Edição do dia

Quarta-feira, 19 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva fraca
30.9 ° C
32.9 °
30.9 °
84 %
5.1kmh
40 %
Qua
31 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °
Dom
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaAgência de cibersegurança britânica alerta para riscos da tecnologia chinesa barata

      Agência de cibersegurança britânica alerta para riscos da tecnologia chinesa barata

      O director da agência de informações e de cibersegurança britânica GCHQ, Jeremy Fleming, alertou ontem para o risco de países adoptarem soluções tecnológicas “baratas” chinesas, instando empresas e universidades a protegerem a propriedade intelectual da China.

      “Hipotecar o futuro comprando a visão chinesa para a tecnologia pode ser atractivo para alguns a curto prazo, particularmente para as nações que sofrem a pressão dos custos mais elevados de energia e alimentos resultantes da invasão russa da Ucrânia”, disse Fleming, numa palestra ontem proferida no Royal United Services Institute (RUSI), um centro de reflexão e debate sobre questões de segurança e defesa com sede em Londres, sob o tema “Se a China é o problema, qual é a resposta?”.

      Porém, advertiu o representante, a longo prazo, numa futura crise, “Pequim poderá explorar a informação dissimuladamente extraída das economias dos clientes e dos Governos” e usar o “monopólio para exigir o cumprimento em fóruns internacionais”.  “Para ter uma ideia desse futuro, basta ver como a China já procurou fazer exatamente isto, alavancando a influência sobre muitas nações mais pequenas em votos sobre tecnologia, ética e política externa”, lembrou Fleming.

      Países menos desenvolvidos estão a aceitar financiamento chinês para investir em tecnologia que poderão deixá-los sob vigilância ou transferir dados, ou resultar em acordos bilaterais de segurança, afirmou o líder da Government Communications Headquarters (GCHQ).

      Como exemplo de como a China está a tentar usar a sua influência em termos tecnológicos, Jeremy Fleming falou de criptomoedas desenvolvidas pela China, das novas regras para a Internet propostas na União Internacional das Telecomunicações (UIT) ou do Sistema de satélite BeiDou, uma alternativa rival à rede GPS.

      O diretor exortou as empresas e o setor académico a estarem “em estado de alerta para a ameaça” e a fazerem “escolhas em conformidade”, protegendo sistemas informáticos e propriedade intelectual da China.

      Fleming defendeu um reforço do investimento em tecnologias-chave de segurança nacional, nomeadamente em computação quântica.  “Isto não é um apelo à exclusão ou marginalização da China, é um apelo a uma China que reconheça que é vantajoso jogar de forma responsável dentro do sistema global”, vincou, admitindo que estão em causa “questões e escolhas geopolíticas maciças”.

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau