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      Hengqin abre portas aos estrangeiros em Macau com visto de entradas múltiplas  

      O Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiro da China em Macau anunciou ontem novas medidas que facilitam a entrada na Zona de Cooperação em Hengqin dos residentes estrangeiros em Macau, com a emissão de visto de múltiplas entradas válido por cinco anos para os residentes permanentes. Para os não permanentes, a validade de visto será a mesma do seu BIR. Segundo o comissário Liu Xianfa, a política vai ser implementada a partir de amanhã, mantendo a esperança de promover o desenvolvimento de Hengqin e Macau.

       

      A partir de amanhã, os residentes estrangeiros em Macau vão poder visitar a Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin com mais facilidade. Os estrangeiros residentes permanentes podem pedir a emissão de um visto de múltiplas entradas com validade de cinco anos, enquanto os estrangeiros residentes não-permanentes são elegíveis para obter um visto de múltiplas entradas com o mesmo período de validade do respectivo BIR de Macau.

      Além disso, os trabalhadores não residentes especializados de nacionalidade estrangeira podem pedir o mesmo visto válido por um ano e, para os estrangeiros que estejam temporariamente em Macau e com plano para participar em convenções e exposições em Hengqin, as autoridades chinesas vão emitir um visto de múltiplas entradas de três meses.

      A política foi anunciada ontem pelo Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiro (MNE) da República Popular da China na RAEM, Liu Xianfa, no seu discurso proferido na sessão do “Diálogo sobre Transformação do Desenvolvimento Urbano de Macau”, organizada pelo Governo da RAEM e pelo Comissariado do MNE em Macau.

      De acordo com Liu Xianfa, a medida tem como objectivo “concretizar as metas estabelecidas no Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, integrando Macau no panorama do desenvolvimento nacional”. O responsável espera que a iniciativa possa “oferecer mais sinergia e apoio à construção da Zona de Cooperação e ao desenvolvimento económico de Macau”.

      No que diz respeito à promoção da diversificação da economia, Liu Xianfa assinalou na ocasião que “o Presidente chinês Xi Jinping dá sempre importância ao bem-estar dos compatriotas de Macau” e que “a pátria é o forte apoio da prosperidade e estabilidade da RAEM”, salientando ainda o papel importante de Hengqin e da Grande Baía para o futuro do território.

      A transformação e desenvolvimento de Macau, na sua perspectiva, exigem um planeamento estratégico, inovação independente, apoio do talento, garantia institucional e cultivo de jovens. “Para a diversificação económica, vamos alargar a cooperação internacional, ajudar a RAEM a atrair mais investimentos e promover mais facilitação de entrada e saída”, garantiu.

      Recorde-se que o evento de ontem teve como tema principal a transformação e inovação das indústrias, diversificação adequada da economia e sustentabilidade do desenvolvimento social. Além dos porta-vozes do Governo Central e da RAEM, na sessão foram convidadas figuras importantes do Dubai, Luxemburgo, Seul e Tóquio, contando ainda com os representantes das instituições educacionais e associações locais, bem como dos consulados em Macau e do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, tendo mais de 150 pessoas assistido ao diálogo.

       

      GOVERNO CONFIANTE NA TRANSFORMAÇÃO DAS INDÚSTRIAS

       

      O secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, prometeu que o Executivo vai aproveitar as oportunidades implicadas no desenvolvimento geral do Estado, bem como da Grande Baía e da Zona de Cooperação em Hengqin, para acelerar a concepção de estruturas industriais condizentes com a realidade de Macau e com a meta da diversificação adequada e do desenvolvimento sustentável da região.

      O responsável salientou, no seu discurso da abertura do evento, que as incertezas no panorama do mercado internacional e a persistência pandémica fizeram com que Macau enfrentasse pressões e desafios no desenvolvimento económico. No entanto, “o Governo da RAEM tem plena confiança e determinação de que a região possa continuar a potenciar as suas vantagens enquanto um porto franco e uma zona aduaneira autónoma para tirar proveito, de forma proactiva, das oportunidades proporcionadas pelo desenvolvimento nacional”, a fim de promover a transformação e reconversão das indústrias de Macau. Segundo Lei Wai Nong, o Governo está a envidar esforços na investigação científica e tecnológica, medicina tradicional chinesa, sectores de cultura, turismo, convenções e exposições e finanças modernas.

       

      PONTO FINAL