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      Guangzhou Metro Group adjudicada para gerir projecto da Linha Leste do Metro Ligeiro  

      Embora as autoridades de Macau não tenham anunciado mais avanços do projecto da Linha Leste do Metro Ligeiro, a Guangzhou Metro Group afirmou que é a adjudicatária da gestão do projecto e assistência técnica para a concepção e construção da linha. Segundo a empresa, a adjudicação foi de 338 milhões de patacas, sendo que a obra custará 20 mil milhões de patacas e seis anos para sua construção. O deputado nomeado Eddie Wu elogiou a adjudicação, acreditando que a cooperação com a empresa chinesa será mais suave do que a consultoria anteriormente prestada pelo consórcio das empresas portuguesas e francesas.

       

      Relativamente à construção da Linha Leste do Metro Ligeiro, que vai ligar a Península de Macau à Taipa, a Guangzhou Metro Group Co.,Ltd anunciou que vai participar neste projecto de construção, sendo a gestora do empreendimento, prestando ainda assistência técnica.

      Apesar do Governo não ter avançado oficialmente a informação no site da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), a empresa adiantou que já tinha sido adjudicada na semana passada pelas autoridades da RAEM relativamente à prestação de serviços de “Gestão de Projecto e Assistência Técnica para o Projecto de Concepção e Construção da Linha Leste do Metro Ligeiro”, com um valor de adjudicação de 338 milhões de patacas.

      As informações adiantadas pela empresa sediada no interior da China apontaram que o empreendimento adjudicado inclui a concepção e construção das partes do Norte e do Sul da Linha Leste, bem como a concepção e construção do sistema de tráfego da Linha Leste do Metro Ligeiro.

      “A empresa é responsável pela prestação de serviços durante todo o processo de gestão e assistência técnica, incluindo a concepção do projecto e gerenciamento das obras de construção. No processo de implementação do projecto, cabe-nos coordenar com a supervisão da empreitada de construção, disponibilizando o planeamento geral do projecto, assistência técnica e fiscalização e gestão administrativas”, referiu a Guangzhou Metro Group.

      Simultaneamente, foi adiantado que o empreendimento da Linha Leste do Metro Ligeiro prevê um investimento total de cerca de 20 mil milhões de patacas, estimando-se que o prazo de execução seja de 2.190 dias, ou seja, seis anos. A empresa destacou que o projecto do Metro Ligeiro é uma construção essencial para a sociedade da RAEM, que é de “grande importância para a promoção da interligação da rede de infra-estruturas de transporte de Macau”.

      Recorde-se que o Governo está a planear a Linha Leste do Metro Ligeiro para ligar as Portas do Cerco e o Terminal Marítimo da Taipa, com um comprimento previsto de cerca de 7,65 quilómetros. Conta com seis estações que passarão a Zona A dos Novos Aterros e também a Zona E dos Novos Aterros.

      Segundo a Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, a Linha Leste terá o primeiro túnel subaquático no território, que vai assegurar a prestação dos serviços ao público independentemente das condições atmosféricas.

       

      “CONSULTORIA LUSO-FRANCESA PODE NÃO FUNCIONAR BEM EM MACAU”

       

      O deputado Eddie Wu aplaudiu a adjudicação do projecto da Linha Leste, considerando que a Guangzhou Metro Group, sendo a consultoria da construção, pode contribuir para a interligação das redes de transporte de Macau com a Grande Baía.

      “Muitos estão preocupados com o atraso da obra de construção, como já tinha acontecido com a Linha da Taipa do Metro Ligeiro. É exactamente para garantir a conclusão pontual do projecto que a Guangzhou Metro Group foi adjudicada para gerir e assistir tecnicamente todo o empreendimento”, salientou.

      Eddie Wu advertiu, em declarações ao Jornal do Cidadão, que a primeira fase da construção do Metro Ligeiro, cuja gestão foi empreitada a três empresas europeias, gastou mais de oito anos para concluir o projecto e o orçamento teve um excesso elevado.

      Recorde-se que a prestação de “Gestão de Projecto e Assistência Técnica para a Implementação da 1.ª Fase do Sistema de Metro Ligeiro de Macau” foi adjudicada em 2013 ao consórcio formado pelas empresas Fase-Estudos e Projectos S.A./Egis Rail/Setec its, cujas sedes estão em Portugal e França, com um preço de 176 milhões de patacas.

      O deputado nomeado frisou que os serviços de consultoria prestados pelo consórcio luso-francês “podem não ter funcionado bem” em Macau. “A RAEM, sem experiência de trânsito ferroviário, o atraso das obras e o aumento dos custos têm sido fortemente criticados pelo público”. O engenheiro acredita que a cooperação com a empresa chinesa será “mais suave”, dado que está familiarizada com a Grande Baía e com o modelo de construção em Macau.

       

      PONTO FINAL