanto por promotores, como pelas seis concessionárias de jogo. No entanto, o empresário de ‘junkets’ negou a prática de actividades ilegais por parte da Suncity.Alvin Chau indicou que a DICJ não tinha colocado avisos nos casinos de forma a alertar para a ilicitude do jogo paralelo.

      Recorde-se que Alvin Chau era o director executivo do Grupo Suncity. O empresário foi detido em Macau no final de Novembro do ano passado, indiciado pela prática de associação criminosa, exploração ilícita de jogo e branqueamento de capitais. Após a detenção, o grupo encerrou todas as salas VIP nos casinos de Macau e, a 1 de Dezembro, Alvin Chau renunciou oficialmente aos cargos de presidente e director executivo do Grupo Suncity.