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      PR chinês faz primeira viagem ao exterior desde 2020 para promover ambições estratégicas, dizem analistas

      O Presidente chinês participa esta semana numa cimeira no Uzbequistão com o homólogo russo e outros líderes da Ásia Central, a sua primeira viagem ao exterior desde o início da pandemia para promover ambições estratégicas de Pequim, segundo analistas.

       

      Xi Jinping deve reunir-se com Vladimir Putin no Uzbequistão, à margem da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês), que é composta por oito membros, incluindo (a par de Pequim, Moscovo e Tashkent) Índia, Paquistão, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão. Irão e Afeganistão têm estatuto de observadores na organização.

      O líder chinês vai promover a “Iniciativa de Segurança Global”, anunciada em abril passado após a formação do grupo Quad pelos Estados Unidos, Japão, Austrália e Índia, numa resposta à política externa mais assertiva de Pequim. “China e Rússia partilham a oposição à prática ocidental de impor sanções e derrubar regimes de outros países”, disse Li Xin, director do Instituto de Estudos Europeus e Asiáticos da Universidade de Ciência Política e Direito de Xangai, citado pela agência norte-americana Associated Press (AP).

      Esta deslocação de Xi Jinping, a primeira ao estrangeiro desde o início da pandemia da covid-19, ocorre também a poucas semanas do 20.º Congresso do Partido Comunista Chinês, o mais importante evento da agenda política chinesa. Xi Jinping deve obter um terceiro mandato durante o Congresso, rompendo com a tradição política do país.

      Pequim recusou condenar a Rússia pela invasão da Ucrânia e criticou a imposição de sanções contra Moscovo, tendo acusado Washington de ter provocado o conflito. Pequim e Moscovo não têm uma aliança formal e têm interesses diferentes na Europa, lembrou Wang Yiwei, especialista em relações internacionais da Universidade Renmin, em Pequim.

      Wang defendeu que o termo “sem limites” visa dar-lhes margem de manobra para lidar com o Ocidente em Taiwan e outras questões. O especialista lembrou que a China quer ter uma política externa independente. “Se a China se aproximar muito da Rússia, não é necessariamente bom para a China”, argumentou.

      Xi Jinping tem participado em eventos globais via videoconferência, mas a sua única viagem fora do continente chinês desde o início de 2020 foi uma visita de um dia a Hong Kong para marcar o 25.º aniversário do fim do domínio colonial britânico na região semiautónoma chinesa. “A Organização de Cooperação de Xangai está a atrair mais países com um novo princípio, que é completamente diferente do princípio do Ocidente na gestão das relações entre as nações”, disse Li Xin.

      A China vê o grupo como um contrapeso às alianças dos Estados Unidos no leste da Ásia e Oceano Índico. Pequim participou anteriormente de exercícios militares com outros países da região.

      As relações com Washington, Europa, Japão e Índia estão cada vez mais tensas, com reclamações sobre questões que abrangem o comércio, tecnologia, segurança, Taiwan, Hong Kong, direitos humanos a conflitos territoriais no Mar do Sul da China e nos Himalaias.

      Em Abril, Xi Jinping disse que a “Iniciativa de Segurança Global” pretende “defender o princípio da indivisibilidade da segurança” e “opor-se à construção da segurança nacional em detrimento da segurança de outros países”. Analistas consideram que a iniciativa da China, que tem o segundo maior exército do mundo, depois dos Estados Unidos, visa exercer domínio sobre a região asiática.

      Um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price, disse, em abril, que Xi Jinping parecia “repetir parte do argumento” usado pela Rússia para justificar a invasão da Ucrânia. “Este é um esforço flagrante na busca de uma hegemonia na Ásia pela China”, escreveu Rajeswari Pillai Rajagopalan, da Observer Research Foundation, um grupo de reflexão (‘think tank’) indiano, na revista The Diplomat. A iniciativa é “projectada para promover os interesses da China na sua grande competição por poder com os Estados Unidos”, apontou. Lusa

       

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      Redacção do Ponto Final Macau