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      Importância da responsabilidade social corporativa no sector do jogo em Macau é “oportunidade única”  

      A implementação da excelência em responsabilidade social corporativa (RSC) e como responsabilidade ambiental, social e de Governança (ASG) enfrenta enormes desafios. Quem o defende é Stephan Rothlin. Para o académico e director do Instituto Ricci é primordial “integrar mais, e sistematicamente, o ensino de RSC e ASG não apenas nas universidades e cursos de negócios, mas também mais cedo, desde de tenra idade”, não esquecendo que “a responsabilidade é de todos”.

       

      O académico Stephan Rothlin, director do Instituto Ricci, considera que Macau tem, neste concurso do jogo em Macau, “uma oportunidade única” para “implementar excelência” em responsabilidade social corporativa (RSC) e bem como responsabilidade ambiental, social e de Governança (ASG). A ideia foi transmitida durante um evento organizado pela Câmara de Comércio França-Macau que teve lugar ontem de manhã no Sofitel, na península de Macau, subordinado ao tema “Desafios e riscos na implementação de negócios de RSC e ASG”. “Uma oportunidade importante. As coisas mudam quando têm de ser mudadas. Estamos perante uma oportunidade única que nunca aconteceu antes. As grandes concessionárias terão agora uma grande responsabilidade pela frente para com a sociedade de Macau”, afirmou aos jornalistas o suíço.

      Como é que as empresas podem ser engajadas e incentivadas a praticar negócios éticos e criar modelos de negócios sustentáveis, mantendo os princípios de justiça, solidariedade e responsabilidade? A RSC concentra-se no voluntariado corporativo, na redução da pegada de carbono e no envolvimento com instituições de caridade. A ASG fornece uma medida mais quantitativa de sustentabilidade.

      Stephan Rothlin defende que uma solução, não só para Macau, mas para o mundo, passa por “integrar mais, e sistematicamente, o ensino de RSC e ASG não apenas nas universidades e cursos de negócios, mas também mais cedo, desde de tenra idade”. “É importante as pessoas terem noção do que é a ética. O que também espero é que haja um diferente tratamento de ASG. Que seja algo que possa ser discutido e não apenas imposto”, referiu o suíço.

      O director do Instituto Ricci promove o tema em Macau “há 20 anos” e considera que neste tempo “tem havido um grande progresso”. “Há muitas pessoas a sofrer agora com esta crise provocada pela pandemia de Covid-19”, constatou, defendendo que, no caso de Macau, “seria interessante, por exemplo, que o território pudesse seguir o exemplo da Índia que obriga as empresas a doar 2% dos seus lucros para questões de sustentabilidade ou direitos humanos, mantendo os princípios de justiça, solidariedade e responsabilidade em sociedade”. “É uma grande percentagem de dinheiro. Costumo dizer que até 1% já é uma grande quantidade porque, pensando em Macau, estamos a falar de lucros de valores muito avultados”, acrescentou.

      Rothlin referiu ainda acreditar “que muitas empresas acolherão isso com seriedade”. “Precisam também contribuir para a sociedade e não apenas deixar esse tipo de responsabilidade nas mãos de cada um. Mas repare, não apenas as grandes empresas do sector do jogo têm estas responsabilidades. Temos que garantir que todos façam a sua parte. Todos queremos voltar a percorrer o caminho certo. Nunca tivemos esta crise antes, foi tudo uma novidade, por isso a responsabilidade é de todos. Temos que, juntos, atingir um nível comum de prosperidade”, concluiu.