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      Associação dos Jovens Macaenses comemorou ontem 10 anos de existência  

      Com a pandemia de Covid-19 a dificultar os últimos três anos de trabalhos da associação, o futuro revela-se promissor, admitiu ao PONTO FINAL António RJ Monteiro, presidente da entidade. Uma lufada de ar fresco na imagem e promoção da AJM, bem como uma aposta em actividades online são os caminhos a seguir no curto prazo.

       

      A Associação dos Jovens Macaenses (AJM) celebrou ontem o seu 10.º aniversário. A comandar os destinos da entidade, o presidente António RJ Monteiro revelou ao PONTO FINAL que tem muitos planos para o seu mandato de três anos (foi eleito em Abril deste ano), mas considera que a associação ficou um pouco “suspensa” devido à pandemia de Covid-19.

      “Nem é muito, nem é pouco. Num total de dez anos de existência, estes quase três últimos anos foram um grande desafio porque pouco ou quase nada pode ser feito. Por outro lado, este aumento de actividades online veio trazer outras soluções que vamos querer manter mesmo quando voltarmos a uma possível normalidade”, confidenciou o jovem macaense.

      Levando em conta o trabalho desenvolvido ao longo dos anos, a nova direcção da AJM pretende dar “um balão de oxigénio” em várias vertentes, desde já a vertente da imagem e do marketing. “A AJM, na minha óptica, precisa de um ‘rebranding’ e de uma aposta clara nas redes sociais e na sua página oficial na Internet. Por isso, estamos a tratar dessa renovação”, revelou António RJ Monteiro ao nosso jornal.

      Paralelamente, a AJM está à procura de novos parceiros e de aumentar o grau de cooperação com parceiros já existentes. “Estamos em conversações com a Fundação Jorge Álvares e com Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) em Lisboa. De igual modo, queremos ainda mais aprofundar as relações com a Associação dos Macaenses (ADM), o Instituto Internacional de Macau (IIM), a Casa de Portugal ou a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM). Haverá sempre margem para fazer mais e melhor”, constatou.

      António RJ Monteiro, no entanto, sublinhou que a AJM não quer ficar refém das comunidades macaense e portuguesa, apostando claramente numa aproximação à comunidade chinesa, “onde existe muita gente com grande capacidade e vontade de conhecer e entender a nossa cultura e tradição”. “A ideia passa por trabalhar mais com organizações de matriz chinesa. Queremos abrir mais o nosso espectro, mas sempre de um ponto de vista cultural, nunca político”, assumiu o responsável.

      Outra coisa que será aposta do nosso corpo directivo da AJM é a captação de gente nova, com novas ideias para a estrutura da associação. “Não podemos ficar fechados na comunidade macaense. E mesmo dentro da comunidade macaense há gente que nunca se mostrou, que ninguém sabe quem é e que tem muito valor. Temos de trazer essa gente para participar na AJM e nos trabalhos da comunidade macaense”, admitiu, em tom ambicioso, António RJ Monteiro, deixando transparecer que esse “é o grande sonho” que tem.

      Ainda este ano, e apesar das restrições pandémicas, o presidente da AJM pretende criar uma plataforma online com pequenas entrevistas, podendo ter vídeo ou não, em que se promovem rostos desconhecidos da comunidade. Ao mesmo tempo, há ainda ideia de se realizar uma viagem à China no âmbito dos relacionamentos que a associação tem com o Governo Central. Por último, acontecerá ainda um torneio de futebol com o apoio da Escola Portuguesa de Macau (EPM). Tudo isto até ao final do ano, garantiu António RJ Monteiro.

      Já no médio e longo prazo, há ideia de promover mais actividades online, bem como workshops que podem ser realizados em parcerias “profícuas” com a ADM, com o IIM ou até mesmo com a Casa de Portugal, que “tem oficinas e um grande ‘know how’”. “Vou ter de conversar muito em breve com a Maria Amélia António e com a Diana Soeiro sobre o futuro”, atirou.

      A diáspora não será – “como nunca foi” – esquecida. A relação com as diversas casas de Macau espalhadas pelo mundo continua viva, “numas mais forte do que noutras, mas é normal”. “O Lusitano Clube da Califórnia, o Lusitano Club de Hong Kong, as casas de Macau no Canadá e na Austrália estão com uma boa actividade e dinamismo. No Brasil, também há uma boa relação com o Rio de Janeiro, até porque não podemos excluir os macaenses mais velhos pois são eles quem nos ajudam e facilitam contactos”, sublinhou, reiterando que, para além da diáspora, é preciso revitalizar as ligações com os macaenses, aqui, na própria terra. “É preciso haver uma relação mais próxima com os macaenses locais.”

       

      Comemoração dos 400 anos da vitória de Macau contra a invasão holandesa celebrada no próximo dia 24 de Setembro

       

      O Instituto Internacional de Macau (IIM) anunciou que, após o adiamento das celebrações dos 400 anos da vitória de Macau contra a invasão holandeses de 1622, devido à pandemia de Covid-19, o mesmo terá lugar nas instalações do IIM no próximo dia 24 de Setembro, a partir das 15h, com uma sessão cultural e actuação musical. O programa vai constar de uma bênção pelo Pe. Daniel Carvalho Ribeiro; intervenções do presidente do Conselho das Comunidades Macaenses (CCM), José Sales Marques, e do presidente da Associação dos Embaixadores do Património de Macau (AEPM), Wallace Kwah, que vão explicar em português e em chinês o significado da data; a entrega do Prémio Identidade 2021 do IIM a Manuel Basílio e à Associação das Danças e Cantares Portugueses “Macau no Coração” e o anúncio do Prémio Identidade atribuído no ano em curso. As associações envolvidas terão patentes pequenas amostras dos seus produtos e serão projectados curtos vídeos alusivos à data da Associação dos Antigos Alunos da Escola Comercial Pedro Nolasco da Silva (AAAECPNS) e Associação dos Jovens Macaenses (AJM), incluindo um videoclip musical em patuá de Delfino “Gabriel”. Actuarão também o conjunto de danças folclóricas portuguesas de “Macau no Coração”, os conhecidos cantores Giulio Acconci e Ari.

       

      PONTO FINAL