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      InícioGrande ChinaSismo na província de Sichuan já causou 65 mortos

      Sismo na província de Sichuan já causou 65 mortos

      O número de vítimas mortais devido ao forte sismo que na segunda-feira atingiu a província de Sichuan, no sudoeste da China, subiu de 46 para 65, segundo um novo balanço avançado pela imprensa estatal. Taiwan já se ofereceu para assistir.

       

      O terramoto que atingiu na segunda-feira a província de Sichuan causou já 65 mortos, provocando deslizamentos de terra e sacudiu edifícios. Fez ainda centenas de feridos. Pelo menos 16 pessoas estão desaparecidas, um dia depois de o terramoto de 6,8 de magnitude na escala de Richter, segundo as autoridades chinesas, e de 6,6, segundo o Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos (USGS), ter sacudido a vila de Luding, às 12:52, na segunda-feira.

      A província de Sichuan, que faz fronteira com o planalto tibetano, onde as placas tectónicas se encontram, é regularmente atingida por terramotos. Dois sismos registados em junho passado causaram pelo menos quatro mortos.

      O sismo de segunda-feira foi sentido a 200 quilómetros de distância na capital da província, Chengdu, onde a maioria dos 21 milhões de habitantes está confinada em casa para travar um surto de covid-19. O fornecimento de energia foi interrompido e edifícios ficaram danificados, na cidade de Moxi, na prefeitura autónoma tibetana de Garze, onde 37 pessoas morreram.

      A televisão estatal chinesa CCTV mostrou equipas de resgate a retirar uma mulher dos escombros em Moxi, onde muitos edifícios são construídos com uma mistura de madeira e tijolo. Outras 28 pessoas morreram na vila vizinha de Shimian, nos arredores da cidade de Ya’an.

      As autoridades relataram ainda que pedras caíram das montanhas, causando danos às casas e interrupções no fornecimento de energia, segundo a CCTV. Um deslizamento de terra bloqueou uma estrada rural, deixando-a repleta de pedras, disse o Ministério de Gestão de Emergências.

      O governo de Taiwan anunciou ontem que estava pronto para enviar operacionais para a província chinesa de Sichuan. De acordo com fonte governamental citada pela Reuters, a líder de Taiwan, Tsai Ing-wen, apresentou as suas “condolências e preocupação” sobre o que se passou no sudoeste do país.

      Para além do comunicado de Taipei, também o departamento dos bombeiros local anunciou que preparou uma comitiva de pessoas, um cão de resgate e cinco toneladas de equipamento que poderá enviar de imediato assim que tiver ‘luz verde’. Os responsáveis garantiram, de acordo com a agência, que estavam “comprometidos com a causa humanitária numa perspectiva sem fronteiras”.

      Sublinhe-se que os dois territórios têm assistido a uma escalada de tensão, com a existência de exercícios militares e demonstrações de apoio internacional  – e, consequentemente, posicionamentos contra a China – com vista à independência de Taiwan, quem tem fim previsto para 2050.

      O terramoto mais mortífero da China nos últimos anos, de magnitude 7,9, ocorreu em 2008, e matou quase 90 mil pessoas, em Sichuan. O abalo sísmico devastou cidades, escolas e comunidades rurais fora da capital provincial de Chengdu, levando a um esforço de reconstrução com materiais mais resistentes. O epicentro do sismo de segunda-feira situou-se numa área montanhosa a cerca de 200 quilómetros a sudoeste de Chengdu.

       

      Confinamento manteve chineses em casa durante sismo

       

      Imagens que circulam nas redes sociais mostram que alguns residentes na cidade chinesa de Chengdu, atingida pelo sismo, foram impedidos de fugir dos seus prédios devido ao confinamento imposto por causa da Covid-19. O procedimento está a receber duras críticas. Segundo a BBC, foi dito a algumas pessoas de Chengdu para permanecerem no interior das suas casas, mesmo com um terramoto de 6,6 de magnitude, que já matou pelo menos 65 pessoas. Aqueles que fugiram dizem ter encontrado as saídas fechadas devido às restrições de Covid. Chengdu, lar de 21 milhões de pessoas, está actualmente sob rigorosas regras de confinamento. A China tem uma política de ‘Covid zero’, o que significa que os confinamentos são rotineiramente impostos quando são detectados casos do vírus. Em alguns casos, os edifícios de apartamentos onde pelo menos uma pessoa deu positivo para Covid foram designados “áreas seladas” – onde os residentes estão proibidos de pôr os pés fora das suas casas, quer estejam ou não infectados. Vídeos partilhados mostram residentes que tentam sair de casa, encontrando ou portas fechadas, ou pessoas que os impedem de abandonar o local.  Não há relatos que ligassem quaisquer fatalidades do terramoto às restrições, mas na rede social chinesa Weibo há quem questione se será mesmo verdade.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau