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      Início Internacional Visita dos EUA a Taiwan foi uma "provocação cuidadosamente planeada", diz Putin

      Visita dos EUA a Taiwan foi uma “provocação cuidadosamente planeada”, diz Putin

      O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou ontem, na 10.º Conferência de Segurança Internacional de Moscovo, que a visita da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA) Nancy Pelosi, a Taiwan foi uma “provocação cuidadosamente planeada” e um movimento “deliberado” destinado a desestabilizar a região.

       

      “A aventura americana em Taiwan não é apenas uma viagem de um político individual irresponsável, mas parte de uma estratégia intencional e consciente dos EUA. É uma demonstração arrogante de desrespeito à soberania de outros países”, sublinhou o presidente russo, Vladimir Putin, citado pela agência Reuters, considerando que a visita foi uma “provocação cuidadosamente planeada” e um movimento “deliberado” destinado a desestabilizar a região.

      Disse ainda que os EUA estão a tentar desviar a atenção dos seus cidadãos de “problemas sérios”, como “queda do nível de vida, desemprego, pobreza e falta de indústria”, estando a usar Moscovo e Pequim, “que estão a defender o seu ponto de vista”. Por fim, referiu que os países ocidentais estão a procurar estender um “sistema semelhante à NATO” para a região do Pacífico na Ásia.

      As relações entre os Estados Unidos e a Rússia – que lidera uma ofensiva militar na Ucrânia desde 24 de Fevereiro – vive um período de tensão sem precedentes.

      Alvo de uma série de sanções ocidentais muito pesadas devido ao conflito na Ucrânia, a Rússia busca fortalecer as suas relações com os países da África e da Ásia, particularmente com a China.

      A Rússia já havia descrito a visita de Pelosi a Taiwan – que decorreu no início de agosto – como uma “provocação”, considerando que Pequim tem o direito de tomar as “medidas necessárias para proteger a sua soberania”.

       

      RÚSSIA ADMITE ACTO DE SABOTAGEM EM EXPLOSÕES NA CRIMEIA

       

      A Rússia admitiu que as explosões ocorridas ontem num depósito de munições do seu exército na península ucraniana da Crimeia, que anexou em 2014, foram um acto de sabotagem.

      “Na manhã de 16 de Agosto, um armazém militar na cidade de Dzhankoy, a capital do distrito com o mesmo nome, foi danificado em resultado de sabotagem”, disse o Ministério da Defesa numa declaração citada pela agência russa TASS.

      As explosões no armazém danificaram várias instalações civis, incluindo uma linha de alta tensão, subestações elétricas, a linha ferroviária e várias casas, de acordo com o comando russo. “Não há feridos graves. Estão a ser tomadas as medidas necessárias para remediar as consequências da sabotagem”, acrescentou o Ministério da Defesa, segundo a agência espanhola EFE. O ministério não identificou os responsáveis pela sabotagem. Num comunicado anterior, as autoridades russas disseram que o incidente ocorreu às 06:15 locais.

      Segundo o governador da Crimeia, Sergei Aksionov, que visitou o local, dois civis ficaram feridos e as autoridades evacuaram uma aldeia próxima por precaução. Dzhankoy localiza-se a cerca de 90 quilómetros a norte de Simferopol, a capital da autoproclamada República da Crimeia, e próximo da Ucrânia.

      O chefe da administração presidencial da Ucrânia, Andriy Yermak, saudou a ocorrência das explosões na Crimeia e prometeu a “completa libertação dos territórios ucranianos”, numa declaração na rede social Telegram, citada pela agência francesa AFP. Também o conselheiro presidencial ucraniano Mikhailo Podoliak se referiu ao incidente, escrevendo na rede social Twitter que “a manhã, perto de Dzhankoy, começou com explosões”.

      “A Crimeia do país normal é sobre o Mar Negro, montanhas, recreação e turismo, mas a Crimeia ocupada por russos é sobre explosões de depósitos de munições e um alto risco de morte para invasores e ladrões”, acrescentou o conselheiro do Presidente Volodymyr Zelensky.

      Este incidente surge uma semana após uma explosão de munições destinadas à aviação militar russa num depósito localizado no aeródromo militar de Saki, na Crimeia ocidental. Estas explosões mataram uma pessoa e feriram outras.

      A península ucraniana anexada por Moscovo tem estado na linha da frente da ofensiva militar russa contra o país vizinho, iniciada em 24 de Fevereiro. Os aviões russos descolam quase diariamente da Crimeia para atingir alvos em áreas sob o controlo de Kiev e várias áreas da península estão dentro do alcance das armas ucranianas.

      Apesar do conflito, a Crimeia tem permanecido um importante destino de férias para muitos russos que continuam a desfrutar do Verão nas suas praias.

       

      CANTOR RUSSO MULTADO POR CRITICAR O KREMLIN

       

      O músico russo Yuri Shevchuk foi ontem multado na Rússia depois de ter criticado a invasão russa da Ucrânia e o Presidente Vladimir Putin durante um concerto, avançou um tribunal russo. Um tribunal da cidade de Ufa, na região centro da Rússia, considerou o líder da famosa banda de rock russa DDT culpado de uma “acção pública destinada a desacreditar as forças armadas russas” e multou-o em 50 mil rublos (aproximadamente 800 euros), segundo o serviço de imprensa do tribunal.  O caso remonta a 18 de Maio, quando o cantor de 65 anos disse à plateia que assistia um dos seus concertos, que a “pátria não significa ser um lambe-botas constante do presidente” – um momento que foi captado e divulgado por vários vídeos colocados ‘online’.  “Agora há pessoas a serem mortas na Ucrânia, porquê? Os nossos rapazes estão a morrer na Ucrânia, porquê?”, perguntou o cantor à multidão no mesmo dia. “Os jovens da Ucrânia e da Rússia estão a morrer por causa dos planos napoleónicos do nosso César”, acrescentou, referindo-se ao Presidente russo, Vladimir Putin.   O cantor, que não compareceu em tribunal por estar em quarentena devido à covid-19, enviou uma declaração escrita através do seu advogado Alexander Peredruk, na qual salientou que “sempre foi contra a guerra, em qualquer país e em qualquer altura”. “Todos os problemas e dificuldades de natureza política entre países e povos devem ser resolvidos através de meios diplomáticos”, insistiu.

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      Redacção do Ponto Final Macau