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      Ron Lam quer melhor gestão dos espaços comerciais nos complexos habitacionais públicos da Zona A  

      Atendendo ao plano de pormenor para a Zona A e ao respectivo planeamento das instalações comerciais, o deputado Ron Lam urge o Governo a implementar uma melhor gestão das lojas nos pódios de habitação pública dessa zona, evitando “repetir os exemplos do Bairro da Ilha Verde e Seac Pai Van”, onde carecem lojas que respondem suficientemente às necessidades dos habitantes.

       

      O deputado Ron Lam está preocupado com o desenvolvimento das lojas comerciais no empreendimento de habitação pública em Macau, temendo que o planeamento das lojas anexadas nos complexos residenciais públicos na Zona A dos Novos Aterros não possa responder efectivamente às necessidades dos moradores do local no futuro. O deputado da Assembleia Legislativa pede assim uma revisão da lei e uma melhor gestão comercial e aproveitamento desses espaços.

      Num comunicado citado pelo Jornal Ou Mun, Ron Lam alertou que as lojas comerciais nos conjuntos habitacionais públicos existentes em Macau não estão a fornecer serviços essenciais suficientes e diversificados para os moradores da zona, sendo administradas com o Decreto-Lei de 1992, que “carece de regulamentação orientada e modelo de gestão empresarial, e falta de contemplação do número de lojas e eficiência de gestão”.

      O legislador deu o exemplo do complexo habitacional do Bairro da Ilha Verde. “Embora existam relativamente mais instalações comunitárias na zona, há apenas dois supermercados e algumas cafeterias, o que está longe de atender às necessidades dos residentes. Muitos moradores caminham até ao Fai Chi Kei para fazer compras”, apontou, acrescentando que na zona de Seac Pai Van também se verifica o mesmo problema de falta de estabelecimentos comerciais.

      Recorde-se que as autoridades divulgaram recentemente o “Projecto do Plano de Pormenor da Unidade Operativa de Planeamento e Gestão Este-2”, que está actualmente na fase de consulta pública. O documento propõe que a Zona A terá apenas três solos de uso comercial, aproveitando o espaço subterrâneo das estações do Metro Ligeiro para construir ruas comerciais subterrâneas, bem como a área nos pódios de habitação para instalar lojas dos bairros.

      “No futuro, cerca de 90% dos edifícios residenciais na Zona A serão de habitação pública e construídos pelo Governo, já está previsto que o planeamento e a gestão das instalações vão repetir os exemplos do Bairro da Ilha Verde e Seac Pai Van, o pior é que será um grande inconveniente para os moradores dessa zona atravessar para outras zonas para satisfazer as necessidades da vida quotidiana”, advertiu.

      Além disso, Ron Lam referiu que a lei vigente não leva em conta o ajuste da renda das lojas, independentemente do número dos moradores na zona, sendo “rigidamente articulada com a inflação” e “falta da flexibilidade de acordo com o volume de negócio”.

      O deputado chamou ainda a atenção para as instalações comunitárias per capita na Zona A, particularmente dos centros de saúde e espaço para a prática de desporto. “Durante a discussão do projecto em causa em 2018, o departamento de obras públicas referiu que planeava criar dois centros de saúde na Zona A. Mas agora o Governo mudou de ideias e decidiu construir só um centro de saúde”, assinalou. Neste caso, Ron Lam considera que, com uma população prevista de 100 mil habitantes, não será suficiente ter apenas um centro de saúde, solicitando explicações das autoridades sobre como alcançar o plano dessa área como uma comunidade sadia.