Edição do dia

Terça-feira, 18 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
30.6 ° C
33.2 °
29.9 °
89 %
4.6kmh
40 %
Ter
31 °
Qua
31 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioEconomiaConfiança do consumidor continua em queda e atinge segundo menor nível...

      Confiança do consumidor continua em queda e atinge segundo menor nível desde a pandemia  

      O índice de confiança do consumidor de Macau referente ao terceiro trimestre revela uma quebra contínua e representa o segundo menor nível desde o início da epidemia em 2020. A entidade responsável pelo inquérito, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, apontou que “o inesperado surto pandémico” e a subsequente “estagnação do desenvolvimento” são os motivos que levam a que os consumidores sintam “desconfiança”.

       

      A estagnação do desenvolvimento e outros impactos negativos à sociedade devido ao surto de Covid-19 em Junho e Julho causaram uma falta de confiança do consumidor de Macau, cujo índice geral no terceiro trimestre deste ano marcou o segundo menor nível desde quase três anos de pandemia. Esta é a conclusão da análise de um inquérito realizado pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla inglesa).

      De acordo com os resultados do inquérito, o índice geral de confiança do consumidor entre Julho e Setembro foi de 68,87 pontos, com uma quebra de 4,64 pontos, ou 6,31%, em relação ao trimestre anterior (73,51). A análise dos resultados apontou que a queda no índice mostra uma persistência da perspectiva negativa no mercado, sendo o segundo indicador mais baixo desde Fevereiro de 2020, enquanto o pior foi de 68,11 pontos, registado no segundo trimestre de 2021.

      O inquérito foi conduzido pelo Instituto para Desenvolvimento Sustentável da MUST a 802 entrevistados residentes, que foram pedidos para classificar o nível de confiança no mercado numa escala de 0 a 200 pontos, em que 0 implica “totalmente sem confiança”, enquanto que um valor superior a 100 pontos revela “confiança”.

      O resultado do inquérito revela que os seis sub-índices relacionados à matéria registaram uma queda em termos trimestrais e estavam todos na categoria de “confiança insuficiente”. Entre eles, o indicador sobre a perspectiva da “economia local” foi o que registou uma diminuição mais acentuada, de 8,56%, comparando com o trimestre anterior, numa classificação de 65,67 pontos.

      Já o índice da “condição de emprego” foi de 64,37 pontos e o “nível de preços” foi de 66,22 pontos, verificando-se uma redução trimestral de 7,25% e 7,23%, respectivamente.

      A classificação relativa à “qualidade de vida” contabilizou-se em 75,93 pontos, o que representa um recuo de 5,65% face ao período de Abril a Junho. Os índices sobre as previsões de “acções e investimentos” e de “compra de casas” caíram, respectivamente, 5,34% e 4,02%.

      “Tanto o índice geral como os sub-índices caíram e estavam ainda na categoria de ‘confiança insuficiente’. Durante a realização do Inquérito sobre o Índice de Confiança do Consumidor de Macau, o inesperado novo surto de Covid-19 acabou por ser controlado, mas a economia, a sociedade de Macau e a vida dos residentes foram seriamente afectadas, sendo a estagnação do desenvolvimento provocada pela epidemia o factor mais importante para que os consumidores sintam ‘desconfiança’ nesta época”, pode ler-se na observação da universidade.

      Segundo a MUST, o índice de confiança do consumidor é um indicador que reflecte e quantifica de forma abrangente as opiniões pessoais dos consumidores sobre a situação e o desempenho económico actual, incluindo as perspectivas em relação à macroeconomia actual e futura, condições de emprego, bem como a medida hipotética diária de preços globais de bens e serviços do dia a dia da vida, sendo frequentemente usado como indicador principal para prever tendências da economia e de consumo.

      Relativamente ao índice em causa do trimestre anterior, apesar de continuar a diminuir, a instituição afirmou na análise que a descida observou uma tendência de ser cada vez menor, tendo estabelecido um início de lenta estabilização e recuperação. No entanto, “no último trimestre, Macau passou por um teste severo devido à epidemia, e a confiança do consumidor foi fortemente impactada”, destacou.

      A entidade responsável pelo inquérito asseverou ainda que a economia global ainda mostra uma tendência de desaceleração do crescimento e inflação elevada e, ao mesmo tempo, o ambiente internacional tornou-se mais complexo e difícil devido à continuidade dos conflictos geopolíticos. “Embora a economia do Continente continue a recuperar e a desenvolver-se em geral, a perturbação da epidemia ressurgiu e o ritmo de recuperação económica em Macau abrandou significativamente”, concluiu a MUST.