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      Governo gastou cerca de 600 milhões de patacas no último surto de Covid-19  

      Foram 14 rondas de testes de ácido nucleico, milhares de kits de testes antigénios e outros tantos milhares de máscaras KN95. As autoridades sanitárias admitiram ontem que abriram os cordões à bolsa, em Junho e em Julho, para manter a política dinâmica de zero casos em Macau, a reboque de Pequim. Ainda ocorreram seis rondas para grupos específicos de risco, mas o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus não as colocou no mesmo pacote.

       

      As autoridades sanitárias do território revelaram ontem, durante a habitual conferência de imprensa semanal do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus sobre o ponto de situação da Covid-19 no território, que foram gastos cerca de 600 milhões de patacas no último surto de Covid-19 – o mais grave até ao momento – que assolou o território no final do mês de Junho e durou todo o mês de Julho.

      No total foram 14 rondas de testagem em massa, sendo que o valor ainda inclui a distribuição de dezenas de milhões de testes rápidos antigénio e de máscaras KN95. De acordo com a chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde, Leong Iek Hou, as contas são simples de serem feitas. “Entregámos a cada pessoa que fez teste em massa 55 kits de teste rápido antigénio, cujo o custo unitário foi de cinco patacas. Da mesma forma, entregámos 60 máscaras KN95 a um preço que variou de uma pataca a 1,5 patacas”, explicou.

      A mesma responsável voltou a sublinhar que não está, para já, no horizonte a livre circulação entre as duas regiões administrativas especiais chinesas. Leong Iek Hou considerou que Hong Kong ainda tem muitos casos de infecção por SARS-CoV-2 e qualquer alteração da política podia colocar em risco a política dinâmica de zero casos, adoptada por Macau. “A situação pandémica nas regiões vizinhas [incluindo Zhuhai] não está muito estável, por isso estamos sempre alerta. Se o destino é de alto risco, aconselhamos as pessoas a não ir.”

      A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) também anunciou novidades em relação a políticas de combate à Covid-19. A partir de agora, quem não tiver a moldura dourada no seu código de saúde – que equivale é dosagem completa de vacinação contra a Covid-19 – precisa de fazer um teste de ácido nucleico para participar em eventos escolares e desportivos. Esse teste terá de ter uma duração máxima de 48h.

      Leong Iek Hou aproveitou a deixa do representante da DSEJ para uma vez mais apelar à vacinação. “Quem ainda não se vacinou deverá fazê-lo o mais rapidamente possível. As pessoas devem ter, pelo menos, duas doses de vacina. Está mais que provado que a vacinação nos protege, mesmo quando ficamos infectados”, notou.

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 1.501.249 doses de vacinas contra a Covid-19. 624.408 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 26.074 indivíduos, 288.564 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses, sendo que 296.550 pessoas já foram vacinadas com a terceira dose e 13.220 já receberam a quarta inoculação. A percentagem da população vacinada, pelo menos com uma dose, é de 91,39%. A percentagem da população vacinada com o fármaco inactivado da Sinopharm é de 70,94%, sendo que 14,27% optaram por receber a vacina mRNA da BioNTech. 0,04% receberam outros tipos de vacina e 6,14% optaram por vacinas misturadas. Nas últimas 24h, não ocorreram quaisquer notificações de eventos adversos. Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 5.360 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (5.346) considerados adversos ligeiros e apenas 14 graves. Um total de 302 pessoas em Macau foram inoculadas com outros tipos de vacinas (127 na primeira dose, 78 na segunda dose e 97 na terceira dose).

      Macau registou, desde o início da pandemia de Covid-19, um total de seis mortos e 2.344 infectados, sendo que 793 foram considerados casos confirmados e 1.551 casos assintomáticos.

       

       

       

      CAIXA

       

       

      Varíola dos macacos: A culpa dos homossexuais

       

      As autoridades sanitárias do território abordaram, durante a habitual conferência de imprensa semanal do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus sobre o ponto de situação da Covid-19, questões relacionadas com a varíola dos macacos. Leong Iek Hou admitiu que os Serviços de Saúde estão atentos à doença, reiterando que a mesma se propaga pelo contacto entre as pessoas ou entre as pessoas e os animais contaminados, sublinhando que “têm sido relatados muitos casos que surgem depois de relações sexuais entre homossexuais do sexo masculino”. A médica sugeriu que sejam tomadas medidas de protecção sexual para se evitarem males maiores. Recorde-se que, esta semana, surgiu o primeiro caso de infecção – importado – pelo vírus monkeypox, da família Poxviridae, em Hong Kong, situação que fez soar o alarme na região. O tempo de incubação é muito variável e pode ir de 5 a 21 dias. Os principais sintomas são febre, dores de cabeça e dores musculares, bem como uma erupção cutânea característica que desaparece rapidamente. Calcula-se que a taxa de mortalidade por varíola dos macacos varie entre 3 e 6% nos pacientes infectados e em países subdesenvolvidos, sendo que nos países mais desenvolvidos essa taxa reduz drasticamente. No surto atual, foram confirmadas até ao momento cinco mortes.

       

      PONTO FINAL