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      Pequim quer estudar medidas para apoiar turismo de Macau e acelerar construção de Hengqin  

      O vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) e director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado, Xia Baolong, teve um encontro com o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, na segunda-feira, em Zhuhai. Xia Baolong salienta que “a pátria (China) tem sido sempre um forte apoio à prosperidade e estabilidade a longo prazo de Macau”, revelando que Pequim tem a intenção de lançar algumas medidas para ajudar a cidade a ultrapassar as dificuldades, especialmente no desenvolvimento do turismo e aceleração da construção de Hengqin.

       

      As autoridades de Pequim afirmaram que vão estudar o lançamento de medidas, conforme o pedido do Governo da RAEM, para apoiar o desenvolvimento turístico de Macau e acelerar a construção da zona de colaboração aprofundada em Hengqin, mantendo a prosperidade e a estabilidade socioeconómica de Macau a longo prazo.

      A declaração consta num comunicado disponibilizado pelo Gabinete de Ligação do Governo Central Popular em Macau, na sequência de um encontro entre Xia Baolong, vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) e director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado, e o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, realizado na segunda-feira em Zhuhai.

      “A pátria (China) tem sido sempre um forte apoio à prosperidade e estabilidade a longo prazo de Macau. As autoridades centrais têm sido firmes no apoio ao desenvolvimento económico e na melhoria da vida da população de Macau”, salienta Xia.

      Segundo o Gabinete de Ligação do Governo Central Popular em Macau, esta visita realizada a Zhuhai foi planeada para Xia Baolong se encontrar com Ho Iat Seng com o intuito de “transmitir a atenção e o desvelo das autoridades centrais”, bem como inteirar-se da situação actual de Macau e o progresso de trabalho da cidade. O encontro foi acompanhado pelo director Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, Zheng Xincong.

      Xia disse que a ameaça de crise de saúde pública provocada pela pandemia continua e Macau, como uma microeconomia que depende de recursos externos e com uma estrutura económica com falta de diversificação, tem sido muito afectada pela Covid-19, reconhecendo que a cidade enfrenta muitas dificuldades e problemas na realidade.

      Recorde-se que o PIB de Macau caiu 39,3% no segundo trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2021. A taxa de desemprego entre os residentes subiu para 5,4% e a taxa de subemprego situou-se em 13,4%, segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

      A estatística mais actualizada divulgada pelas autoridades indica que o número de visitantes Macau nos primeiros sete meses de 2022 caiu 26,3%, numa base anual, para 3,47 milhões, equivalente a 14,6% do nível pré-epidemia.

      “Para resolver estas dificuldades e problemas, todos os cidadãos de Macau devem mostrar mais solidariedade e ultrapassar as dificuldades em conjunto”, referiu Xia, acrescentando ainda que “o Chefe do Executivo e o Governo da RAEM são os ‘donos da casa’ do território, e devem cumprir as suas responsabilidades, continuando a coordenar a prevenção e o controlo da epidemia e o desenvolvimento socioeconómico, fazendo o máximo para garantir a estabilidade da sociedade”.

      Na ocasião, Xia Baolong também elogiou os esforços da administração de Macau para controlar o pior surto comunitário da Covid-19 de Macau entre Junho e Julho, bem como os seus compromissos em continuar a melhorar a legislação relativa à segurança nacional para “garantir a segurança política e a estabilidade social de Macau”.

      Recorde-se que está a decorrer uma consulta pública de 45 dias lançada pelas autoridades de Macau sobre a revisão da Lei de Segurança Nacional até 5 de Outubro, que alarga o âmbito da sua aplicação.

      O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, agradeceu ao Governo Central pela atenção e apoio a Macau, afirmando que o Governo da RAEM vai seguir as orientações dadas pelo Presidente Xi Jinping e as exigências de Pequim.

      Disse ainda que o território vai “insistir sempre na política de ‘Covid-Zero’ na prevenção e controlo de epidemia”, e reforçar as cooperações comerciais e os contactos entre Macau e o interior da China. Ho garantiu também que Macau vai continuar a apostar na recuperação económica e diversificação moderada da economia de Macau, no sentido da manutenção da estabilidade social do território.

       

      ECONOMISTAS CONSIDERAM QUE ENCONTRO TEVE EFEITO POSITIVO

       

      Economistas locais consideraram positivo o encontro do director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado, Xia Baolong, com o Chefe do Executivo de Macau, Ho Iat Seng, no início desta semana.

      Para o presidente da Associação Económica de Macau, Lao Pun Lap, o encontro entre Xia Baolong e Ho Iat Seng mostra que o Governo Central está atento à situação actual de Macau e atribui grande importância ao desenvolvimento da RAEM. Considera ainda que o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, já transmitiu a Pequim as questões que Macau enfrenta, incluindo no que toca a Hengqin. O economista acredita que, com a intervenção do Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau, algumas medidas de ajuda devem ser tomadas. Lao mostrou-se preocupado com a articulação entre diferentes normas na zona de Hengqin, bem como os investimentos transfronteiriços e a mobilidade de pessoas entre Macau e o interior da China.

      O economista espera, assim, que a obtenção de vistos para visitantes provenientes do interior da China seja mais conveniente. “Só quando a passagem fronteiriça voltar gradualmente à normalidade é que a economia pode recuperar”, salientou.

      O presidente do Instituto de Gestão de Macau, Samuel Tong, considera que a continuidade da crise de saúde pública enfraquece a confiança dos consumidores e investidores de Macau. “Este encontro expressou que Pequim irá apoiar inabalavelmente o desenvolvimento económico de Macau, que desempenha um papel essencial em motivar a confiança em Macau”, referiu. O académico especializado em economia confessou que a dimensão de Macau é limitada e, por isso, a cidade necessita de desenvolver-se externamente para diversificar a sua economia. Tong realçou que a principal prioridade de Macau é estabilizar a indústria turística, esperando que as autoridades centrais estudem e lancem medidas favoráveis ao turismo integrado com a maior brevidade possível.

       

      PONTO FINAL