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      Wong Sio Chak alerta para ameaça à segurança nacional ligada a ciberataques e influência cultural  

      As infra-estruturas críticas de Macau foram alvo de quase cinco mil ciberataques por dia no ano passado, três vezes mais do que em 2020. Perante o aumento de tentativas provenientes do estrangeiro que visam paralisar o funcionamento social local, o secretário para a Segurança chamou de novo a atenção para os desafios na cibersegurança, que faz parte da segurança nacional. Wong Sio Chak alertou ainda que é preciso ter cautela com a influência cultural e ideológica das forças estrangeiras.

       

      Na penúltima sessão de consulta pública sobre a revisão à lei da Defesa da Segurança do Estado, o secretário para a Segurança voltou a lançar o alerta sobre os crescentes ciberataques em Macau e os seus desafios implicados à segurança nacional.

      Foram detectados em média no ano passado 4.850 ciberataques por dia contra as “infra-estruturas críticas” em Macau, refere um comunicado do Gabinete do Secretário para a Segurança. O número foi três vezes superior ao registado em 2020. Salientando que Macau enfrenta desafios mais graves na área da cibersegurança, Wong Sio Chak recordou na ocasião o ataque virtual ao sistema do Código de Saúde de Macau em Maio do ano passado, causado transtornos e confusão na passagem fronteiriça entre o interior da China e Macau.

      “A polícia e a operadora de telecomunicações fizeram uma investigação completa e constataram que foi um ataque contínuo, com mais de três milhões de ataques provenientes da Europa e dos Estados Unidos. Os atacantes não têm benefícios reais, os actos e as tentativas visam obviamente paralisar e afectar o funcionamento social de Macau”, realçou o secretário, citado pelo Jornal Cheng Pou.

      Wong Sio Chak recordou ainda o exemplo de um ciberataque recente da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos à Universidade Politécnica Noroeste da China, para explicar a importância da segurança informática, nomeadamente da luta contra o roubo de informações confidenciais e tecnológicas.

      “O desenvolvimento contínuo das infra-estruturas críticas do País e da RAEM acarretará mais riscos e desafios de segurança que é preciso enfrentar, sendo necessárias garantias de segurança mais eficazes para assegurar o trabalho geral de segurança nacional. Por conseguinte, o Governo da RAEM não só tem de assumir pesadas responsabilidades, como também precisa da atenção conjunta e da participação activa dos sectores dos transportes e obras”, frisou, na sessão dedicada ao referido sector.

      Para a salvaguarda da segurança nacional e “evitar a intervenção das forças estrangeiras”, o secretário abordou também na ocasião a sua opinião sobre a segurança nacional relacionada com a cultura, acreditando que “os países ocidentais, particularmente os Estados Unidos, tendem a forçar o seu pensamento para lançar uma luta ideológica, colocando em risco a segurança nacional de outros países”.

      “A polémica da Lei de Extradição em Hong Kong surgiu por causa da influência da cultura estrangeira na educação de Hong Kong. Os comportamentos violentos surgiram porque os jovens da cidade vizinha não têm um sentido de identidade com o País, etnia e a cidade. Também houve problemas com o conteúdo da Guerra do Ópio nos livros didáticos de história em Hong Kong”, apontou o governante.

      Dando o exemplo da dissolução da União Soviética com a intervenção ideológica americana, Wong Sio Chak alerta que os Estados Unidos “costumam fabricar histórias envolvendo direitos humanos para perturbar outras nações”, como a polémica do “algodão manchado” de Xinjiang, e as matérias didáticas em Hong Kong, que “difamam deliberadamente o povo chinês e a bandeira chinesa”.

      Na perspectiva do responsável, a educação cultural, a autoconfiança cultural e a independência cultural são muito importantes, pelo que a salvaguarda da segurança nacional está ligada à educação, ao meio de comunicação e ao espírito cultural, que estão intimamente relacionados com todos.

      Hoje vai ter lugar a última sessão de consulta, que é destinada ao público em geral, e o período da consulta pública da revisão da lei de segurança nacional vai terminar no dia 5 de Outubro.

       

      PONTO FINAL