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      “Estou sempre disposto a jogar onde for desde que consiga ajudar a equipa”, diz David Kong

      Começou a época em grande estilo, com um belíssimo jogo realizado pelo Moncarapachense contra o Sporting B em Alcochete. Uma assistência para golo e a escolha do portal zerozero.pt para figurar no onze da jornada 1 da Zona Sul da Liga 3 auguram uma época de sucesso para o macaense David Kong. O jogador polivalente só quer estar disponível para a equipa, “nem que seja a guarda-redes”.

       

      O jogador de futebol David Kong é filho do treinador Rui Cardoso que, em Macau, treinou a Casa do Benfica local e o Windsor Arch Ka I. O PONTO FINAL conversou um pouco com o craque que esta época está ao serviço do Moncarapachense. Depois do Bordéus, o macaense abraça o projecto dos algarvios na Liga 3 e, aos 27 anos, apenas deseja jogar futebol, seja em que posição for. “Estão todos motivados para esta nova época e penso que foram buscar as pessoas certas para ajudar o clube a alcançar os objectivos”, confidenciou o jogador que na época 2015/2016 foi campeão do Campeonato de Portugal ao serviço do Cova da Piedade.

       

      Aos 27 anos, no Moncarapachense, o que ainda pode almejar na carreira? Que sonhos ainda tem?

      Gosto de dizer que já estou a viver o meu sonho de jogar futebol. Quando era criança sempre quis tornar-me jogador de futebol e ter o prazer de fazer isso todos os dias ao acordar. Conseguir fazer disto a minha vida é já um sonho. Espero chegar o mais acima possível, mas não penso muito nisso. Quero desfrutar e fazer aquilo que gosto, e se conseguir, estar perto da minha família e de quem gosto.

       

      Pelos clubes por onde tem passado, tem realizado muito poucos jogos. A que se deve isso? Não sente que essa falta de “jogo” o tem prejudicado ao longo dos anos?

      Tive a sorte e talvez o azar de estar sempre em bons clubes com ambições altas. Treinar com jogadores e treinadores de topo ajudaram-me a melhorar como jogador e aprendi com muitos deles, mas ao mesmo tempo significou ter menos tempo de jogo, pois a pressão é sempre alta e apostar num jovem é sempre um risco. É fácil olhar para trás e dizer que talvez deveria ter ido para outros clubes mais pequenos e ter mais tempo de jogo, mas talvez não tivesse passado por clubes como o Sp. Braga, Boavista ou Bordéus. Talvez não pudesse dizer que me sentava ao lado do Laurent Koscielny no balneário todos os dias de manhã ou que fui treinado pelo Paulo Sousa ou o Abel Ferreira, entre outros. Este ano optei por ir para o Moncarapachense e espero jogar o máximo número de jogos.

       

      Chega ao Moncarapachense, um clube modesto que tem subido gradualmente de divisão até aos profissionais, agora na Liga 3. Que ambiente encontrou?

      É um clube humilde, muito acolhedor e realista. Sabem da dificuldade que vai ser esta época na Liga 3, mas sinto que estão todos motivados para esta nova época e penso que foram buscar as pessoas certas para ajudar o clube a alcançar os objectivos.

       

      O clube, e o David com a titularidade e uma assistência para golo, começaram muito bem a época com uma reviravolta e vitória fora contra o Sporting, em Alcochete. O que podemos esperar esta época. O que vos disse a direcção e o treinador? É para subir ou para manter?

      Não há nenhuma ilusão dentro do clube que será uma época a lutar para não descer. Mesmo após o jogo contra o Sporting, que ninguém alguma vez diria que conseguiríamos sair com os três pontos de Alcochete, a ideia mudou. A mensagem para a equipa é de orgulho, mas também de aviso que não podemos relaxar e que temos de continuar a trabalhar com os pés assentes no chão. Queremos ser uma surpresa na Liga 3, mas primeiro, um passo de cada vez. Para a semana é outro jogo, e sendo em casa, somos obrigados a ganhar.

       

      Apesar da boa estreia a titular, o clube tem adquirido mais médios. Sente o lugar em risco?

      Todos os que chegam são para ajudar o clube a alcançar os objectivos. Tive uma conversa com o treinador antes da época e sei o que ele espera de mim. Cabe-me a mim trabalhar e não dar dúvidas ao treinador que tenho de ser o titular em todos os jogos.

       

      Tem feito a carreira como médio, mas o Moncarapachense apresentou-o como defesa-direito. Está a tornar-se num jogador polivalente para poder dar mais contributo à equipa? Sente-se confortável?

      Sempre fui um jogador polivalente, desde os meus tempos em Macau. A primeira época que fiz a lateral-direito foi com o Abel Ferreira no Sp. Braga, que me adaptou à posição. É diferente da posição que estou habituado a jogar, médio ou a central, mas sinto-me confortável e penso que as minhas características como jogador me permitem fazer a posição sem qualquer problema. Estou sempre disposto a jogar onde for desde que consiga ajudar a equipa, e o meu treinador sabe que pode contar comigo para isso, nem que seja a guarda-redes.

       

      E a Selecção de Macau? Com a pandemia de Covid-19 e um certo desinvestimento do Instituto do Desporto e da Associação de Futebol de Macau, não tem havido jogos. O que sente com tudo isto e todas estas restrições? Continua disponível para representar Macau?

      A Covid-19 afectou o futebol e muitos jogadores. Quando estava em França na altura, passei um ano inteiro sem fazer um único jogo oficial. Foram tempos difíceis. Já no ano passado também fiquei sem competir durante dois meses por causa da Covid-19. Espero que este ano não haja mais nada deste género. Representei Macau pela primeira vez quando tinha 13/14 anos num jogo contra Hong Kong. Continuarei sempre disponível a representar Macau, foi onde nasci e onde tenho a maior parte dos meus amigos a viver, apenas falta o convite e também disponibilidade por parte do meu clube, claro.

       

      Número 13. Foi uma escolha ou foi uma imposição? Agora com o número da sorte é que vai ter uma época em cheio?

      O número 13 é o meu número da sorte, é o meu dia de aniversário. Foi uma escolha minha e espero que traga uma época brilhante, para mim e para o Moncarapachense.