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      Putin diz que o mundo enfrenta a sua década “mais perigosa e imprevisível”

      O Presidente russo, Vladimir Putin, disse ontem que o mundo está a enfrentar a sua década “mais perigosa e imprevisível” desde a Segunda Guerra Mundial. “O mundo está num ponto de viragem histórico, a década mais perigosa e imprevisível desde os tempos da Segunda Guerra Mundial”, disse o chefe de Estado russo, que discursou na 19ª sessão plenária do clube de debates Valdai. Durante a intervenção, que durou mais de meia hora e continuou com uma sessão de perguntas, o líder russo não poupou críticas ao Ocidente, acusando de tentar criar um mundo unipolar, que desapareceu. “Quem semeia vento, colhe tempestades”, alertou o líder do Kremlin. O Presidente russo acrescentou que os países ocidentais terão de começar a falar “em pé de igualdade” com o resto do mundo sobre “um futuro comum”, explicando que “quanto mais cedo o fizerem, melhor”. Ainda assim, para o Putin, a Rússia é “uma civilização independente e única, que nunca se considerou e não se considera inimiga do Ocidente”, nem “desafia as elites ocidentais”, muito menos deseja ficar com “poder hegemónico” na nova ordem mundial. “A Rússia não propõe substituir a unipolaridade pela bipolaridade, pela tripolaridade. Substituir a dominação do Ocidente pela dominação do Oriente, do Norte ou do Sul, inevitavelmente levaria a um novo impasse”, argumentou Putin, que defendeu ainda a diversidade do mundo nas estruturas da ONU, incluindo o Conselho de Segurança. “Possivelmente, teremos de repensar a estrutura da ONU e do Conselho de Segurança, para refletir melhor a diversidade das regiões do mundo”, disse Putin, acrescentando que, no futuro próximo “países da Ásia, África e América Latina vão valer muito mais do que se acredita hoje”.

      Os deputados russos aprovaram ontem as alterações à lei que autorizam a mobilização de antigos presos que foram condenados por crimes graves, que poderão agora ser enviados para combater na Ucrânia. Trata-se de pessoas que foram libertadas da prisão há menos de oito anos (após condenação por terem cometido “crimes graves”) ou há pelo menos dez anos (para os “crimes particularmente graves”). Até agora, a lei sobre a mobilização decretada em setembro pelo Presidente russo, Vladimir Putin, proibia o recrutamento deste tipo de ex-presidiários. Agora, só aqueles que foram condenados por pedofilia, sequestro com reféns ou atentado, tráfico de materiais radioativos, espionagem ou alta traição não poderão ser mobilizados, de acordo com as alterações ontem aprovadas pela Duma, a câmara baixa do parlamento russo.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau