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      DESTAQUE

      LEITURAS DE OUTONO

      Entre Setembro e Outubro, a rentrée literária trouxe às livrarias uma série de novos títulos em português, esquecendo por momentos a crise do fornecimento de papel e as dificuldades enfrentadas pelo mercado editorial. Entre os muitos livros de todos os géneros que se publicaram nas últimas semanas, há que escolher, e por isso nos focamos em três territórios, dois geográficos e um linguístico: África, Portugal e o vasto território da língua espanhola.

      Traduzem-se muito poucos autores de países africanos em Portugal. Os livros que nos chegam de África resumem-se aos países de língua portuguesa, deixando os restantes – e são muitos, nesse imenso continente –  numa penumbra difícil de compreender, sobretudo porque boa parte desses autores escreve em inglês ou francês, línguas que não colocam dificuldades no que diz respeito ao número de tradutores disponíveis para trazerem esses textos para a língua portuguesa. 

      A rentrée literária pós-estival está a ser, por isso, uma boa surpresa para os leitores com vontade de conhecer melhor o que se vai escrevendo por entre a imensa produção literária africana. E se ainda há quem fale de África como um território único e homogéneo, a leitura destes livros confirmará o óbvio contrário: não é possível, nem lógico, continuar a falar deste continente como se a Argélia e a África do Sul, apenas para ficarmos no início do alfabeto, fossem lugares semelhantes. Agora que silenciamentos vários vão sendo quebrados, vale a pena respigar por entre a maré de novos livros aqueles que nos levam a lugares como a Nigéria, Angola, Zanzibar ou a Etiópia, com passagem pela Europa. 

      A juntar a esta selecção de autores africanos, há dezenas de novos livros de autores portugueses a chegar às livrarias, alguns regressos esperados e revelações que teremos oportunidade de confirmar nos próximos anos. E há também muitos livros traduzidos do espanhol, uns com origem em Espanha, outros chegados da América do Sul, entre Chile, Argentina e Colômbia. A selecção é extensa, à imagem das muitas dezenas de títulos de todos os géneros e origens que inundaram as livrarias portuguesas neste Outono e que hão-de chegar a Macau.

      A guerra contínua

      Nos anos 30 do século passado, enquanto o fascismo ganhava força em Itália sob a mão férrea de Mussolini, a região da Abissínia era invadida pelo exército italiano na tentativa de forjar um império. Seriam ecos da velha Roma acendendo desejos bélicos e de conquista na mente do ditador, e o território que hoje se chama Etiópia acabou por ser anexado, juntamente com a Somália e a Eritreia, sendo rebatizado de África Oriental Italiana. Um imperador da Etiópia foi nomeado por Mussolini e os intentos imperiais prosseguiram por mais alguns anos. Parte desta história foi sendo contada pela imprensa internacional, com os jornais italianos a omitirem a brutalidade, o uso de armas químicas e, mais relevante para o que aqui nos traz, a enorme resistência do povo etíope, que soube frustrar durante muito tempo os avanços que o exército italiano dava como garantidos, subvalorizando a capacidade guerrilheira etíope. É neste contexto que se desenrola O Rei-Sombra, romance monumental da escritora etíope Maaza Mengiste, agora traduzido em português (Tinta da China). 

      Se a imprensa italiana tudo fez para apagar a existência de uma enorme resistência armada na Etiópia, a História também não foi branda na vontade de silenciar e, tendo guardado memória de um exército com poucos recursos e de grupos de guerrilha escondidos nas montanhas que, ainda assim, fizeram baixas de relevo no exército ocupante, tendeu a esquecer que entre esses lutadores havia mulheres, muitas mulheres que pegaram em armas e lutaram. Maaza Mengiste romanceia uma dessas mulheres, Hirut, e as suas companheiras de luta, não esquecendo a história do guerrilheiro que se faz passar pelo imperador etíope (fugido da guerra em Inglaterra), ajudando a recompor o moral colectivo, ou a do soldado-fotógrafo obrigado a registar a tortura dos etíopes capturados. Com ecos de epopeia, mas também de saga familiar e identitária, O Rei-Sombra desmonta as narrativas glorificadoras em torno da guerra, procurando os conflitos escondidos, as verdadeiras motivações para a(s) contenda(s) e as feridas mais ou menos expostas que se arrastam invariavelmente para sempre, como se lê perto do final do romance: «(…) não há passado, não há “o que aconteceu”, há apenas o momento que se desenrola para o seguinte, arrastando tudo consigo, em constante renovação. Tudo acontece ao mesmo tempo.»

      Outras incursões africanas

      Distinguido com o Nobel da Literatura em 1986, o nigeriano Wole Soyinka regressou ao romance em 2020. Crónicas do Lugar do Povo Mais Feliz da Terra (Livros do Brasil) é um dos destaques da rentrée literária e, em Portugal, contou com a presença do autor apresentando o seu livro no festival literário Fólio, em Óbidos. 

      A Nigéria que se encena neste longo romance é um lugar imaginário, como Soyinka faz questão de frisar, ainda que as semelhanças com algumas realidades sejam notórias. A trama destas Crónicas do Lugar do Povo Mais Feliz da Terra estrutura-se em torno de um negócio de contornos simultaneamente obscuros, pela sua ilegalidade, e macabros, pela sua natureza: o tráfico de partes de corpos humanos com destino a rituais. É Kighare Menka, um cirurgião respeitado, quem se apercebe da existência de tal negócio e será ele a tentar pôr-lhe um fim, com a ajuda do engenheiro Duyole Pitan-Payne, ambos enfrentando uma teia de relações ilícitas e poderes que se estende muito para lá da morgue do hospital. O mistério e a trama de contornos policiais, que Wole Soyinka maneja com mestria, criando suspense e desvendando as peças do puzzle com vagar, são apenas a superfície de um romance que escava fundo os temas da corrupção, dos negócios ilícitos supra-nacionais que ignoram fronteiras e estendem ramificações por áreas que vão da política à religião, passando pela indústria e pelas finanças, e da necessidade de uma postura cidadã que enfrente poderes pouco cristalinos e os escrutine, denuncie e, se necessário (e possível), derrube. 

      Mais a sul no imenso mapa africano, ao largo da Tanzânia, a Zanzibar de Abdulrazak Gurnah é apenas ponto de partida para Junto ao Mar (Cavalo de Ferro), o seu mais recente livro em Portugal, onde a obra deste autor tem vindo a ser publicada desde que venceu o Nobel da Literatura, há um ano. Originalmente publicado em 2001, este é um romance sobre o exílio e a complexa relação que este espaço físico, mas também psicológico, estabelece com a identidade. Com ecos do Bartleby de Herman Melville, Saleh Omar é um refugiado que procura entrar no Reino Unido com um passaporte falso, iniciando-se aqui a confusão entre a sua identidade e a do legítimo detentor do documento. Junto ao Mar é também uma reflexão profunda sobre a classificação de seres humanos como “refugiados”, o modo como definimos esta categoria nos países e territórios de onde não é preciso fugir para assegurar a sobrevivência e a lógica de impedir pessoas de circularem livremente pelo mundo. Portanto, mais de duas décadas depois da sua publicação original, continua a ser um romance de uma actualidade assustadora.

      Nascido no Senegal e, mais tarde, adoptando a França como casa, Mohamed Mbougar Sarr foi o vencedor do Prémio Goncourt em 2021, uma distinção nunca antes atribuída a um autor oriundo das geografias a sul do Sahara. O livro que agora se publica em português, A Mais Secreta Memória dos Homens (Quetzal), é precisamente o título que lhe valeu esse prémio, um romance que tem a literatura e os seus complexos cruzamentos entre escrita, inconsciente e identidade no centro da trama. Inspirado na história do escritor Yambo Ouologuem, do Mali, que venceu o prémio Renaudot em 1968, sendo depois acusado de plágio e retirando-se da vida pública, o romance de Mbougar Sarr é uma investigação sobre a escrita e as suas incisões na realidade, tantas vezes inatingível e impossível de abarcar de outro modo que não o literário.

      Ainda na secção de livros de autores africanos, desta vez em língua portuguesa, importa registar o regresso de Ondjaki aos livros. O autor angolano acaba de publicar Vou Mudar a Cozinha (Caminho),  um volume que reúne seis contos ambientados em lugares como o Brasil, a Sérvia, Angola e também Macau, cenário (e talvez personagem, de um certo modo) do conto «cinco sopros ou a virtude do silêncio». 

      Lídia Jorge at Café Nicola

      Um trio de ases entre os autores portugueses

      Neste Outono, três grandes autores portugueses tiveram novos livros publicados, todos com chancela da Dom Quixote. António Lobo Antunes, Lídia Jorge e Mário Cláudio regressam às livrarias com romances acabados de estrear.

      Misericórdia, de Lídia Jorge, terá nascido de um pedido feito pela mãe da autora, numa altura em que os seus dias se aproximavam do fim. Depois da morte da mãe, uma das muitas vítimas da Covid-19 no ano de 2020, Lídia Jorge assumiu o pedido e avançou para escrita deste romance, uma obra ficcional, ainda que apoiada em alguns factos reais e nas entradas de um diário escrito por Maria dos Remédios, a sua mãe. Este é um romance que acompanha o último ano da vida de uma personagem, Maria Alberta Nunes Amado, cruzando a inevitável decadência do corpo e a sua recusa em obedecer aos movimentos e tarefas que o cérebro ainda tenta impor-lhe com a memória que não se apagou, e que, mais do que visita saudosista, se afirma como fonte de vida no seu direito pleno a desejar, ter esperança, sentir-se no mundo.

      Aquele que é o 32º romance de António Lobo Antunes, O Tamanho do Mundo, retoma a escrita como trabalho de escavação, um discurso que se debruça sobre si próprio e se perscruta até às últimas consequências. Pode dizer-se que essa é característica transversal ao universo romanesco do autor, mesmo quando constrói narrativas baseadas em acontecimentos ou personagens históricas (o que não acontece neste livro), mas a confirmação desse modo de trabalhar a linguagem não é sinónimo de repetição, e sim de marca de água de um autor há muito consolidado como um dos grandes da literatura portuguesa. Aqui, o velho narrador que toma nota do acelerado esgotamento do tempo e se deixa perder nas suas memórias não repete qualquer fórmula, antes acentua essa vocação da literatura para se auto-escrutinar, sabendo que as palavras e as frases mais facilmente ganham vida própria e nos fazem estatelar entre medo e surpresa do que oferecem respostas que nos sosseguem os dias.

      O novo romance de Mário Cláudio, Apoteose dos Mártires, ficciona o martírio de Frei Redento da Cruz (o fidalgo minhoto Tomás Rodrigues da Cunha) e Frei Dionísio da Natividade (o cartógrafo Pierre Berthelot, oriundo da Normandia). Ambos ingressados na ordem dos Carmelitas Descalços, integravam a embaixada que, em 1638, rumou à Ilha de Sumatra para firmar um tratado de aliança com o sultão de Achém, processo diplomático que não chegou a concretizar-se. Em torno da sua viagem e do seu martírio, Mário Cláudio ergue uma narrativa que reflecte sobre a religiosidade e sobre o modo como as coisas a que chamamos mundanas, profanas e não reguladas pela cartilha de uma qualquer autoridade eclesiástica assumem um papel tão relevante naquilo a que chamamos espiritualidade.

      Descobertas e confirmações

      Vencedor do Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís, o romance com que a jornalista Catarina Gomes se estreia na ficção é um dos que vale a pena não deixar escapar por entre a avalanche de novos livros. Terrinhas (Gradiva) é uma história sobre raízes, regressos e desencontros. Cláudia, a protagonista, vê a sua vida citadina abalada por uma herança que a empurra para o passado, não necessariamente o seu, mas o dos seus pais e avós. A terra de onde, quando era uma criança, vinham as muitas batatas que invadiam a despensa e abalavam, com o peso, o tejadilho do carro, serão o início de uma narrativa que reflecte sobre dicotomias tantas vezes pouco sólidas. Cidade e campo não são, aqui, o binómio arrumado por Eça de Queirós em A Cidade e as Serras, mas antes os lugares psicológicos, sociais e culturais que umas vezes se desencontram profundamente e outras se sobrepõem, quer pelas memórias trazidas, quer pelas raizes onde se tropeça mesmo que se queira ignorá-las.

      Igualmente resultante de um prémio, também a edição de Periferia, de Catarina Costa (Guerra & Paz) chegou às livrarias recentemente. Vencedor do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal, este é um romance de contornos distópicos que coloca em confronto a cidade e a Periferia, local para onde são desterrados os pacientes de uma experiência de contornos pouco claros, cuja natureza vai sendo revelada, mas cujos efeitos sócio-psicológicos assumem uma importância maior do que os objectivos previamente definidos no seu plano de execução.

      Uma outra revelação, Aquário (Companhia das Letras) é o livro em que a rapper Capicua confirma o peso da palavra no trabalho criativo que lhe conhecemos da música. Aqui se reúnem crónicas, apontamentos, textos breves, poemas e letras musicais, um mosaico de registos que pode bem resumir-se nos versos do poema «Liberdade», ali pelo meio do livro: «Boca cheia, de verbo e de vontade». 

      É longa a lista de livros assinados por Gonçalo M. Tavares e a sua complexa teia de ligações compõe, por si só, uma geografia própria. O Diabo (Bertrand Editora) é o mais recente ponto desvendado neste mapa, um livro pertencente ao mundo literário das Mitologias. Neste universo inaugurado pelos livros A Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado (2017) e Cinco Meninos, Cinco Ratos (2018), O Diabo é uma narrativa em fragmentos, que tanto podem ler-se sequencialmente como de forma aleatória. De um modo ou de outro, o que aqui se encena é um tempo fora do tempo e um lugar que pode ser em qualquer parte, mas se tudo está fora das coordenadas espácio-temporais, está também fortemente ancorado numa noção de memória intemporal, mitologia colectiva, moral cujo carácter se vai modificando conforme o contexto.

      Joana Bértholo volta aos livros com uma narrativa em torno de um casal há muito apartado, que se reencontra passada uma década. Numa Lisboa que sobrepõe percursos turísticos a memórias partilhadas por ambos, frequentemente convocando outras cidades nesse desfiar comum, o texto vai desvelando vários lugares físicos e psicológicos que são comuns a ambos, mas sobretudo uma certeza crescente sobre a impossibilidade de um genuíno encontro.

      Depois de vários romances, peças de teatro e livros de poesia aclamados pela crítica, José Gardeazabal regressa aos escaparates com Quando Éramos Peixes (Companhia das Letras). Neste que é o segundo volume da Trilogia dos Pares, iniciada com A Melhor Máquina Viva, Gardeazabal reflecte sobre as relações entre homens e mulheres, mas também sobre a sexualidade, o género e o modo como a sua expressão define os (e é definida pelos) comportamentos sociais.

      A fechar os livros escolhidos de entre os muitos de autores portugueses que chegaram recentemente às livrarias, um volume de crónicas: Crónicas Fora de Jogo (Caminho), de Patrícia Portela, reúne as crónicas da autora no programa «O Fio da Meada», da Antena 1, e na rubrica «Na Hora de Comer o Treinador», do Jornal de Letras, Artes & Ideias, todas emitidas ou publicadas entre 2017 e 2021.

       

      Do espanhol em múltiplas coordenadas

      Num romance que acompanha o fim de uma infância, a de Claudia, através de uma sucessão de segredos familiares, confrontos e tombos desamparados, a colombiana Pilar Quintana faz desfilar várias ameaças de queda, nem sempre metafóricas. A narrativa de Os Abismos (Dom Quixote)  explora os enganos, os medos e as descobertas avassaladoras de uma criança e o seu modo único e ainda não dotado de cinismo de tentar dar sentido ao mundo. Um mundo que os adultos transformam em logro familiar disfarçado de harmonia, elidindo a dor da morte e as histórias por resolver, convencidos de que o disfarce não se revela. Há muitas quedas nesta história, e ainda mais ameaças de queda, mas o verdadeiro abismo está em Claudia, é o seu estado permanente e cada vez mais intenso à medida que a narração avança e se confirma a escrita poderosa de uma das escritoras latino-americanas que vale a pena acompanhar.

      Miqui Otero é uma das vozes sonantes da narrativa espanhola contemporânea e a sua estreia em português faz-se com Simón (Dom Quixote), um romance de formação que acompanha o crescimento da personagem que dá título ao livro. Entre a Barcelona de 1992, onde os Jogos Olímpicos parecem ser o zénite de todas as esperanças, e a de 2017, onde um atentado nas Ramblas deixa a cidade em estado de choque, o escritor catalão encena o crescimento de Simón por entre livros em segunda mão e ilusões que ora são de grandeza, ora de afinco às origens. Entre uma e outra coisa, está uma cidade a tentar perceber-se a si própria e um mundo a tropeçar com estrondo cada vez maior entre a vontade de lucro e a consciência da insustentabilidade.

      Do Chile, com edição da Elsinore, chega às livrarias A Quinta Dimensão, romance onde memória, ficção e jornalismo se cruzam na prosa segura de Nona Fernández. A partir das memórias difusas da sua infância e do reencontro com a imagem de um homem que recordava de uma revista lida na adolescência, a autora nascida em Santiago do Chile traça um árduo caminho de regresso ao passado, expondo a tortura, os desaparecimentos inexplicados e a complexa rede de apoios silenciosos que marcaram a ditadura de Augusto Pinochet, lembrando que os traumas não desaparecem com a rotina da passagem do tempo.

      Do asturiano Miguel Barrero, a Tinta da China publica O Rinoceronte e o Poeta, uma deambulação ficcional por Lisboa que cruza a história do rinoceronte oferecido pelo Sultão de Cambaia a Afonso de Albuquerque (que mais tarde o ofereceu ao rei Dom Manuel I) e a vida e obra de Fernando Pessoa. Quem deambula é o professor espanhol Eduardo Espinosa, pessoano de toda a vida e personagem central deste romance sobre mitos e história e sobre um dos poetas que mais lhes deu forma e sentido.

      De entre os muitos livros traduzidos do espanhol e das suas vastas geografias que chegaram recentemente aos escaparates, registemos ainda o imenso romance de Arturo Pérez-Reverte sobre a Guerra Civil de Espanha, Linha da Frente (Dom Quixote), com a narrativa centrada na Batalha do Ebro, e mais um volume das obras completas de Jorge Luís Borges que a Quetzal tem vindo a publicar, História da Eternidade, uma reflexão sobre o tempo a partir das múltiplas referências do autor argentino, da filosofia à literatura, das artes à religião.