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      InícioGrande ChinaMoody’s reduz ‘rating’ do grupo chinês Fosun

      Moody’s reduz ‘rating’ do grupo chinês Fosun

      A agência de notação financeira Moody’s cortou ontem o ‘rating’ do grupo chinês Fosun, que detém várias empresas em Portugal, de B1 para B2, numa altura em que a empresa está a desfazer-se de vários activos.

      A Moody’s cortou ontem o ‘rating’ da Fosun de B1 para B2. A decisão da agência de notação financeira surge depois de, na semana passada, o conglomerado chinês ter anunciado que planeia vender a sua participação maioritária na Nanjing Nangang Iron & Steel United, que está cotada na Bolsa de Xangai, por 16 mil milhões de yuans.

      A decisão visa incrementar os rácios de liquidez da empresa, que tem a pagar 8 mil milhões de dólares em títulos de dívida até ao final de 2023, segundo dados compilados pela agência Bloomberg.

      A Fosun e as suas unidades já cortaram participações em empresas como a New China Life Insurance e Shanghai Yuyuan Tourist Mart Group. Entre os activos vendidos este ano pelo grupo constam ainda uma posição no valor de 500 milhões de euros na Tsingtao Brewery, a principal marca de cervejas da China, 5% do grupo chinês Taihe Technology, no valor de 43 milhões de euros, ou 6% do capital da empresa Zhongshan, por 100 milhões de euros, de acordo com a cotação atual no mercado.

      A Fosun realizou, nos últimos dez anos, uma série de aquisições além-fronteiras, adquirindo em Portugal a seguradora Fidelidade, uma participação de quase 30% no banco Millennium BCP ou mais de 5% da REN – Redes Energéticas Nacionais. Entre os activos mais conhecidos constam a cadeia hoteleira Club Med e o clube inglês de futebol WolverhamptonWanderers.

      Embora a venda de ativos permita aumentar o rácio de liquidez da empresa, uma queda de aproximadamente 30% no valor de mercado das principais participações da Fosun, entre o final de Junho e 20 de Outubro, devido à diluição e diminuição do preço das acções, corroeu a sua margem de financiamento, disse a Moody’s, em comunicado.

      A Fosun vai provavelmente enfrentar dificuldades em refinanciar a sua considerável dívida de curto prazo nos mercados de títulos doméstico e estrangeiro, indicou a agência de ‘rating’. O dinheiro em caixa disponível do grupo é insuficiente para cobrir a sua dívida de curto prazo, com vencimento nos próximos 12 meses, acrescentou.

      Um relatório do Citigroup, difundido na terça-feira, disse que a empresa planeia vender entre 50 mil milhões e 80 mil milhões de yuans em activos não essenciais, ao longo dos próximos 12 meses. O relatório destacou que a empresa considera a Fidelidade como essencial, não estando prevista a sua venda. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau