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      InícioÁsiaEx-presidente do Sri Lanka retorna dois meses depois de abandonar o país

      Ex-presidente do Sri Lanka retorna dois meses depois de abandonar o país

      O ex-Presidente do Sri Lanka Gotabaya Rajapaksa retornou na sexta-feira ao país quase dois meses após ser forçado a abandoná-lo e a renunciar ao poder devido a uma onda de manifestações desencadeadas pela grave crise económica. Rajapaksa desembarcou no Aeroporto Internacional Bandaranaike de Colombo minutos antes da 00:00, horário local, e foi recebido pelos ministros Tiran Alles e Prasanna Ranatunga, disseram fontes da base aérea à agência de notícia Efe, sob condição de anonimato.

      O ex-Presidente foi forçado a fugir da sua residência oficial em Colombo quando milhares de pessoas invadiram o palácio presidencial em 9 de Julho, no auge de meses de manifestações antigovernamentais contra a crise económica que assola o país. Quatro dias depois, em 13 de Julho, o ex-Presidente deixou o Si Lanka e esteve em pelo menos três países. Rajapaksa viajou primeiro para as Maldivas, de onde voou para Singapura com a sua mulher e dois guarda-costas. Quase um mês depois, com o fim do visto de Singapura, o político partiu para a Tailândia, onde esteve até agora.

      Conhecido como um “exterminador” pelo seu papel na guerra civil contra os rebeldes do grupo Tigres de Libertação do Tamil, Rajapaksa permaneceu oficialmente no poder duas semanas após deixar o país, o que lhe garantiu chegar a Singapura com privilégios de chefe de Estado.

      De Singapura, Rajapaksa enviou uma carta de renúncia ao Parlamento, deixando um vácuo de poder que logo depois, e em parte com o apoio da sua formação, com maioria na Câmara de Deputados, Ranil Wickremesinghe, ex-primeiro-ministro do seu Governo, passou a ocupar. O actual Governo do Sri Lanka havia garantido anteriormente que o ex-Presidente poderia retornar à nação, mas que isso tinha que ser “no momento certo”.

      Rajapaksa retornou um dia depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciar um pré-acordo com o Sri Lanka para conceder ao país um programa de resgate de 2.900 milhões de dólares que permitirá restabelecer o equilíbrio fiscal. No entanto, o FMI alertou que, para obter os empréstimos necessários, é essencial a estabilidade política na ilha. Como resultado da crise e da falta de pagamentos da dívida externa do país, os cingaleses sofreram escassez crítica de combustível e alimentos, além de outros itens essenciais, como remédios, o que contribuiu para a onda de manifestações.

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau