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      Serviços de Saúde dizem que alívio das medidas causaria “grande impacto no desenvolvimento económico e social”

      As autoridades sanitárias reiteram que as quarentenas à chegada a Macau vão manter-se e dizem que um relaxamento das medidas de prevenção da pandemia iria provocar “um grande impacto no desenvolvimento económico e social, com um custo elevado”. Em resposta ao PONTO FINAL, os Serviços de Saúde frisam que, se o vírus se alastrar, “o sistema de saúde de Macau também poderá ter de enfrentar uma pressão sem precedentes”.

       

      Um relaxamento das medidas de prevenção e controlo da epidemia poderia levar a consequências graves para a região, a nível económico e social. A tese é defendida pelos Serviços de Saúde, que reitera que é importante serem mantidas as quarentenas à chegada.

      Questionados pelo PONTO FINAL sobre qual a justificação científica para se manterem até hoje as quarentenas para quem entra em Macau proveniente do estrangeiro, os Serviços de Saúde indicaram que, apesar de a patogenicidade da estirpe actual da Covid-19 ser “relativamente baixa”, ela é, no entanto, “altamente transmissível”. Por isso, “se houver uma disseminação do vírus em grande escala, não pode ser descartada a hipótese de um elevado número de pessoas poderem ser infectadas, provocando mais casos com doenças graves e mortais”, dizem os Serviços de Saúde.

      “O relaxamento das medidas de prevenção e controlo da epidemia provocará o aumento de forma inevitável do risco de infecção entre os grupos vulneráveis. Caso a epidemia se espalhe, causará um grande impacto no desenvolvimento económico e social, com um custo elevado”, frisam as autoridades.

      As autoridades sanitárias lembram que é frequente registarem-se casos importados de pessoas que estão em quarentena, “o que demonstra que as pessoas provenientes dessas regiões têm um maior risco de contrair a infecção por Covid-19”. Os Serviços de Saúde acreditam que o fim das quarentenas ou a redução do período de isolamento representaria “um risco de ocorrência de transmissão comunitária”.

      O Governo de Macau tem apostado na chamada “política dinâmica de zero casos”, tentando prevenir os casos importados e o ressurgimento interno do vírus. “Por isso, é necessário implementar as medidas de observação médica às pessoas que entram em Macau provenientes de regiões onde prevalece o surto epidémico”, dizem os Serviços de Saúde, alertando que, caso contrário, “o vírus poder-se-á alastrar rapidamente e o sistema de saúde de Macau também poderá ter de enfrentar uma pressão sem precedentes”.

      As autoridades não colocam, para já, em cima da mesa a hipótese de reduzir o número de dias de observação médica. “Relativamente ao número de dias da observação médica, este deve ser determinado de acordo com o período de incubação mais longo da infecção pelo vírus”, explicam, acrescentando que “a possibilidade de ser encurtada no futuro dependerá das características do vírus”.

      Actualmente, quem chega a Macau proveniente do exterior tem de cumprir um período de sete dias de quarentena em hotel mais três dias de auto-gestão de saúde.

      A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou recentemente que o fim da pandemia está perto. O PONTO FINAL perguntou aos Serviços de Saúde se as restrições serão aliviadas assim que a OMS declarar o fim da pandemia, mas as autoridades não responderam à questão nem explicaram qual a estratégia para lidar com a Covid-19 no futuro.