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      InícioPolíticaGoverno aposta forte na construção de rede eléctrica inteligente  

      Governo aposta forte na construção de rede eléctrica inteligente  

      A garantia foi dada pelo director substituto da DSPA. Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Si Ka Lon, Ip Kuong Lam revela que o Executivo está a promover, através da aplicação de tecnologias de informação, recolha de dados e controlo automático para o efeito. Até final do ano, 40% dos contadores eléctricos existentes em Macau serão substituídos por contadores inteligentes, num trabalho que deverá ficar concluído em 2025.

       

      A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) avançou que Macau está a preparar-se para, “de forma gradual”, investir com consistência na construção de uma rede eléctrica inteligente. A revelação foi dada em resposta a uma interpelação escrita do deputado da Assembleia Legislativa (AL) Si Ka Lon, que instou o Governo liderado por Ho Iat Seng a investir mais em protecção ambiental, sugerindo até uma revisão da respectiva legislação.

      O director substituto da DSPA assumiu que há trabalhos a serem feitos nesse sentido. “O Governo da RAEM está a promover, através da aplicação de tecnologias de informação, recolha de dados, controlo automático, entre outros, a construção gradual da rede eléctrica inteligente, com o intuito de reforçar a capacidade de monitorização e despacho inteligente e a estabilidade do fornecimento de electricidade da rede eléctrica, permitindo uma melhor preparação para a interligação de energia limpa e a popularização do uso de veículos eléctricos”, referiu Ip Kuong Lam.

      Para já, referiu o responsável da DSPA, estão a ser executados trabalhos de substituição dos contadores eléctricos por contadores inteligentes, “prevendo-se que cerca de 40% dos contadores eléctricos existentes em Macau sejam substituídos, até finais deste ano, procurando que os trabalhos de substituição sejam basicamente concluídos, até 2025”.

      Ip Kuong Lam recordou que a Lei de Bases do Ambiente “define o enquadramento geral e os princípios fundamentais a que deve obedecer a política de ambiente de Macau”, acrescentando que, nos últimos anos, o Governo tem vindo a proceder, “de forma sucessiva, à elaboração e revisão de cerca de 50 diplomas legais relacionados com o ruído, ar, água, resíduos sólidos, energia e pactos internacionais, entre outros”.

      O responsável da DSPA sublinhou ainda que foram ainda lançadas diversas normas e instruções ambientais, deixando promessas para o futuro. “De acordo com a situação real do desenvolvimento social, continuarão a ser melhoradas as leis de protecção ambiental, não estando, neste momento, a ser considerada a revisão da Lei de Bases do Ambiente”, rematou Ip Kuong Lam.

      A área ambiental tem sido uma das que os deputados têm levantado mais questões em interpelações ao Governo, tanto escritas quando orais. Ainda este ano, o parlamentar Ron Lam criticou o Planeamento da Protecção Ambiental da DSPA, considerando-o “pouco ambicioso”. O deputado sugeriu que o plano tem falta de determinação e visão a longo prazo, lamentando a falta de calendarização sobre o uso generalizado de veículos eléctricos e medidas para o avanço na reciclagem de resíduos alimentares. “Se calhar porque o plano envolve uma cooperação interdepartamental, e a DSPA não tem muita confiança na realização de tanto trabalho, pois as metas estabelecidas são relativamente conservadoras, até mostram retrocessos em comparação com o último plano de dez anos”, observou o deputado.