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      Shandong e Macau assinam primeiro acordo-quadro de cooperação turística  

      Numa altura em que Macau precisa de turistas como de pão para a boca, a Direcção dos Serviços de Turismo assina o primeiro acordo-quadro de cooperação turística com a homóloga de Shandong. O acordo estipula o reforço da cooperação bilateral e a promoção de um desenvolvimento de alta qualidade da indústria turística das duas regiões.

       

      A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) e o Departamento Provincial de Cultura e Turismo de Shandong assinaram anteontem o primeiro acordo-quadro de cooperação turística, para reforçar a cooperação e intercâmbio na área do turismo e promover o desenvolvimento da indústria turística entre as duas regiões, anunciou ontem a DST em comunicado de imprensa.

      O conteúdo do acordo, assinado pela directora da DST, Maria Helena de Senna Fernandes, e o inspector de nível 2 do Departamento Provincial de Cultura e Turismo de Shandong, Wang Chunsheng, no MGM Macau, estipula que as partes desenvolvam plenamente as suas vantagens e recursos próprios, promovam projectos de cooperação, criem novos modelos de cooperação, elevem a eficiência da cooperação e, com base na amizade e pragmatismo, na negociação e ganhos mútuos, concedam benefícios e facilidades mútuas nos assuntos de cooperação entre as partes.

      Ao mesmo tempo, “enuncia o reforço da cooperação na construção conjunta de zonas turísticas, desenvolvimento da indústria, serviços de consumo, promoção e divulgação, eventos de turismo, intercâmbio de talentos, entre outros, promovendo um desenvolvimento de alta qualidade da indústria de turismo das duas regiões”, pode ler-se no mesmo comunicado da DST.

      Macau “sempre teve relações estreitas” com a província de Shandong, sendo as autoridades de turismo dos dois lados ambas membros da Aliança de Promoção Turística da Rota da Seda Marítima da China. A partir do início de Setembro, a ligação aérea entre Macau e Qingdao, na província de Shandong, retomou os quatro voos por semana, facilitando o intercâmbio entre as duas regiões, numa clara tentativa de retoma do status quo antes pandemia Covid-19.

      A DST considera ainda que Macau “continuará a aproveitar as suas características históricas e culturais e os seus recursos turísticos para cooperar com as diferentes províncias e cidades do interior da China, complementando as vantagens mútuas, com vista a promover o turismo regional, alargar as fontes de visitantes e estimular a recuperação do turismo e da economia”.

      Recorde-se que uma delegação do Governo Popular da Província de Shandong participará na 10.ª edição da Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, que se realiza de 23 a 25 deste mês.

      A RAEM, para já, tem mesmo de criar mais mecanismos para atrair turistas para o território junto da China continental, uma vez que as autoridades sanitárias já consideraram que ainda é cedo para relaxar as restrições a quem chega a Macau.

      A própria directora dos Serviços de Turismo admitiu, à margem da apresentação da 10.ª edição da Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau (MITE), que “neste momento, para turistas internacionais, a primeira aposta é naqueles que residem na China. Esses não precisam de quarentena. Se pudermos fazer algo mais com turistas internacionais que não residem na China, assim faremos, mas, neste momento, infelizmente, continuamos a ter necessidade de quarentena. É difícil convencer turistas internacionais para virem a Macau nessas condições”, referiu na altura.