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      Xi Jinping considera a morte de Isabel II “uma grande perda para o povo britânico”

      Foram diversas as personalidades mundiais que comentaram o desaparecimento da monarca britânica. O Presidente da República Popular da China, em nome do Governo e do povo chinês e em seu próprio nome, expressou as suas profundas condolências. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente de Portugal, considerou que “só podia ser o chefe de Estado a estar presente em representação dos portugueses” porque o Reino Unido é “o mais antigo aliado”. Joe Biden, Presidente dos EUA, disse que a falecida rainha era “mais do que um monarca” porque “encarnava uma era”.

       

      O Presidente da República Popular da China reagiu à morte da Rainha Isabel II de Inglaterra. Numa missiva enviada ao novo Rei Carlos III, filho primogénito da monarca desaparecida, Xi Jinping apresentou “sinceras condolências” ao Reino Unido. “Em nome do Governo e do povo chinês, e em seu próprio nome, Xi Jinping expressou as suas profundas condolências” numa mensagem ao novo rei Carlos III, que estendeu “à família real britânica, ao Governo e ao povo”, avançou a CCTV.

      O líder chinês, que elogiou a longevidade do reinado de Isabel II, considerou ainda que atribui “grande importância ao desenvolvimento das relações China-Reino Unido e está pronto a trabalhar com o Rei Carlos III” para “promover o desenvolvimento saudável e estável das relações bilaterais em benefício dos nossos dois países e povos”.

      Ainda durante a visita ao Brasil, a propósito das comemorações dos 200 anos da independência do Brasil, o Presidente de Portugal lembrou que o Reino Unido é “o mais antigo aliado português” e “só podia ser o chefe de Estado a estar presente em representação dos portugueses” no funeral de Isabel II. “Logo no início do seu reinado teve uma visita em plena ditadura, mas foi um grande sucesso, em 1957, e nunca mais se esqueceu disso. Quando fui recebido no Palácio de Buckingham em 2016 recordou isso, passo a passo, pormenor a pormenor, cidade a cidade, vila a vila, como recordou também a vinda 25 anos depois, estava Portugal em entrar nas comunidades europeias”, recordou ainda Marcelo Rebelo de Sousa.

      O Presidente dos Estados Unidos da América saudou a Rainha Isabel II como “uma estadista de dignidade e constância incomparáveis”. Em comunicado, Joe Biden disse que a falecida rainha era “mais do que um monarca” porque “encarnava uma era”. Isabel II “ajudou a tornar a relação entre o Reino Unido e os Estados Unidos da América especial”, escreveu o Presidente norte-americano, que manifestou vontade de “continuar uma amizade próxima com o rei e a rainha consorte”.

      Numa comunicação à porta da sua residência oficial, a nova primeira-ministra britânica, Liz Truss, declarou “lealdade e devoção” ao novo chefe de Estado do Reino Unido, Carlos III, e salientou que a morte de Isabel II representou “um enorme choque para o país e para o mundo”.

       

      MONARCA INTEMPORAL

       

      Outras personalidades mundiais consideraram ser oportuno dizer algo sobre o desaparecimento de Isabel II. O ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson considerou que a Rainha Isabel II é uma monarca “tão intemporal” que parecia que duraria eternamente. “Nos corações de cada um de nós há uma dor pela morte da nossa rainha, uma grande sensação de perda – muito mais intensa, talvez, do que pensávamos”, deu conta numa nota oficial partilhada na rede social Twitter.

      O Papa Francisco assinalou o “serviço incansável pelo bem” do país e o “exemplo de devoção ao dever” de Isabel II, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyen, considerou que a rainha foi uma “âncora de estabilidade” nos tempos mais difíceis e o Presidente francês, Emmanuel Macron, referiu que a monarca “incorporou a continuidade e a unidade da nação britânica por mais de 70 anos”.

      O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou-se “profundamente triste” com a morte da Rainha Isabel II, prestando uma homenagem à sua “dedicação longa e inabalável” em servir o seu povo.

       

      UCRÂNIA E RÚSSIA EM UNÍSSONO

       

      O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou as mais “sinceras condolências” em nome do povo ucraniano pela “perda irreparável” que representa a morte da Rainha Isabel II. Numa publicação na rede social Twitter, o presidente ucraniano disse que “foi com profunda tristeza” que soube da morte da monarca britânica. Por sua vez, o Presidente russo, Vladimir Putin, apresentou condolências ao rei Carlos III e elogiou o papel da rainha Isabel II no “palco mundial”. “Durante muitas décadas, Isabel II desfrutou, com justiça, do amor e do respeito dos seus súbditos, bem como de uma autoridade no palco mundial”, salientou o chefe de Estado russo num comunicado divulgado pelo Kremlin.

      O Presidente de Timor-Leste também expressou “sinceras condolências” à família real e ao povo do Reino Unido e do Commonwealth pela morte da Rainha Isabel II, que classificou como “uma mulher extraordinária”. “É uma perda para o povo britânico e para o Commonwealth. Uma mulher extraordinária, símbolo do Reino Unido e que serviu o seu país durante 70 anos. Que a sua alma repouse em paz, junto do falecido esposo, duque de Edimburgo”, disse José Ramos-Horta em Camberra onde esteve em visita de Estado.

      Também o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, considerou que a morte da Rainha Isabel II é uma “grande perda” para a comunidade internacional. “A morte da rainha, que conduziu o Reino Unido através de tempos turbulentos no mundo, é uma grande perda não só para o povo britânico, mas também para a comunidade internacional”, afirmou.

      O músico Elton John, a actriz Helen Mirren e o ursinho Paddington foram algumas das figuras do mundo cultural britânico que lamentaram a morte da monarca. “Juntamente com o resto do país, estou profundamente triste por tomar conhecimento da notícia da morte de Sua Majestade”, escreveu o cantor nas redes sociais. Já Mirren escreveu na rede social Instagram sentir-se “orgulhosa por ser uma Isabelina” e por Isabel II ser “o epítome da nobreza”. Até o ursinho Paddington, famosa personagem fictícia da literatura infantil, escreveu “Obrigada, minha Senhora, por tudo”, depois de em Junho, durante as comemorações do Jubileu de Platina, ter filmado um vídeo a tomar chá com a monarca. Os Rolling Stones, famosa banda britânica, recordaram que a rainha “foi uma presença constante na vida de inúmeras pessoas”.

      Diversos países apresentaram condolências à família real britânica, ao Reino Unido e ao povo britânico. O Brasil, por exemplo, decretou três dias de luto nacional. O Rei de Espanha destacou o seu “sentido de dever” e o “legado sólido”. Os líderes da África do Sul falaram em exemplo “nobre e virtuoso” para o mundo.

      Entretanto, e como se esperaria, milhares de pessoas têm vindo a visitar o Palácio de Buckingham em Londres para prestar homenagem a Isabel II, mostrando emoção e respeito por uma personalidade que todos consideram histórica. A multidão convergiu para o local apesar de nada se passar na residência oficial da rainha em Londres, uma vez que a monarca morreu no Castelo de Balmoral, na Escócia. No Palácio de Buckingham, apenas está afixado o edital a anunciar a morte da soberana. Muitos ramos de flores têm sido colocados junto aos portões do palácio.