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      InícioSociedade“A língua portuguesa é algo que nos deve mobilizar”, defende Amélia António

      “A língua portuguesa é algo que nos deve mobilizar”, defende Amélia António

      A presidente da Casa de Portugal falou à margem da entrega dos prémios de língua portuguesa que agraciaram diversos estudantes do território, entre os quais um antigo colaborador do PONTO FINAL e aluno da Universidade Politécnica de Macau, que foi considerado o melhor aluno de língua portuguesa não materna no curso de licenciatura em Tradução e Interpretação. Timmy Wong referiu ao PONTO FINAL que este reconhecimento acaba por dar “um forte impulso para continuar a enfrentar todas as dificuldades e desafios que encontro no meu estudo de língua portuguesa”.

       

      A Casa de Portugal em Macau aproveitou mais um 5 de Outubro para entregar os prémios de língua portuguesa materna e não materna aos melhores alunos do território. Numa cerimónia na Casa de Vidro do Tap Seac, ao final da tarde desta quarta-feira, dia em que se comemorava a Implantação da República Portuguesa, vários alunos de Macau receberam prémios monetários por se terem destacado nos seus estudos. “O 5 de Outubro é uma data muito importante para Portugal. A Implantação da República, que iniciou uma época e uma era nova no nosso país e, portanto, é algo que não se pode esquecer e, não tendo outros meios, fazemos o que podemos”, começou por dizer à TDM – Canal Macau a presidente da Casa de Portugal, Maria Amélia António.

      Para a responsável, numa altura em que Macau atravessa muitas incertezas quanto ao futuro da comunidade portuguesa no território, “a língua portuguesa é algo que nos deve mobilizar, sistematicamente, para a sua defesa, para a sua divulgação, para o seu ensino”. “Portanto, há anos que decidimos que o 5 de Outubro seria sempre lembrado com a entrega dos prémios aos melhores alunos do ano. E, portanto, fizemos uma ligação entre uma coisa e outra, porque era uma maneira de atingir dois objectivos fundamentais”, explicou.

      Amélia António considerou ainda, em declarações à teledifusão local, que em circunstância nenhuma se pode “deixar de assinalar a data e de a assinalar da forma que julgamos mais importante, que é dando o destaque necessário à língua portuguesa”.

      Timmy Wong, antigo colaborador do PONTO FINAL, foi um deles. O jovem foi considerado o melhor aluno de língua portuguesa não materna no curso de licenciatura em Tradução e Interpretação da Universidade Politécnica de Macau (UPM). “Cresci numa atmosfera bilingue em Macau, o que inspirou o meu interesse pela língua e cultura portuguesas e, ao mesmo tempo, sou uma pessoa curiosa com um profundo interesse no intercâmbio intercultural entre a China e Portugal, por isso decidi inscrever-me no curso de licenciatura em Tradução e Interpretação Chinês/Português da UPM”, disse ao PONTO FINAL.

      O jovem, que é finalista do curso, esteve em intercâmbio em Leiria durante os piores momentos de pandemia de Covid-19 e está muito feliz com o prémio arrecadado. “Quando soube desta boa notícia há duas semanas tive sentimentos mistos. Por um lado, foi um reconhecimento positivo do meu trabalho árduo e, por outro, não decepcionei os professores da UPM que tinham trabalhado tanto”, notou Timmy Wong, que aproveitou a conversa com o nosso jornal para agradecer à Casa de Portugal em Macau e à UPM pelo reconhecimento. “Deu-me um forte impulso para continuar a enfrentar todas as dificuldades e desafios que encontro no meu estudo de língua portuguesa”, concluiu.

      Os outros vencedores do prémio no valor de três mil patacas são: Lourenço Drogas e Zhang Sam U, ambos da Escola Portuguesa de Macau (EPM), You Fangyuan da Universidade de Macau (UM), Chan Chi Cheng da Escola Oficial Zheng Guanyning e, ainda, Laura Costa da Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes.

       

      Artistas da Casa de Portugal expõem na Casa de Vidro

       

      No passado dia 29 de Setembro foi inaugurada na Casa de Vidro, situada no Tap Seac, uma exposição colectiva de pintura em porcelana. Os trabalhos, da autoria de 15 praticantes – Ana Mascarenhas, Ayano Wallace, Carmen Souza, Carolina Lousinha, Che Wai Fong, Cintia Maria Gonçalves, Florence Ian, Helen Pun, Josefina Maria Banares, Kwan Choi Lin, Luiza Mamblecar, Lydia Chan, Rui Calado, Susana Tou e Yoko Kutsuwada – que frequentam o atelier de pintura em porcelana da Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal em Macau, apresentam temáticas variadas e podem ser vistos até dia 30 de Outubro na galeria do espaço Lvsitanvs, todos os dias, das 10h às 22h.