Edição do dia

Quarta-feira, 19 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva fraca
30.9 ° C
32.9 °
30.9 °
84 %
5.1kmh
40 %
Qua
31 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °
Dom
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaChina promete mais abertura face a acusações de que se isolou do...

      China promete mais abertura face a acusações de que se isolou do resto do mundo

       

      A China assegurou ontem que vai “expandir solidamente” a abertura ao exterior e promover uma globalização “benéfica para todos”, numa altura em que empresas europeias acusam o país de se isolar do resto do mundo.

       

      “Houve alguns mal-entendidos sobre o nosso novo padrão de desenvolvimento, que é focado na economia doméstica, mas que mantém uma interação positiva com os mercados internacionais”, defendeu o vice-director da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), o órgão máximo chinês de planificação económica, Zhao Chenxin, à margem do 20.º Congresso do Partido Comunista chinês, que se realiza esta semana, em Pequim. “É um erro pensar que, ao focar-se na economia doméstica, a China vai reduzir os seus esforços de abertura ou tornar-se numa economia ‘auto-suficiente’”, apontou.

      Zhao considerou que a globalização económica é uma “tendência irreversível” e que o país asiático está “profundamente integrado com a economia global e o sistema internacional”. “As indústrias da China e de muitos outros países estão altamente interconectadas e são interdependentes”, descreveu. A China precisa agora de um “desenvolvimento de maior qualidade e mais eficiente, justo, sustentável e seguro”, apontou.

      Zhao assegurou que Pequim “vai intensificar ainda mais os esforços para incentivar o investimento estrangeiro”, e que a economia do país asiático, que divulga esta terça-feira os dados do crescimento do PIB no terceiro trimestre do ano, “registou uma tendência de recuperação notável”.

      As declarações surgem numa altura em que os Estados Unidos baniram o país asiático de importar ‘chips’ semicondutores com tecnologia norte-americana e que a Câmara de Comércio da União Europeia em Pequim acusou as autoridades chinesas de “isolarem” o país do resto do mundo.

      A estratégia chinesa de ‘zero casos’ de covid-19 tornou também quase impossível visitar a China e levou a um êxodo de funcionários estrangeiros do país. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, nenhuma nova empresa da UE entrou no mercado chinês, segundo a câmara de comércio.

      As constantes interrupções nas cadeias de fornecimento, fruto das medidas de confinamento, levaram as empresas a diversificar fornecedores e a redirecionar investimentos. As empresas estão a avaliar como trazer a produção para casa ou para países aliados. A invasão russa da Ucrânia e as sanções subsequentes também suscitaram preocupação entre as empresas da UE, que temem que os seus investimentos na China sofram.

      O líder chinês, Xi Jinping, defendeu a estratégia de ‘zero casos’ de covid-19 e o combate contra a corrupção, na abertura do 20.º Congresso do Partido Comunista da China (PCC). Xi Jinping fez um balanço dos últimos cinco anos e traçou o roteiro para os próximos cinco, perante os cerca de 2.300 delegados reunidos no Grande Palácio do Povo, em Pequim. Uma das principais questões girava em torno da política de prevenção epidémica da China, que resultou no encerramento praticamente total das fronteiras do país e obrigou ao bloqueio frequente de cidades inteiras.

      Xi afirmou que a China prioriza a vida e a saúde das pessoas acima de tudo. A China “protegeu fortemente a segurança e a saúde das pessoas, e alcançou resultados positivos significativos ao coordenar a prevenção e o controlo da epidemia com o desenvolvimento económico e social”, referiu o líder chinês.

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau