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      InícioSociedadeIPOR assinala 100 anos de Saramago com diversas actividades  

      IPOR assinala 100 anos de Saramago com diversas actividades  

      Uma exposição biobibliográfica, uma mesa redonda, exibição de documentários ou oficinas de leituras são algumas das propostas do Instituto Português do Oriente para celebrar o centenário do Nobel da Literatura. “Voltar aos passos que foram dados 1922-2022” estará patente no IPOR, na Universidade de São José e na Escola Portuguesa de Macau, que atribuirá, no dia 16 de Novembro, o Prémio José Saramago.

       

      Com organização do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, o Instituto Português do Oriente (IPOR), em colaboração com a Universidade de São José e a Escola Portuguesa de Macau, prepara-se para assinalar o centenário do nascimento de José Saramago. “A ideia de celebrar o centenário de José Saramago é uma ideia transversal proposta pelo Instituto Camões a que o Consulado de Portugal e o IPOR decidiram aderir, pela importância da obra do escritor e pela sua dimensão internacional”, começou por dizer ao PONTO FINAL Joaquim Coelho Ramos, director do IPOR.

      A homenagem ao Prémio Nobel de Literatura de 1998, que conta ainda com o apoio da Fundação Saramago e do Instituto Camões, irá ter em exibição a exposição biobibliográfica “Voltar aos passos que foram dados 1922-2022”, uma mostra itinerante produzida pela Fundação José Saramago.

      Trata-se de uma “viagem” pela vida e obra do escritor, construída em forma de “narrativa” que procura, em formato expositivo, o propósito de divulgação e de orientação pedagógica, permitindo um contacto de iniciação ou de revisão com a literatura e com o pensamento saramaguianos, mostrando ao mundo as obras e o legado cultural e cívico do português nascido na Azinhaga, Golegã, em 1922. “Esta dimensão universalista do autor, confirmada pela atribuição do Nobel, levou a que procurássemos uma abordagem também ela plural para operar as celebrações. Assim, fazia sentido a colaboração cativa com outras instituições de Macau, tendo a Universidade de São José e a Escola Portuguesa de Macau acolhido imediatamente a ideia. A importância destas instituições no contexto da RAEM e o seu carácter e natureza formativa acabaram por ser essenciais para o tipo de actividades que, em conjunto, nos propusemos fazer”, explicou o responsável do IPOR.

      A inauguração da exposição está marcada para dia 29 de Setembro, às 18:30h, nas instalações do IPOR, a decorrer no Auditório Stanley Ho do edifício do Consulado-Geral de Portugal em Macau, ao que se segue uma mesa redonda com a presença do académico Carlos Reis, que falará sobre a vida e obra de Saramago, e está aberta à participação do público.

      Também no mesmo auditório, mas nos dias 30 de Setembro, 7 e 14 de Outubro, vai decorrer a exibição de três filmes: “José e Pilar”, “Embargo” e “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, respectivamente. As sessões serão pelas 19h e com entrada livre, conforme revela um comunicado do IPOR disponibilizado ontem à comunicação social.

      A exposição biobibliográfica de Saramago passará para a sala Kent Wong, na Universidade de São José no dia 17 de Outubro. No mesmo dia e na mesma sala, serão exibidos três documentários da série “Herdeiros de Saramago” (os restantes documentários serão exibidos nos dias 18 a 21, com as sessões a começar também às 19h). No dia 26, terá lugar a mesa redonda subordinada ao mesmo tema, “Herdeiros de Saramago”.

      Por fim, entre os dias 3 e 16 de Novembro, a exposição passará a estar presente na Escola Portuguesa de Macau (EPM). Durante este período, a escola tem programadas actividades complementares para os alunos, como oficinas de leitura e exibição de filmes, inseridos num programa a divulgar oportunamente. No último dia, e porque é no dia 16 de Novembro que se celebra o nascimento do escritor ribatejano, a EPM assinala a ocasião com a atribuição do seu prémio literário, o Prémio José Saramago.

      “Criou-se uma equipa de trabalho composta pelas professoras Sara Augusto (IPOR), Paula Pinto (EPM) e Tânia Ribeiro Marques (USJ) para que os trabalhos beneficiassem de ideias diversificadas e houvesse mais articulação, beneficiando o projecto, com esta metodologia, das especificidades de cada instituição”, notou ainda Joaquim Coelho Ramos.

      José Saramago foi um escritor português, galardoado com o Nobel de Literatura de 1998, tendo, anos antes, em 1995, arrecadado o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Entre romances, contos, crónicas, poesia e até literatura infantil, Saramago publicou, entre 1947 e 2018, 39 livros, sendo que desses, cinco foram publicados pela Fundação José Saramago a título póstumo. Comunista convicto, aderiu ao Partido Comunista Português em 1969. Polémico e acutilante, Saramago foi um duro crítico de Israel, tendo inclusive enfrentado acusações de anti-semitismo. Outra das polémicas em que se viu envolvido foi quando, numa entrevista ao Diário de Notícias em 2007, defendeu a integração de Portugal com a Espanha, formando um bloco ibérico.

       

      PONTO FINAL