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      DST reitera empenho em ludibriar as dificuldades causadas pela Covid-19  

      As restrições pandémicas continuam e não se vê fim à vista. A ansiada diversificação económica teima em chegar, portanto. O subdiretor dos Serviços de Turismo, no entanto, sublinhou que o Governo se mantém activo para mitigar os problemas causados pela falta de turistas em Macau, apoiando o sector do turismo, aumentando e enriquecendo a reserva de quadros qualificados.

       

      Com Macau a registar novos máximos diários de turistas após o surto que assolou o território em Junho e Julho, tudo ainda parece muito pouco. Numa interpelação escrita ao Governo liderado por Ho Iat Seng, a deputada da Assembleia Legislativa (AL) Ella Lei pediu mais apoio ao sector do turismo para aumentar e enriquecer a reserva de quadros qualificados.

      Na resposta, o subdirector dos Serviços de Turismo escudou-se em números para defender o trabalho do Governo. “Um total de 638 motoristas, 481 guias turísticos locais, 165 agências de viagens, 75 hotéis e pousadas, 564 autocarros e 74 veículos comerciais inscreveram-se do plano ‘Passeios, gastronomia e estadia para residentes de Macau’”, entretanto, prolongado até ao final do ano.

      Cheng Wai Tong sublinhou que o Executivo, “numa clara resposta ao desenvolvimento da pandemia de Covid-19, tem vindo a adoptar “uma série de medidas políticas para ultrapassar a crise da indústria e a falta de turistas”, apostando em “reconstruir a imagem do turismo de Macau e a confiança dos turistas”.

      O responsável afirma ainda que o investimento da DST não é de hoje, retrocedendo até 2013 para relembrar que “tem sido organizada uma vasta gama de programas de formação para profissionais da indústria do turismo, relacionados com a língua (interpretação e tradução), serviço ao cliente, comunicação e gestão, segurança alimentar, turismo cultural e comunicação sem barreiras, para os ajudar a melhorar as suas competências de trabalho e qualidade de serviço, e para os assistir na obtenção de cursos relevantes reconhecidos internacionalmente”. “Também desenvolvemos formação online sobre temas como o património cultural, capacidades de mediação e concierge internacional”, acrescentou Cheng Wai Tong.

      Segundo os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), antes da pandemia, Macau contava com 39,4 milhões de visitantes, dos quais cerca de 90% eram provenientes do interior da China e de Hong Kong, o que demonstra que existe ainda grande espaço para a promoção de Macau nos mercados do exterior, sugeriu Ella Lei na sua interpelação escrita ao Governo.

      O subdirector dos Serviços de Turismo concorda. A aposta continua e, para se associar ao estatuto de Macau enquanto uma Cidades Criativas da UNESCO na área da gastronomia, “desde 2017 que têm sido realizados programas de formação para as indústrias culinária e de catering, tais como cursos sobre catering e vendas, serviços de qualidade para o cliente, segurança alimentar e séries de catering, bem como assistência à indústria na obtenção de certificações internacionais para promover o desenvolvimento sustentável da indústria de catering”.

      De igual modo, sublinha o responsável da DST, juntamente com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), e desde 2015, “tem-se vindo a organizar cursos de formação-certificação e testes de competências profissionais para promover o desenvolvimento sustentável da indústria da restauração”. “Em Julho deste ano, mais de 1.200 residentes de Macau tinham obtido vários níveis de certificação de aptidão profissional, sendo que no primeiro semestre deste ano, 65 formandos receberam certificados de formação e certificação internacional em língua inglesa”, exemplificou Cheng Wai Tong, lembrando ainda que também o Instituto Cultural (IC) está empenhado em aumentar o interesse nas atracções culturais e turísticas de Macau, nomeadamente com o lançamento da primeira ronda do projecto VR “Ruínas de S. Paulo”, mas também com a introdução de programas de artes performativas na Casa do Mandarim, no Teatro Dom Pedro V ou no Museu Marítimo.

       

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