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      China diz que “agenda impulsionada pelos EUA e algumas outras forças ocidentais falhou”

      Depois de o Conselho de Direitos Humanos da ONU ter votado contra uma proposta para debater os alegados abusos da China contra a minoria uigur na região de Xinjiang, Pequim voltou a dizer que as acusações são uma “manipulação política em nome dos direitos humanos”. “A agenda impulsionada pelos EUA e algumas outras forças ocidentais falhou mais uma vez em obter apoio internacional”, indicou uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

       

      Na semana passada, o Conselho de Direitos Humanos da ONU votou contra uma proposta de debate sobre os alegados abusos da China contra a minoria uigur na região de Xinjiang. O projecto de decisão apresentado por uma dezena de países, entre os quais os Estados Unidos e o Reino Unido, foi rejeitado com 19 votos contra, 17 a favor e 11 abstenções. Reagindo à votação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China disse que “a agenda impulsionada pelos EUA e algumas outras forças ocidentais falhou mais uma vez em obter apoio internacional”.

      Numa nota publicada no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Pequim reitera que as acusações sobre Xinjiang são “desinformação” e “manipulação política em nome dos direitos humanos”. Segundo Pequim, o objectivo é “difamar a imagem e parar o desenvolvimento da China”.

      A China acredita que a proposta de debate na ONU sobre as alegadas violações dos direitos humanos em Xinjiang são “uma tentativa de utilizar os organismos de direitos humanos da ONU como instrumento para interferir nos assuntos internos da China”.

      “A comunidade internacional não seria facilmente enganada. Apesar da pressão dos EUA e de alguns outros países ocidentais sobre os Estados-membros, o projecto de decisão acabou por não ser apoiado pela maioria dos membros do Conselho de Direitos Humanos, especialmente membros do mundo em desenvolvimento”, comentou a China.

      No comunicado, Pequim volta a dizer que está a combater o “terrorismo violento” em Xinjiang e que “os direitos humanos de pessoas de todas as origens étnicas em Xinjiang são protegidos como nunca antes”.

      Na votação no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Pequim obteve o apoio dos seus aliados tradicionais, como Cuba e a Venezuela, mas também do Paquistão e da Indonésia, dois grandes países muçulmanos, bem como de países africanos. No comunicado, a China salienta que muitos países islâmicos apoiaram as posições de Pequim ao longo dos anos.

      “As tentativas de usar questões relacionadas com Xinjiang para manter a China em baixo ou para a conter não chegarão a lado nenhum”, sublinha o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim, assinalando também que a ONU deve concentrar-se nas “graves violações dos direitos humanos nos EUA, Reino Unido e outras forças ocidentais, incluindo o racismo sistémico e a discriminação racial, os direitos dos refugiados e dos migrantes, a violência desenfreada com armas, as medidas coercivas unilaterais, e a morte em massa de civis inocentes em operações militares no estrangeiro”.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau