Edição do dia

Quarta-feira, 5 de Outubro, 2022
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
céu pouco nublado
29.9 ° C
31.9 °
29.9 °
79 %
6.7kmh
20 %
Qua
30 °
Qui
29 °
Sex
29 °
Sáb
28 °
Dom
28 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Ásia Pelo menos 11 crianças mortas e 15 desparecidas após ataque militar no...

      Pelo menos 11 crianças mortas e 15 desparecidas após ataque militar no Myanmar

      Pelo menos 11 crianças morreram e 15 estão desaparecidas após um bombardeamento e ataque terrestre conduzido pelo exército birmanês a áreas civis na região de Sagaing, Myanmar, de acordo com a UNICEF.

       

      Um bombardeamento e ataque terrestre conduzido pelo exército birmanês a áreas civis na região de Sagaing, que incluiu bombardeamentos aéreos a partir de helicópteros de Tatmadaw e tiros “indiscriminados” assim que as tropas aterraram, ocorreu na sexta-feira, de acordo com a agência da ONU, que afirmou em comunicado que os pormenores do incidente ainda estão a ser verificados.

      Pelo menos 15 crianças da mesma escola bombardeada, localizada dentro de um mosteiro budista, estão desaparecidas, aparentemente raptadas, e a UNICEF exige a sua “libertação imediata e segura”. “As escolas são um espaço seguro. As crianças nunca devem ser atacadas”, sustentou a UNICEF.

      Os meios de comunicação social birmaneses independentes noticiaram o ataque do exército birmanês, responsável pelo golpe de Estado de 01 de fevereiro de 2021, que mergulhou o país numa espiral contínua de violência e destruição.

      De acordo com Myanmar Now, numa notícia datada de segunda-feira, o exército lançou um ataque aéreo e terrestre na sexta-feira em vários locais da cidade de Depaying, em Sagaing, durante o horário escolar. A maioria das vítimas é constituída por estudantes de numa escola em Let Yet Kone, onde os militares também terão raptado professores e estudantes.

      Já a junta militar birmanesa afirmou que o bombardeamento foi realizado em resposta a um ataque de grupos insurgentes, com “extremistas” escondidos no mosteiro, uma reivindicação negada pelas Forças de Defesa Popular (PDF), um movimento que surgiu em oposição ao golpe de Estado, segundo o meio de comunicação social birmanês The Irrawaddy. A publicação noticiou que as tropas da resistência estavam a guardar a escola quando dois helicópteros levaram a cabo o ataque, com cerca de 80 militares a cercarem depois o espaço.

      Num comunicado do Governo de Unidade Nacional (NUG), composto em grande parte por membros do governo deposto da Prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, condena-se o “ataque desumano”, classificando-o como um “crime de guerra brutal”.

      Segundo a Associação de Assistência aos Presos Políticos, uma ONG local que recolhe informações sobre os ataques da junta, pelo menos 57 crianças com menos de 13 anos foram mortas pelos militares desde o golpe, de um total de quase 2.300 civis que perderam a vida às mãos das forças de segurança birmanesas. Lusa

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau