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      InícioPolíticaWong Sio Chak diz que escolas devem reforçar conteúdos sobre segurança nacional

      Wong Sio Chak diz que escolas devem reforçar conteúdos sobre segurança nacional

      A revisão à lei da Defesa da segurança do Estado está agora em consulta pública e, na sessão destinada ao sector da educação, o secretário para a Segurança alertou que os jovens são mais “influenciáveis” e que, por isso, as escolas e universidades devem reforçar os conteúdos sobre a segurança nacional.

       

      Wong Sio Chak presidiu, no sábado, à sessão de consulta pública sobre a revisão à lei da Defesa da Segurança do Estado destinada ao sector da educação. Na sessão, o secretário para a Segurança indicou que os jovens são mais “influenciáveis” e que, por isso, escolas e universidades devem reforçar os conteúdos sobre a defesa da segurança nacional.

      “No futuro, escolas básicas, secundárias, universidades e associações devem reforçar os conteúdos sobre segurança nacional, para os residentes se lembrarem da sua importância”, afirmou o secretário, citado pelo jornal Exmoo. “Os jovens são mais influenciáveis e, por isso, deve-se usar formas mais dinâmicas para eles aceitarem esta questão tão importante sobre a segurança nacional”, afirmou. A comunicação social e a cultura também deverão, numa fase posterior, reforçar os conteúdos sobre a segurança nacional, defendeu o governante.

      Também no sábado, o secretário presidiu à sessão de consulta pública da lei no sector económico. Durante a sessão, o secretário para a Segurança sublinhou que “a segurança é um pressuposto de desenvolvimento e o desenvolvimento é uma garantia para a segurança”.

      “Com segurança a nível nacional e estabilidade social, a economia e a sociedade podem desenvolver-se de forma contínua e saudável”, assegurou o governante, citado numa nota de imprensa. Assim, Wong Sio Chak destacou também que a coordenação entre a segurança e  o desenvolvimento é um trabalho importante para a concretização do “conceito geral de segurança do Estado na RAEM”.

      O Executivo espera que, através da revisão à lei de segurança nacional, “as questões e as insuficiências existentes na lei possam ser superadas, a capacidade de salvaguardar a segurança nacional da RAEM possa ser amplamente melhorada, e a soberania nacional, segurança e os interesses de desenvolvimento possam ser salvaguardados de forma eficaz, mantendo a prosperidade e estabilidade da sociedade de Macau”, indicou o secretário.

      Segundo o comunicado, na sessão de sábado, dez pessoas manifestaram o seu apoio a esta revisão do diploma e indicaram que “a segurança nacional, a estabilidade e o funcionamento ordenado da sociedade são pressupostos para o desenvolvimento económico e das actividades industriais e comerciais”. Os responsáveis disseram ainda que a revisão à lei “é necessária e está a ser feita em tempo oportuno”.

      Os intervenientes assinalaram que, através da revisão da lei, poderão ser prevenidos riscos de segurança em campos não tradicionais, como da economia e da cibersegurança. Além disso, alguns participantes sugeriram ao Governo que continue a realização de acções de divulgação jurídica durante o período da consulta pública e mesmo após a entrada em vigor da nova lei.

      A consulta pública relativamente à lei da segurança nacional está a decorrer até ao dia 5 de Outubro. O documento de consulta pública mostra que o Governo pretende alargar o alcance da aplicação do diploma. A nova disposição permitirá, por exemplo, acusar indivíduos ou organizações que cometam crimes contra a segurança da China fora do território. As autoridades ainda têm a intenção de legalizar a obtenção das provas através de agentes infiltrados, possibilitando a intercepção de comunicações perante este tipo de delitos.

       

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