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      “The Violin Case”, a primeira longa-metragem de Max Bessmertny, começa a ser rodado em Setembro

      Começa a ser filmado em Setembro “The ViolinCase”, a primeira longa-metragem da autoria de Maxim Bessmertny. O objectivo é fazer com que o filme esteja pronto em 2023, para que possa ser distribuído nos festivais de cinema internacionais. Um filme totalmente feito em Macau, que se centra em Theo, um pintor estrangeiro que perde o seu violino num táxi e embarca numa odisseia à sua procura.

      Theo, um pintor estrangeiro que quer começar a construir a sua carreira a partir do exotismo de Macau, tem um revés: esquece-se de uma das suas obras mais especiais – um violino pintado – no banco de um táxi. Sem conseguir encontrar o táxi que levou a peça, o artista envolve-se numa odisseia em Macau à procura do violino.

      É esta a premissa da primeira longa-metragem de Maxim Bessmertny, que tem como inspiração uma história que aconteceu a Konstantin Bessmertny, pintor sediado em Macau e pai de Max. Há seis anos, em Hong Kong, depois de deixar uma das suas obras num táxi, Konstantin e Max iniciaram uma aventura à procura da peça, mas em vão.

      “Só depois de quase quatro anos a tentar, depois de escrever cinco ou seis guiões para longas-metragens que queria desenvolver mas que caíram, é que finalmente disse que esta é a história e que ia fazê-la seja como for”, contou o cineasta de Macau ao PONTO FINAL, acrescentando: “Só comecei a pensar na história mais tarde. Quando isto aconteceu, em 2016, eu só tinha escrito dois guiões que potencialmente podiam ser feitos em Macau, mas eram de outro género. Esta história só me veio à cabeça no segundo dia de pandemia”.

      O filme será todo ele rodado em Macau. “Não há estúdios, não há ‘green screens‘, estamos a criar tudo localmente”, sublinhou o realizador. Maxim Bessmertny explicou que o objectivo é começar a filmar a 1 de Setembro para que o filme esteja pronto no final do ano. O objectivo é colocar “The ViolinCase” no mercado e em festivais de cinema internacionais em 2023. Até lá, a equipa de Max Bessmertny vai tentar encontrar parceiros para a pós-produção e distribuição.

      A equipa ainda tentou uma campanha de angariação de fundos na plataforma Kickstarter. A meta era chegar aos 50 mil dólares norte-americanos, mas o objectivo não foi alcançado, o que fez que todas as doações feitas até então fossem devolvidas. No entanto, Max Bessmertny ressalvou que a iniciativa foi importante para dar a conhecer o projecto ao mundo. “Pessoas que estão na indústria há muitos anos conseguiram ficar a conhecer o filme e isso é tão importante quanto o valor financeiro em si, termos connosco pessoas que ajudam e acreditam no projecto. Ajudou a divulgar o projecto”, reiterou.

      Idealmente, o orçamento global do filme seria de pelo menos um milhão de dólares norte-americano, afirmou Bessmertny. ” Mas nós estamos a fazer por um orçamento muito mais baixo, estamos a fazer pelos mínimos que podemos”, referiu, frisando que o projecto “é um esforço colectivo” da equipa. “Estamos a tentar respeitar ao máximo o cinema e as pessoas com quem trabalhamos, que têm entendido que é um projecto de paixão e que tem de ser tratado assim”, reforçou, concluindo: “Vejo um belo futuro para o filme”.

      PONTO FINAL