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      Recolha de lixo sobe 70% após festividades da lua

      Cerca de 6,2 toneladas de lixo foram recolhidas em pontos de observação da lua cheia na cidade, quase o dobro das 3,5 toneladas recolhidas no ano passado. A maioria do lixo recolhido foi na zona da Areia Preta e zonas à beira-mar do território. Aproximadamente 970 toneladas de lixo foram recolhidas a 10 e 11 de Setembro, após a festividade de lua, acreditando-se que se deve à saída de residentes durante os feriados, segundo o director da Companhia de Sistemas de Resíduos, Hong Cheong Fai. Associação de protecção ambiental apela à substituição da pulseira luminosa por LED.

       

      A totalidade da recolha de resíduos foi de aproximadamente 970 toneladas após as festividades da lua deste ano, equivalente a uma diminuição de mais de cem toneladas em comparação com o ano passado, afirmou o director da Companhia de Sistemas de Resíduos (CSR), Hong Cheong Fai.

      O líder da empresa responsável pela recolha de lixo no território considera que tal se deve ao facto do abrandamento da epidemia e saída de residentes de Macau devido aos feriados.

      Cerca de 6,2 toneladas de lixo foram recolhidas em pontos de observação da lua cheia na cidade, quase o dobro das 3,5 toneladas recolhidas no ano passado, mas menos do que a média de cerca de 12 toneladas recolhidas antes da epidemia, indicou o responsável.

      Hong Cheong Fai observou ainda que, no ano passado, os residentes não saíram para comemorar o festival devido ao surto que atingiu a cidade, apontando que, com a estabilização de epidemia no território, muitos residentes em Macau quiseram sair para celebrar em união familiar e ao ar livre, pelo que a quantidade de lixo recolhido na noite de lua cheia aumentou significativamente em comparação com o ano passado.

      Segundo a empresa de limpeza adjudicada aos serviços públicos, a maioria do lixo recolhido foi composto por embalagens e desperdícios de produtos alimentares. As localidades em que se registou mais lixo recolhido foram a Praia de Hác Sá, zonas de lazer junto ao reservatório e no Lago Nam Van, enquanto a quantidade de lixo recolhido no Jardim do Iao Hon e Areia Preta reduziu em comparação com o ano anterior.

      Para Hong Cheong Fai, nos últimos dois anos, a consciência ambiental dos residentes tem vindo a aumentar gradualmente e cada vez menos pessoas fazem queima de conjuntos de velas em espaços públicos.

      Apesar de as pulseiras de luzes néon representarem menos de 2% dos resíduos sólidos urbanos que se encontraram nos pontos de observação da lua cheia, o representante da Associação de Protecção Ambiental e Gestão de Macau, Mak Hou In, alertou que, como a luz intensa e fluorescente da pulseira do néon ocorre devido a quimiluminescência, as substâncias químicas presentes numa pulseira luminosa podem causar poluição do ar quando queimadas em incinerador.

      Os depósitos das mesmas no aterro sanitário podem também danificar o solo e a exposição aos vazamentos de agentes químicos pode afectar negativamente a saúde das pessoas, adverte o responsável.

      Mak Hou In defende que o público deve substituir as pulseiras de néon por díodo, que emite luz ao receber energia (LED, na sigla em inglês). O grupo ecológico sugere ainda que os cidadãos devem recorrer a materiais alternativos reutilizáveis para fazer as suas próprias lanternas, no sentido de proteger o meio ambiente e elevar a consciência da população sobre a importância de preservar os recursos naturais.

       

      PONTO FINAL